Projetos de pesquisa linguistica



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PROJETOS DE PESQUISA LINGUISTICA
Ataliba T. de Castilho

Professor Emérito da FFLCH / USP

Professor Colaborador do IEL / Unicamp

Pesquisador do CNPq

Assessor linguístico do Museu da Língua Portuguesa



  1. Pesquisa e ensino do Português como língua estrangeira

O ensino do Português Brasileiro como língua estrangeira vem sendo ministrado há anos pelo Ministério das Relações Exteriores do Brasil, através dos Centros de Cultura Brasileira. Atualmente, há 21 desses centros, sendo 15 na América Latina, 3 na Europa e 3 na Ásia.


A criação do Mercossul ampliou o interesse pelo ensino do Português e do Espanhol na América Latina. Muitas iniciativas foram tomadas pelas universidades e por associações científicas, mas sem dúvida faz falta, por parte do Brasil, a organização de uma instância coordenadora das ações do governo federal, por ora concentradas no Itamaraty. Portugal tem o seu operoso Instituto Camões, a Espanha dispõe do Instituto Cervantes. O governo brasileiro tem buscado identificar suas obrigações linguísticas, matéria que segue em debate em diversos ministérios.
Segundo José Carlos Paes de Almeida Filho, em relatório que escreveu em 1997, a perspectiva do ensino da língua portuguesa a falantes de outras línguas potencializou a pesquisa aplicada em alguns centros nacionais de pós-graduação. Há uma demanda crescente de professores de Português, brasileiros e estrangeiros, por publicações teóricas sobre os processos de ensino-aprendizagem (por exemplo, a questão metodológica do ensino de línguas muito próximas, como o Português e o Espanhol) e por cursos de atualização, especialização e pós-graduação stricto sensu. Materiais didáticos e publicações voltadas para a formação do professor serão progressivamente requeridos nos próximos anos por governos, secretarias, Ministérios da Educação e das Relações Exteriores, agências internacionais e universidades.
A Universidade Estadual de Campinas, a Universidade de Brasília e as Universidades Federais Fluminense, de Santa Catarina e do Rio Grande do Sul têm oferecido respostas concretas a essa demanda. A primeira criou em 1991 o Exame Unicamp de Proficiência em Português, que serviu de base ao Exame Nacional de Proficiência, aprovado em 1992 pelos Ministérios da Educação, da Cultura e das Relações Exteriores. Daí resultou o CELPBRAS, uma prova de proficiência aplicada hoje aos interessados em estudar em universidades brasileiras.
(1) A formação de professores de português como língua estrangeira
Em novembro de 1996, foi convocado o primeiro Seminário de Atualização em Português Língua Estrangeira e Culturas Lusófonas. O evento reuniu 22 professores do Mercosul, com apoio da UNESCO, União Latina e Ministério da Educação e Cultura do Brasil.
A Sociedade Internacional de Português Língua Estrangeira (SIPLE) tem ministrado diversos cursos para a formação de professores. A partir de 1997 essa sociedade passou a organizar um encontro anual em universidades brasileiras. Cursos voltados para o ensino do Português e da Cultura Brasileira foram ministrados nos seguintes países: Uruguai, Argentina, Paraguai, Chile, Costa Rica, Cuba, Moçambique, Itália e Espanha. A SIPLE é hoje a associação mais ativa.
(2)Materiais de ensino do Português como língua estrangeira
Aparentemente, os primeiros manuais de ensino do português para estrangeiros foram escritos nos Estados Unidos.
Durante um bom tempo foi utilizado o manual de Francisco Gomes de Mattos e Fred Ellison, Modern Portuguese, publicado pela Universidade do Texas em Austin, a que se seguiram os manuais de Isabel Abreu e Cléa Rameh, ambas da Universidade de Georgetown, em Washington. Novos títulos surgiram, como o de Mário Perini, Modern Portuguese, a reference Grammar, 2002.

No Brasil, lembre-se o pioneiro Português para Estrangeiros: pressupostos para o planejamento de cursos e produção de materiais, 1976, de Leonor Lombelo, professora da Unicamp.


Em seguida, saíram os volumes organizados por:


  • J. C. Paes de Almeida Filho e L. Lombelo (Orgs. 1992). Identidade e caminhos no ensino de Português para estrangeiros. Campinas: Pontes.

  • J. C. Paes de Almeida Filho (Org. 1991). Português para estrangeiros: interface com o espanhol. Campinas : Editora Pontes.

  • J. C. Paes de Almeida Filho (1997). Parâmetros atuais no ensino de PLE. Campinas: Editora Pontes.

  • Falta investir mais em dicionários bilíngues português-espanhol que levem em conta as variedades latino-americanas dessas línguas.

  • Para outras informações sobre o ensino do Português na América Latina, ver L. Varela (Org. 1999).Políticas Lingüísticas para América Latina. Actas del Congreso Internacional [1997]. Buenos Aires: Universidad de Buenos Aires / Facultad de Filosofía y Letras, Instituto de Lingüística, 2 volumes.



(3) Utilização da língua portuguesa nas páginas da internet.
O peso atual da Língua Portuguesa na internet é de apenas 3%, o que a equipara ao Italiano e ao Coreano. O espanhol tem 6% de presença.
A consulta a uma página, como a da Wikipédia, mostra como os especialistas brasileiros têm sido indiferentes à circulação da ciência por esse intermédio. Uma ação mais decidida aumentaria a presença do português na internet.





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