Proposta de instrumento para diagnóstico da partofobia em gestantes no contexto sociocultural da populaçÃo brasileira



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PALAVRAS-CHAVE

Obstetrícia; Transtornos fóbicos; Gravidez; Psicometria; Diagnóstico.


INTRODUÇÃO

Partofobia ou tocofobia é o medo patológico ou evitação do parto1. Apresenta prevalência que varia de 5%2 a 20%3, sendo muitas vezes negligenciada. A partofobia pode ser primária, com início associado a relatos de familiares ou pessoas próximas. Ou secundária, como um histórico de parto com complicações obstétricas, dor ou falta de suporte emocional no período perinatal5–7. Há alguns fatores associados, como tabagismo, depressão, história de violência sexual, infertilidade, abortamento prévio e cesariana prévia, com níveis maiores em primigestas2,8–11.

A partofobia pode influenciar negativamente a gestante, com possível prolongamento da gestação ou pedido de cesariana eletiva. Após o nascimento, pode haver atraso na formação do vínculo entre a mulher e o recém-nascido, dificultando a amamentação e aumentando o risco de depressão puerperal2,4,12,13. No desenvolvimento fetal, há associação com efeitos negativos sobre as artérias uterinas, que levam a mudanças no crescimento intrauterino, baixo peso ao nascer, alterações nos batimentos cardíacos fetais e prematuridade12,14,15.

Desta forma, a correta identificação de uma gestante com partofobia permitiria um tratamento eficiente, como encaminhar a um especialista em psicoterapia e suporte psicossomático para diminuir o medo e o impacto negativo sobre o feto e sobre si2,11,15.

Em países desenvolvidos, a partofobia comprovada clinicamente e mantida após orientação, justifica a realização de cesariana planejada4,16. No Brasil, o Ministério da Saúde, por intermédio das Diretrizes de Atenção à Gestante, orienta que em caso de ansiedade relacionada ao parto ou partofobia é recomendado apoio psicológico multiprofissional, se após esse apoio a gestante mantiver seu desejo por cesariana, o parto vaginal passa a não ser recomendado17.

A impossibilidade de identificação e aferição da partofobia de modo objetivo, por não haver instrumentos desenvolvidos ou validados na língua portuguesa e no contexto cultural brasileiro torna-se uma grande dificuldade. Assim, o objetivo desse trabalho foi desenvolver um instrumento de pesquisa adequado para diagnosticar a partofobia em gestantes no contexto sociocultural e clínico-obstétrico brasileiro.


MÉTODOS

O estudo foi baseado em metodologia preconizada no Consensus-based Standards for the selection of health Measurements Instruments (COSMIN checklist). Compreendeu uma etapa qualitativa, que definiu a estrutura conceitual e os objetivos do instrumento, implicando na definição operacional ou traço latente e sua dimensionalidade, domínios e itens. Foram utilizadas as seguintes estratégias: busca na literatura de questionários já existentes, relatos da população-alvo e opinião de especialistas. Os sujeitos de pesquisa foram convidados a partir do Serviço de Ginecologia e Obstetrícia do Hospital Regional de São José, São José/SC, de agosto a setembro de 2018. Foram entrevistadas 30 gestantes e 30 profissionais que realizam atendimento pré-natal (médicos obstetras e enfermeiras obstétricas), além de convidados especialistas em obstetrícia, psiquiatria, psicologia, epidemiologia e saúde coletiva para comporem um comitê de especialistas, para o desenvolvimento do instrumento inicial.



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