Projeto pedagógico do curso de farmácia da faculdade de ciências sociais e agrárias de itapeva fait


POLÍTICAS DE ENSINO INSTITUCIONAIS



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3.14. POLÍTICAS DE ENSINO INSTITUCIONAIS

A política orientadora das ações de ensino–aprendizagem–desenvolvimento–educação da Faculdade de Ciências Sociais e Agrárias de Itapeva de Itapeva objetiva propiciar ao aluno formação global que lhe permita construir competências, hábitos, habilidades e atitudes de forma crítica e criativa, estimulando-o a resolver problemas, estudar casos, intervir em realidades, prever crises, fazer predições sempre de forma ágil, versátil e ética, buscando seu auto aprimoramento e auto realização como pessoa e como cidadão, qualificando-o profissionalmente, tornando-o ciente de suas responsabilidades, usando para isso os recursos do conhecimento em seus vários níveis e modalidades, além das vivências e intervenções em realidades do seu cotidiano próximo ou remoto.

Isso pressupõe docentes permanentemente preparados para desafiar seus alunos à construção interativa do aprendizado, intervir no processo a fim de aperfeiçoá-lo, utilizando para tanto, metodologias e recursos diferenciados e uma proposta de avaliação que atue como agente de mediação entre o objeto a ser conhecido e a disposição do aluno para aprender.

A política do ensino da Pós-Graduação é preparar o aluno para aprofundamento na área de estudo escolhida, incentivando o gosto pela pesquisa e pela ação criadora, a fim de efetivar processos de investigação científica que possam conduzi-lo a um entendimento diferenciado na resolução e respostas a situações-problema do cotidiano profissional.

Prepara ainda discentes para atuarem como pesquisadores em áreas específicas envolvidas pelos cursos e programas, visando a integração da instituição com a comunidade local e regional.

Assim, a iniciação científica torna-se intrínseca ao ensino, estando orientada ao estudo e à busca de soluções para as questões práticas do dia-a-dia do meio em que vive o estudante, ou seja, na sua família, na sua rua, no seu bairro, na sua cidade, na própria escola, nas empresas, nas associações comunitárias ou em outras organizações da sociedade, que constituem o entorno do educando e da Instituição.

Nesse sentido, assume-se que pesquisar, enquanto princípio educativo deve ocorrer em todas as ofertas, independentemente do nível educacional e da faixa etária dos alunos da FAIT, pois se localiza, primordialmente, no campo das atitudes e dos valores.

No que se refere às atitudes, a pesquisa deve provocar a curiosidade do estudante em direção ao mundo que o cerca, gerando inquietude, para que ele não incorpore “pacotes fechados” de visão de mundo, de informação, de conhecimento, mas, ao invés disso, esteja sempre motivado a buscar a construção e a reconstrução do conhecimento e das relações sociais. É precisamente esse tipo de atitude, quando despertada nas idades mais tenras, que contribui para que, nos níveis educacionais e faixas etárias mais elevadas, o estudante possa formular questões de investigação no campo mais formal, quer seja na sua forma aplicada ou na denominada pesquisa de base.

Na esfera dos valores, assume-se que os projetos de iniciação científica e o desenvolvimento tecnológico na graduação e na pós-graduação devem estar voltados para a produção de bens e serviços que tenham a capacidade de melhorar as condições de vida dos coletivos sociais e não apenas de produzir bens de consumo para fortalecer o mercado e, em consequência, privilegiar o valor de troca em detrimento do valor de uso, concentrando riqueza e aumentando o fosso entre os incluídos e os excluídos. Ao contrário disso, é, precisamente, o valor de uso que deve ser prioritário, pois é aí que está a capacidade de estender os benefícios da geração dos conhecimentos e de produtos à sociedade em geral e, particularmente, aos coletivos que integram as camadas mais desfavorecidas desde o ponto de vista socioeconômico.

Da mesma forma, os projetos de iniciação científica também podem estar relacionados a aspectos mais acadêmicos das ciências humanas, sociais ou aplicadas, agrárias, exatas e da saúde, mas sempre tendo em consideração a que interesses correspondem e a quem podem beneficiar os possíveis resultados alcançados. Assim, a unidade ensino/pesquisa colabora para edificar a autonomia dos indivíduos, porque é através do desenvolvimento das capacidades de aprender a aprender, a ser e a conviver, potencializadas pela investigação, pela inquietude e pela responsabilidade social que o estudante, na perspectiva de Paulo Freire, deixa de ser um “depósito” de conhecimentos produzidos por uns (especialistas) e transmitidos por outros (geralmente os professores) e passa a construir, desconstruir e reconstruir suas próprias convicções a respeito da ciência, da tecnologia, do mundo e da própria vida.

A qualidade política também se preocupa com o resultado, mas prioriza o processo desenvolvido e sua qualidade educativa, sua capacidade de contribuir para a conscientização e a cidadania plena. Se a pesquisa é desenvolvida em um grupo, o confronto de ideias contribui para que as visões e as convicções teóricas, políticas e a própria compreensão de mundo dos participantes sejam enriquecidas mutuamente. Se, além disso, o grupo tiver perfil de formação diferente, isso pode contribuir para o desenvolvimento de ações interdisciplinares que podem, inclusive, evoluir no sentido da transdisciplinaridade, desde que o docente assuma o seu papel de mediador do processo ensino-aprendizagem, exercendo e potencializando nos estudantes a capacidade de assumir seus não-saberes, aspecto fundamental para que se possa avançar nas perspectivas inter e transdisciplinar de compreender as ciências e o próprio mundo.

A integralização e a unificação do ensino, da iniciação científica e das relações comunitárias e empresariais, tendo como referência a função social da Instituição, podem avançar na direção do diálogo social e afirmar que os projetos de iniciação científica/relações comunitárias, na FAIT, devem integrar-se ao ensino e serem desenvolvidas, preferencialmente, nos seguintes domínios:


a) Busca de soluções para os problemas comunitários, ou seja, realização de ações orientadas à melhoria da qualidade de vida do entorno, especialmente dos coletivos menos favorecidos socioeconomicamente;

b) Transferência do conhecimento a outras organizações educativas ou não, através dos processos de formação, pesquisa e interação com o entorno;

c) Desenvolvimento de produtos e resolução de problemas do setor produtivo;

d) Melhoria da própria ação institucional através dos processos de pesquisa, de interação com o entorno, de gestão, de formação e de avaliação, ou seja, investigar a própria ação na perspectiva de melhorá-la.





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