Prevalência de Transtornos Mentais Menores em Estudantes de Enfermagem



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Encontro09.08.2018
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RESULTADOS E DISCUSSÃO

A entrevista com os pais nos revela uma situação, comum nos dias atuais, em que o pai deposita, de certo modo, a responsabilidade de educar sobre a mãe, pelo fato de trabalhar fora.

Os pais da criança demonstram que a educam nos moldes de uma psicologia moderna, pois sabem da individualidade dela, sabem da influência que exercem em sua personalidade, que precisam educar com disciplina e liberdade, fundamentos essenciais para o desenvolvimento de um adulto saudável. Demonstram que sabem que a criança introjeta tudo que vê nos pais. Entretanto, reconhecem que é difícil educar um filho numa sociedade cheia de valores inversos. Sabem que precisam mostrar ao filho o que é certo e o que é errado, pois se não forem eles, “outros mostrarão, talvez de forma completamente errada e dura”. Ambos estão dispostos a fazer o possível para oferecer uma boa educação ao filho. Entendem que não é fácil privá-lo de alguma coisa ou puni-lo, mas consideram que isso é necessário e compensador.

O encontro da psicanálise com a educação é possível e necessário, porque “[...] A contribuição da psicanálise à educação seria fazer o educador descobrir a sua nocividade, ou a necessidade da sua função perniciosa” (ALVAREZ, 2000, p. 24).

É essencial que o professor busque encontrar os motivos da distração, do medo, da agressividade, do fracasso, para libertar energias ou prevenir distúrbios nas crianças. “Um professor que tem algum conhecimento da psicanálise encontra-se em melhores condições para compreender os comportamentos infantis e atender às necessidades das crianças e ainda selecionar e adotar medidas para fornecer as oportunidades escolares de que a criança possa fazer melhor uso em cada ocasião” (GOULART, 1999, p. 128-129).

É preciso que o professor olhe para o aluno e o veja como pessoa, porque a criança leva consigo tudo que vivencia e utiliza diversos mecanismos de defesa para fugir do que lhe aflige. São muitos os problemas vivenciados pelas crianças em casa ou na rua; são diversas as situações difíceis que essa criança guarda para si. Por isso, os professores devem estar preparados para identificarem tais características, auxiliando as crianças a enfrentá-las e a superá-las. A escola não pode fazer de conta que não é problema seu. Por outro lado, a escola “não pode deixar de levar em conta que os professores também são humanos, e, como tal, sujeitos aos mesmos problemas e vicissitudes dos alunos” (MACEDO, 2002, p. 131).

Para que isso ocorra, não basta apenas defender essa prioridade nas escolas. Há necessidade de reformulação dos cursos de formação docente, no sentido de não se trabalharem apenas os estágios do desenvolvimento da aprendizagem; da estrutura curricular e da Proposta Pedagógica, a fim de que não se ocupem só dos conteúdos, das matérias, mas também do aluno e seus problemas e necessidades (MACEDO, 2002).





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