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Psicologia (do grego Ψυχολογία, transl. psykhologuía, de ψυχή, psykhé, "psique



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Psicologia (do grego Ψυχολογία, transl. psykhologuía, de ψυχή, psykhé, "psique", "alma", "mente" e λόγος, lógos, "palavra", "razão" ou "estudo") "é o estudo do comportamento e dos processos mentais (experiências subjetivas inferidas através do comportamento)".1 O principal foco da psicologia se encontra no indivíduo, em geral humano, mas o estudo do comportamento animal para fins de pesquisa e correlação, na área da psicologia comparada, também desempenha um papel importante. (veja também etologia).

A psicologia científica, tratada neste artigo, não deve confundir-se com a psicologia do senso comum ou psicologia popular que é o conjunto de ideias, crenças e convicções transmitidas culturalmente e que cada indivíduo possui a respeito de como as pessoas funcionam, se comportam, sentem e pensam. A psicologia usa em parte o mesmo vocabulário, que adquire assim significados diversos de acordo com o contexto em que é usado.2 Assim, termos como "personalidade" ou "depressão" têm significados diferentes na linguagem científica e na linguagem vulgar. A própria palavra "psicologia" é muitas vezes usada na linguagem comum como sinônimo de psicoterapia e, como esta, é muitas vezes confundida com a psicanálise ou mesmo a análise do comportamento.

O termo parapsicologia, ligado ao vocábulo paranormal, não se refere a um conceito ou a uma disciplina da Psicologia; trata-se de um campo de estudo não reconhecido pela comunidade científica.

Entre as maneiras de pensar o “psicológico” há mesmo quem pretenda descartar-se desta denominação e dar preferência a outros conceitos, como “conduta” ou “comportamento” entre os que se situam no campo do psicológico, há também os que pretendem fazer outra coisa que não “psicologia” como, por exemplo, “psicanálise”.

A psicologia é um conjunto de diversos domínios. Alguns psicólogos realizam pesquisa básica, alguns fazem pesquisa aplicada, e alguns prestam serviços profissionais. “A psicologia se desenvolveu a partir da biologia e da filosofia, com o objetivo de se tornar uma ciência que descreve como pensamos, sentimos e agimos.” (Myers, 1999, pág. 1). Em psicologia não há um acordo na metodologia, e não há uma terminologia comum; existe uma diversidade enorme de orientações teórico-metológicas.
Objeto

O objeto de estudo da psicologia tem variado ao longo do tempo e sua pré-história confunde-se com a própria historia da filosofia. Antes de 300 a.C., o filósofo grego Aristóteles teorizou sobre temas como aprendizagem e memória, motivação e emoção, percepção e personalidade.

Para que se tenha noção da extensão do campo da Psicologia, eis algumas questões, apontadas por Teles (2003), que lhe são pertinentes:


  • Como aprendemos?

  • Como se dá o desenvolvimento físico, motor, emocional, social, intelectual da criança?

  • O que é a crise da adolescência?

  • Que fatores influem no desenvolvimento?

  • Que são emoções? Elas são inatas ou adquiridas?

  • Por que nos lembramos e esquecemos?

  • Como se desenvolve o pensamento?

  • Qual a ligação entre pensamento e linguagem?

  • Como se dá a resolução de problemas?

  • Qual a influência do grupo sobre os indivíduos?

  • Como se desenvolve a personalidade?

  • Como se dá percepção?

  • Quais são os fatores responsáveis pelos diversos tipos de retardamento mental?

  • O que motiva o comportamento?

  • Como explicar as diferenças individuais?

  • Quais as causas dos desvios de comportamento?

  • Como atuar sobre o desajustamento?

  • Qual a influência dos valores e das atitudes na percepção dos indivíduos?

  • Como estimular a criatividade das pessoas?

Segundo Campos (1996), a história da ciência psicológica vem mostrando que a atuação do psicólogo jamais é neutra e responde a demandas que se inscrevem em um contexto político, econômico, social e cultural, estando sujeita a suas especificidades.

O homem é um animal essencialmente diferente de todos os outros. Não apenas porque raciocina, fala, ri, chora, opõe o polegar, cria, faz cultura, tem autoconsciência, e consciência de morte. É também diferente porque o meio social é seu meio específico. Ele deverá conviver com outros homens, numa sociedade que já encontra, ao nascer dotada de uma complexidade de valores, filosofias, religiões, línguas, tecnologias. (Telles, 2003, pág. 19).

Zanella (1999) demarca que a diversidade e complexidade da atuação do psicólogo (afinal, são tantas as chamadas áreas de atuação: escolar, organizacional do esporte,  clínica, jurídica, comunitária, etc.), tem revelado cada vez mais inadequada a discussão sobre essas áreas de atuação tal qual vinha acontecendo, isto é, como áreas estanques, separadas, com arcabouço técnico e teórico delimitado. A autora defende que o local de atuação é demarcado, mas a atuação profissional deverá ser necessariamente múltipla, posto que, é assim que se caracteriza a realidade.

Não é o lugar que define a postura de um profissional – embora nem todos pensem assim – é antes a capacidade de refletir criticamente sobre teorias, métodos e práticas, avaliando resultados e pensando a acerca das necessidades do país em que nos encontramos. (Eizirik, 1988, pág. 33)

Só em uma época muito recente, surgiu o conceito de ciência tal como hoje é de uso corrente, e só a partir da segunda metade do século XIX surgiram homens que pretendiam reservar aos estudos psicológicos um território próprio, cujo êxito se fez notar pelos discípulos e espaços conquistados nas instituições de ensino universitário e de pesquisa. Só então passou a existir a figura do psicólogo e passaram a ser criadas as instituições voltadas para a produção e transmissão de conhecimento psicológico. (Figueiredo e Santi, 2004)

Para Teles (2003) acreditar que a psicologia deva ser ciência nos moldes daquelas que se baseiam principalmente no método experimental, seria empobrecê-la por demais. O ser humano tem reflexos, necessidades, impulsos, mas não instintos. A aprendizagem, que significa mudança de comportamento como resultado da experiência, será básica em todo o processo humano de ajustamento. “Ajustar-se significa aprender formas de comportamento que permitam ao indivíduo adaptar-se às exigências internas e externas que lhe são impostas.” (Telles, 2003, pág. 22)

Todos os grandes sistemas filosóficos desde a Antiguidade incluíam noções e conceitos relacionados ao que hoje faz parte do domínio da psicologia científica, como o comportamento, o espírito ou a alma do homem. Na Idade Moderna, físicos, anatomistas, médicos e fisiólogos trataram de diversos aspectos do comportamento involuntário e mesmo de comportamentos voluntários do homem. No século XIX começou a se constituir as ciências da sociedade, como a Economia, a Política, a História, a Antropologia, a Sociologia e a Lingüística. Essas ciências tratavam das ações humanas e de suas obras. Quando Gomide (1984) analisa a formação acadêmica em psicologia e suas deficiências, conclui que "não estamos formando profissionais capazes de construir a psicologia, mas apenas de repeti-la pois o estudante apenas aprende técnicas e busca o cliente para aplicá-las" (p. 74).




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