Projeto pedagógico do curso de farmácia da faculdade de ciências sociais e agrárias de itapeva fait


AUTOAVALIAÇÃO E ACOMPANHAMENTO DO DESENVOLVIMENTO INSTITUCIONAL



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9. AUTOAVALIAÇÃO E ACOMPANHAMENTO DO DESENVOLVIMENTO INSTITUCIONAL

A Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDB), Lei nº 9.394, de 20 de dezembro de 1996, trouxe importantes transformações para a estruturação da educação nacional, dando ênfase aos processos de avaliação, visando a melhoria da qualidade de ensino e a acreditação de instituições e cursos pelos órgãos competentes. A LDB permitiu a descentralização, uma vez que a União pode delegar atribuições, relativas ao seu sistema, aos Estados e ao Distrito Federal, de acordo com seu art.10.

Em face dessas constatações, a FAIT desencadeou o Processo de Autoavaliação Institucional, objetivando não só o atendimento de uma solicitação oficial, mas, antes, o cumprimento de uma missão social que é a de informar à sociedade sobre seu desempenho, suas possibilidades, bem como oferecer à comunidade interna subsídios no processo de reflexão e transformação de seu próprio projeto acadêmico-institucional.

Avaliar uma instituição educacional supõe um olhar sobre sua complexidade, ao mesmo tempo em que se racionalizam procedimentos concretizadores de um juízo de valor sobre sua ação educacional e social.

Com a promulgação da Lei dos SINAES (Sistema Nacional de Avaliação do Ensino Superior), Lei nº 10.861 de 14 de abril de 2004, novas sistemáticas e diretrizes foram alocadas para avaliação da qualidade do ensino superior no país, tal como para a filosofia e procedimentos para as avaliações institucionais. Todavia, mesmo que parecidamente, algumas já eram adotadas nas experiências anteriores das avaliações institucionais da FAIT.

Em síntese, a Avaliação Institucional abarca todo o conjunto de atividades típicas da área educacional, não se resumindo a meros indicadores de quantidade e aos aspectos administrativos, mas também aos aspectos qualitativos, da comunidade acadêmica e da sociedade. Para esse último, que se constitui a princípio, um direito social.

Os instrumentos de avaliação institucional vêm sendo redimensionados no âmbito do Projeto Pedagógico Institucional da Faculdade, que se encontra em permanente construção, objetivando atender, cada dia mais alcançar a excelência na qualidade do Ensino Superior.

E, como Instituição integrante da rede de Educação Superior, a FAIT adota os instrumentos do Sistema Nacional de Avaliação da Educação Superior (SINAES), instituído pela Lei no. 10.861, de 14 de abril de 2004 e regulamentado pela Portaria n. 2.051, de 9 de julho de 2004, a partir do segundo semestre do mesmo ano.

O Processo de Autoavaliação Institucional elaborado sob a coordenação da Comissão Própria de Avaliação (CPA) da FAIT é significativo, e para isso baseia-se em questões relativas a cada uma das dimensões a ser avaliada através das principais funções da avaliação: diagnóstica, formativa e somativa.

Tais funções visam, respectivamente: a garantia de autoconhecimento, a participação da comunidade e socialização de informações, a criação de subsídios aos avaliadores externos e à comunidade para revisão de políticas, programas e projetos institucionais.

O Processo de Autoavaliação Institucional da FAIT abrange o diagnóstico e a análise dos cursos de graduação (ensino, pesquisa e extensão) e de pós-graduação.

Para dar início ao processo de autoavaliação institucional, o Projeto de Autoavaliação, assim intitulado, deve possuir finalidades claramente definidas, articuladas a um referencial teórico previamente estabelecido que direcione metodologias e estratégias de ação, considerando as dimensões definidas pela Lei do SINAES, bem como as características institucionais e sua experiência avaliativa, interna e externa.

Nesse Processo fica previsto que a prática cotidiana da avaliação, o aprofundamento do conhecimento da instituição, bem como o envolvimento dos diversos segmentos da comunidade favorecerá a adequação do processo à realidade institucional, instaurando-se paulatinamente uma cultura avaliativa inerente ao exercício das funções educativas, tanto administrativas quanto pedagógicas.

O envolvimento e a participação dos docentes, alunos e funcionários também é fundamental para dar credibilidade e legitimidade à Avaliação Institucional.

A FAIT tem a avaliação como parte integrante do processo de planejamento de suas atividades. Prevê que o processo de Avaliação Institucional subsidie a tomada de decisões e alicerce a melhoria de sua organização curricular, seu funcionamento, sua estrutura física e material, seu quadro de pessoal, seu sistema normativo e seu processo de mudança organizacional na busca da excelência dos serviços que produz, sejam eles pedagógicos, técnicos ou administrativos.

Constituem a base sobre a qual a Instituição definirá os objetivos, o planejamento e os métodos a serem utilizados em seu processo avaliativo. O processo avaliativo pode prestar à instituição vários serviços, subsidiando o Plano de Desenvolvimento Institucional – PDI, a estruturação dos cursos, a revisão dos currículos e programas, o oferecimento de programas para o aperfeiçoamento docente, a melhor utilização dos recursos e serviços de apoio educacional, o desenvolvimento de uma linguagem comum entre professores, coordenadores e setores, a mudança na alocação de recursos, a melhoria na seleção, formação e atualização de recursos humanos, relacionamento com a comunidade e a sua importância e participação social.

A Avaliação Institucional da FAIT foi pensada e vem sendo conduzida como um processo permanente, democrático e participativo de acompanhamento da vida acadêmica em suas diversas esferas de atuação: ensino, pesquisa, extensão e gestão, em todas as instâncias da Faculdade.

O projeto de Avaliação, alicerçado nos princípios de totalidade, igualdade, legitimidade política e técnica, cumulatividade, reciprocidade, comparabilidade, articulação, racionalidade e dialogicidade, consagrados pela coletividade, visou atender às funções de construção de uma consciência institucional, através da promoção, estimulação e implementação de mecanismos e procedimentos avaliativos, em todas as instâncias da Faculdade capazes de subsidiar processos de autogestão, em que os resultados obtidos forneçam, continuamente, subsídios necessários à reflexão e revisão de políticas, programas e projetos acadêmico-institucionais.



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