Projeto pedagógico do curso de farmácia da faculdade de ciências sociais e agrárias de itapeva fait


Forma de utilização dos Resultados da Avaliação



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9.8. Forma de utilização dos Resultados da Avaliação

Como sua razão de ser encontra-se na prestação de serviços de qualidade à sociedade, buscando sempre a excelência na produção, sistematização e democratização do saber, os resultados são utilizados com o propósito de conduzir ao aperfeiçoamento constante dos empreendimentos humanos, e melhoria da qualidade dos serviços educacionais prestados, em todos os âmbitos presentes na IES.

Os relatórios contendo os resultados e diagnósticos apresentados nas avaliações servirão de referência para a atualização do planejamento estratégico institucional, definição de programas e projetos e embasarão novos procedimentos de gestão administrativa e de ensino-aprendizagem. Orientarão os planos de ensino e de cursos e serão discutidos com os parceiros institucionais, objetivando atualizá-los a partir da troca de informações e experiências vivenciadas no mundo do trabalho.

Esse sistema foi construído com a finalidade de analisar, oferecer subsídios, fazer recomendações, propor critérios e estratégias para a reformulação de processos e políticas de avaliação da Educação Superior e elaborar a revisão crítica dos seus instrumentos, metodologias e critérios utilizados, abrangendo todas as instituições de educação superior.

A autoavaliação, assim, constitui um componente central que confere estrutura e coerência ao processo avaliativo que se desenvolve nas IES, integrando todos os demais componentes da avaliação institucional, entendendo-se autoavaliação como um processo cíclico, criativo e renovador de análise e síntese das dimensões que definem a instituição. Seu caráter diagnóstico e formativo de autoconhecimento deve permitir a reflexão sobre as prioridades estabelecidas no Projeto Pedagógico Institucional.

A prática da autoavaliação como processo permanente constitui-se num instrumento de construção e/ou consolidação de uma cultura de avaliação da instituição, com a qual a comunidade interna deve se identificar e se comprometer.

Seu caráter formativo deve permitir o aperfeiçoamento, tanto pessoal (dos docentes, discentes e técnico-administrativos) quanto institucional, pelo fato de colocar todos os atores em um processo de reflexão e autoconsciência, devendo inclusive inserir a participação da comunidade externa usuária.

Por último, os resultados da autoavaliação são submetidos ao olhar externo de especialistas de áreas/cursos, de planejamento e de gestão da educação superior, na perspectiva de uma avaliação externa das propostas e das práticas desenvolvidas. A avaliação externa é composta de duas etapas: a visita dos avaliadores à instituição e a elaboração de relatório de avaliação institucional.

Dessa forma, o diagnóstico da avaliação institucional serve tanto ao autoconhecimento institucional, como orienta a gestão para a definição de seu planejamento estratégico a partir das potencialidades e fragilidades apresentadas em cada dimensão.

A avaliação periódica do próprio processo, em função da dinamicidade do mesmo, é ponto vital para a reciclagem e realimentação, sendo que a difusão dos resultados, por meios de comunicação massivos e interativos, deverá garantir o permanente contato com a comunidade acadêmica e a sociedade em geral, assegurando a retroalimentação do processo de avaliação da Faculdade.

Para isso são realizadas reuniões individuais e ou coletivas com docentes, discentes e funcionários da instituição, além de reuniões internas, por setor, para buscar alternativas para resolver problemas de infraestrutura institucional.

Nessa perspectiva, o processo de autoavaliação Institucional da FAIT volta-se para o atendimento de uma tríplice exigência, no objetivo de tornar-se:

- um processo contínuo de aperfeiçoamento do desempenho acadêmico;

- uma ferramenta para o planejamento da gestão da Instituição de Ensino Superior;

- um processo sistemático de prestação de contas à comunidade interna e externa.
Isso significa acompanhar metodicamente as ações desenvolvidas na Instituição a fim de verificar se as funções e prioridades determinadas coletivamente estão sendo realizadas e atendidas. É esse contraponto entre o pretendido e o realizado que dá sentido à Autoavaliação Institucional nas organizações universitárias.

