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Popularização

É cada vez mais freqüente que as teorias psicológicas se popularizem e sejam assimiladas pelo linguajar popular e que cada vez mais pensem a cerca de si e dos outros com termos emprestados das escolas psicológicas. E a psicologia popularizada, segundo Figueiredo e Santi (2004) tem servido para sustentar a palavra de ordem ‘cada um na sua, pensando os seus problemas e defendendo os seus interesses e a sua felicidade.’

Ao serem incorporadas à vida cotidiana de algumas camadas da população, “as psicologias” convertem-se quase sempre numa visão de mundo altamente subjetivista e individualista. Com isso, queremos dizer que mesmo as teorias psicológicas que não se restringem à experiência imediata da subjetividade individualizada, como a psicanálise, ao serem assimiladas pela sociedade, têm se tornado uma forma de manter a ilusão da liberdade e da singularidade de cada um, em vez de compreender e explicar o que há de ilusório nessas idéias. É assim que a psicologização da vida quotidiana tem nos levado a pensar o mundo social e a nós mesmos a partir de uma visão bem pouco crítica. (...) Certamente a tendência que tem mais crescido e aumentado seu mercado recentemente é a das “terapias de auto ajuda“. Numa mistura de concepções do senso comum ou baseadas em teorias psicológicas, em pressupostos humanistas sobre a liberdade do homem e num estilo de administração empresarial nitidamente comportamentalista, esse discurso (que soa como o de um pastor protestante americano, e isto é mais do que uma coincidência) prega um paradoxal reforçamento do “eu” com sua submissão a um conjunto de regras de gerenciamento da própria vida. (Figueiredo e Santi, 2004, pág. 87-88).

A psicologia não é apenas a ciência do bem-estar, tendo como ponto de referência uma sociedade bem comportada. Se a psicologia usa como parâmetros de normalidade e de ajustamento os valores da classe dominante, então ela é, também, um veículo ideológico.



Referencias

Campos, R. H.de F. (1996). Em Busca de um Modelo Teórico para o Estudo da História da Psicologia no Contexto Sociocultural. Coletâneas da ANPEPP. São Paulo: EDUC, 1, n.15.

Eizirik, Marisa F. Psicologia Hoje: uma análise do que-fazer psicológico. Psicologia, Ciência e Profissão. CFP, a.8. n. 1, 1988. 

Figueiredo, Luis Cláudio. Prefácio. In: Jacó-Vilela, Ana Maria; Ferreira, Arthur A. L.; Portugal, Francisco T. (orgs.). História da Psicologia: rumos e Percursos. Rio de Janeiro: NAU Ed., 2005. 

Figueiredo, Luis Cláudio e Santi, Pedro Luis Ribeiro. Psicologia: uma (nova) introdução. São Paulo: EDUC, 2004.}

Gomide, P. I. C. (1988). A formação acadêmica: onde residem suas deficiências? In Conselho Federal de Psicologia (Org.), Quem é o psicólogo brasileiro? (pp. 69-85). São Paulo: Edicon.

Myers, David. Introdução à psicologia Geral. Rio de Janeiro: LTC, 1999.}

Teles, Maria Luiza S. O Que é Psicologia? São Paulo: Brasiliense, 2003. (coleção primeiros passos.).

Zanella, Andréia Vieira. Psicologia Social e Escola. In: Strey, Marlene Neves...[et al.]. Psicologia Social Contemporânea: livro-texto. Petrópolis: Vozes, 1999.



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