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Revisão da Literatura

Embora o termo Revisão da Literatura não se aplique ao que será apresentado, em termos da amplitude e profundidade de pesquisa que foi possível alcançar, pretende-se aqui traçar uma linha raciocínio que possibilite (minimamente) a compreensão do tema escolhido e sua importância.

Discutir “Educação” na atualidade é, no mínimo, desafiador tendo em vista a variedade de abordagens possíveis e o momento de transição e quebra de paradigmas, que demandam questionamento dos modelos tradicionais e reflexão sobre os modelos vigentes e emergentes. Entendendo a educação como um processo de ensino-aprendizagem, onde os seus principais atores (professores e alunos) podem ensinar e aprender, Antunes (2001) apresenta uma metáfora interessante sobre o momento atual: “antes cabia ao professor mostrar ao aluno o “mapa do mundo” descrevendo seus múltiplos oceanos, agora (...) ensina também como usar a bússola, tornando seus alunos aptos a navegar os desafios desse oceano”.

Nesse caminho, torna-se importante diferenciar o modelo proposto para educação de crianças (Pedagogia) daquele que deve ser adotado para educação de adultos (Andragogia). Knowles (2009) considera como diferenciais entre os dois modelos, os seguintes fatores: a necessidade do saber, o autoconceito do aprendiz, o papel das experiências dos aprendizes, prontidão para aprender, orientação para a aprendizagem e motivação.

Discutindo as diversas possibilidades de conceituar a Educação à Distância, Morin (2011) cita que a EaD pode ser entendida como “processos de ensino e aprendizagem em que se utilizam mais de tecnologias de comunicação do que da presença física e que flexibilizam tempos, espaços e formas de ensinar e aprender, que independem da presença física ou a integram em momentos pontuais, mas não necessários”.

De acordo com Silva (2004), “a educação à distância, oficializada no Brasil em 1996, pela Lei de Diretrizes e Bases, veio para ficar”, tendo em vista que, em suas origens, a EaD teve como foco o suprimento de carências do sistema de ensino, oferecendo cursos profissionalizantes e supletivos aqueles que não tinham condições de frequentar cursos regulares, por questões geográficas ou econômicas; porém hoje é possível realizar cursos em todos os níveis, desde alfabetização até graduação e pós-graduação, através da modalidade EaD. A autora faz uma reflexão salientando que, apesar do avanço inegável da EaD no país, é preciso considerar a preparação de professores para essa nova forma de ensino e que a qualidade dos cursos seja garantida.

Reforçando essa preocupação, Castells (2000, citado por Monereo e Pozo, 2010) afirma que “os agitados tempos em que vivemos, com suas mudanças na organização social, nas relações interpessoais e suas novas formas de gerenciar socialmente o conhecimento, representam mais do que uma época de mudanças, uma verdadeira mudança de época”. Nesse contexto, Monereo e Pozo, (2010) sugerem uma reflexão sobre uma influência desta mudança no processo de ensino-aprendizagem, a partir da qual não é suficiente adaptar a educação as novas tecnologias, mas sim buscar formas mais flexíveis de compreender e responder a essa realidade, reforçando a noção de ruptura de paradigmas. Há que se considerar, entretanto, que existe o que os autores chamam de “brecha digital”, que impossibilita que todos tenham acesso as inovações tecnológicas aplicadas agora à educação (por motivos diversos: econômicos, políticos, de gênero), salientando os aspectos sociocognitivos. A partir desta visão, os autores apresentam os conceitos de “imigrantes” e “nativos digitais”, onde os primeiros “fazem um uso esporádico ou circunstancial das tecnologias”, enquanto que os “nativos digitais” têm suas atividades cotidianas ligadas a algum dispositivo tecnológico. Reconhecendo as diferentes características culturais e de cognição dos alunos, os autores, fazem considerações: salientam a ameaça de uma “ruptura intercultural”, onde os educadores seriam responsáveis por “coordenar adequadamente o que ocorre em situações educacionais presenciais com as experiências educacionais que oferecem as TICs”; consideram que seria muito importante que os alunos tivessem uma formação específica, que denominam “competência de alfabetização informacional”; destacam a proposta de que os alunos possam gerenciar, de modo autônomo, seus conhecimentos, recursos, experiências e criações e o que querem ou devem compartilhar. Desta forma, fica claro o desafio de promover atividades educacionais adequadas ao público a quem estas se destinam.

Morin (2010 citando Preti, 1996) apresenta diversos elementos que definem a EaD, dentre eles destaca-se o estudo individualizado e independente, a partir do que “reconhece-se a capacidade do estudante de construir seu caminho, seu conhecimento, por ele mesmo, de se tornar autodidata, ator e autor de suas práticas e reflexões”.

Em sintonia com esta atenção voltada ao perfil do estudante em EaD, Zerbini (2007, citando Meneses, Abad, Zerbini e Lacerda - 2006) descreveu - em seu modelo de investigação sobre a efetividade de ações educativas à distância - a variável “Características da Clientela”, que incluem as categorias denominadas como: repertório de entrada, sócio-demográficas, psicossociais, motivacionais e cognitivo-comportamentais.

Para efeito desta pesquisa, destacam-se as categorias sócio-demográficas e psicossociais, onde as variáveis sociodemográficas tem relação com as características pessoais da clientela a partir de dados como sexo, idade, escolaridade e condições socioeconômicas, dentre outras. Segundo Zerbini (2007), as variáveis psicossociais, referem-se a locus de controle, conscienciosidade, ansiedade, comprometimento e envolvimento com o trabalho, autoeficácia e autoconceito profissional. Dentre estas, destaca-se a autoeficácia.

Polydoro (2010 citando Bandura, 1997), considera que este constructo refere-se a “crenças de alguém em sua capacidade em organizar e executar cursos de ações requeridos para produzir certas realizações”. De acordo com a autora, o processo de formação da crença de autoeficácia envolve aspectos pessoais, comportamentais e sociais, sendo que:

a crença de auto-eficácia é formada a partir das informações recebidas por meio de quatro fontes: (1) experiência direta, a qual baseia-se em resultados das próprias experiências; (2) experiência vicária, que refere à capacidade do ser humano aprender com as experiências vividas por outras pessoas; (3) persuasão social, quando o ambiente social promove a percepção de que a pessoa possui as capacidades para resolver diversas situações; e (4) estado físico e emocional, pois dependendo das circunstâncias, a ansiedade e o estresse, bem como o sono e o cansaço físico influenciam a percepção da própria capacidade e da competência frente à resolução de determinada situação (Bandura, 1997; 2001 em: Polydoro 2010, p. 267).



Buscando alinhar os temas abordados superficialmente até aqui, a autora entende que a pesquisa proposta possa oferecer uma compreensão do contexto atual no qual a educação a distância está inserida e os desafios que se apresentam, considerando como foco as características do estudante que possam interferir no seu desempenho acadêmico e consequentemente em sua realização pessoal e profissional.

: congresso2013
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