Assim, os princípios norteadores da Autoavaliação Institucional na Faculdade de Ciências Sociais e Agrárias de Itapeva - FAIT, identificam-se:

- pela aceitação e conscientização da necessidade de avaliação por parte de todos os segmentos envolvidos;

- pelo reconhecimento da legitimidade e pertinência dos princípios norteadores e dos critérios a serem adotados;

- pelo envolvimento direto de todos os segmentos da comunidade acadêmica na sua execução e na implementação de medidas para a melhoria do desempenho institucional.
Nesse sentido, na Faculdade:

- a avaliação deve ser um processo institucional envolvendo aspectos indissociáveis das atividades-fim e atividades-meio, necessários à sua realização. Para tanto, deve buscar uma análise simultânea do seu conjunto de dimensões relevantes ou, a partir de prioridades definidas no âmbito da Instituição e dos recursos disponíveis, hierarquizar, cronologicamente, o tratamento de cada uma delas;

- a proposta de avaliação deve integrar, num processo global, esforços e experiências de avaliação já existentes na Faculdade, englobando aspectos quantitativos e qualitativos, bem como as demais experiências de instituições congêneres;

- o processo avaliativo deve aliar a estratégia de avaliação interna à avaliação externa, combinando subsídios e juízos de valor dos indivíduos comprometidos com a Instituição, (porque nela desenvolvem algum tipo de atividade), com o julgamento de pessoas que a ela não estão ligadas por vínculos profissionais;

- a avaliação deve prever a efetiva e intensa participação de seus membros, tanto na definição dos procedimentos e de formas de implementação, como na utilização dos resultados, traduzidos em objetivos e metas, voltadas ao aperfeiçoamento da Instituição;

- o processo de avaliação deve apresentar legitimidade técnica sendo, que, para tanto, dependerá de método científico para coleta e tratamento dos dados, a partir de critérios pré-definidos;

- o processo de avaliação deve ser contínuo e sistemático, visando a realimentação e aperfeiçoamento permanente do próprio processo avaliativo da Instituição.
Significa, portanto, o acompanhamento metódico das ações desenvolvidas pela Instituição com o fim de verificar se os objetivos, finalidades e prioridades, definidas coletivamente, estão sendo realizadas e atendidas.

Enquanto processo global:

- possibilita identificação de fatos que afetam, positiva ou negativamente, seu desempenho e adequação, relevância e qualidade de todas as atividades desenvolvidas e serviços prestados pelo curso;

- oferece subsídios para que a Instituição e as pessoas envolvidas em todos os seus segmentos possam atuar de forma planejada, corrigindo distorções identificadas e aperfeiçoando elementos dos serviços prestados.


Os resultados do processo de Avaliação Institucional deverão possibilitar:

- o repensar a Instituição como uma entidade sintonizada com o momento atual e capaz de responder às mudanças da sociedade em que se insere, em termos sociais, políticos, econômicos e tecnológicos, dentre outros;

- a recomendação de estratégias, objetivos, metas e ações futuras com vistas à melhoria da qualidade de ensino, iniciação científica, extensão, gestão, missão, comunicação e políticas institucionais, infraestrutura física e responsabilidade social;

- implementação de ações corretivas que possibilitem o aperfeiçoamento do desempenho institucional;

- firmar valores que conduzam a excelência do ensino e da gestão da IES, tendo como base os interesses dos docentes, discentes, técnico-administrativos e sociedade em geral, nas áreas de atuação da Faculdade;

- indicar diretrizes para a tomada de decisão da gestão universitária, servindo como subsídios para o Plano de Desenvolvimento Institucional – PDI, o Projeto Pedagógico Institucional – PPI e os Projetos Pedagógicos dos Cursos.






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