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A partir do original em .pdf, em língua espanhola, de Eliana Guimarães (Psicóloga – Mediateca)

Texto em azul sublinhado: houve dúvida do programa na tradução.

Texto em vermelho sublinhado: não traduzido.

Se alguém corrigir os erros, poderia me devolver para colocar no acervo:

susanacap@itelefonica.com.br
Neste documento: (hiperlink)


SEIS ESTUDOS DE PSICOLOGIA (tradução por software)

SEIS ESTUDIOS DE PSICOLOGÍA (original em espanhol)

SEIS ESTUDOS DE PSICOLOGIA (tradução por software)

Jean PIAGET


P s i K ou l i b r ou
1

O DESENVOLVIMENTO MENTAL DO MENINO

O desenvolvimento psíquico, que se inicia ao nascer e conclui na idade adulta, é comparável ao crescimento orgânico: ao igual a este ultimo, consiste essencialmente em uma marcha para el equilibrio. Assim como o corpo evolui até alcançar um nível relativamente estável, caracterizado pelo final do crescimento e a maturidade dos órgãos, assim também a vida mental pode conceber-se como a evolução para uma forma de equilíbrio final representada por o espírito adulto. O desenvolvimento é, portanto, em certo modo um equilíbrio progressivo, um perpétuo passar de um estado de menor equilíbrio a um estádio de equilibrio superior. Do ponto de vista da inteligência, é fácil, por exemplo, opor a inestabilidade e incoerência relativas das idéias infantis à sistematização da razão adulta. Também no terreno da vida afetiva, observou-se muitas vezes como o equilibrio dos sentimentos aumenta com a idade. As relações sociais, finalmente, obedecem a esta mesma lei de estabilização gradual.

Entretanto, terá que destacar desde o começo a diferença essencial entre a vida do corpo e a do espírito, se quer respeitar o dinamismo inerente à realidade espiritual. A forma final de equilíbrio que alcança o crescimento orgânico é mais estática que aquela para a cual tiende o desenvolvimento mental, e, sobre tudo, mais instável, de tal maneira que, assim que foi concluida a evolução ascendente, começa automaticamente uma evolução regressiva que conduz à velhice. Agora bem, certas funções psíquicas, que dependem estreitamente do estado dos órgãos, seguem uma curva análoga: a acuidade visual, por exemplo, passa por um maximum para o final da infância e diminui logo, ao igual a outras muitas comparações perceptivas que se regem por esta mesma lei. Em troca, as funções superiores da inteligência e da afetividade tendem para um "equilíbrio móvel", e mais estável quanto mais móvel é, de forma que, para as almas sões, o final do crescimento não marca de modo algum o começo da decadência, mas sim autoriza um progresso espiritual que não contradiz em nada o equilíbrio interior.



Assim, pois, vamos tentar descrever a evolução do menino e do adolescente sobre a base do conceito de equilíbrio. Desde este ponto de vista, o desenvolvimento mental é uma construçãn continua, comparável ao levantamento de um grande edifício que, a cada elemento que se lhe adiciona, faz-se mais sólido, ou melhor até, à montagem de um mecanismo delicado cujas sucessivas fases de ajustamento contribuem a uma flexibilidade e uma mobilidade das peças tanto maiores quanto mais estável vai sendo o equilíbrio. Mas então convém introduzir uma distinção importante entre dois aspectos complementares deste processo de equilibrio: é preciso opor desde o começo as estruturas variáveis, as que definem as formas ou estados sucessivos de equilíbrio, e um determinado funcionamento constante que é o que assegura a passagem de qualquer estádio ao nível seguinte.

Assim, por exemplo, quando comparamos o menino ao adulto, tão logo nos sentimos sorprendidos por a identidade das reações e falamos em tal caso de uma "pequena personalidade" para dizer que o menino sabe muito bem o que deseja e atua como nós em função de intereses concretos como descobrimos todo um mundo de diferenças, no jogo, por ejemplo, ou na forma de raciocinar, e dizemos então que "o menino não é um pequeno adulto".

Entretanto, as duas impressões são certas, cada uma em seu momento. Do ponto de vista funcional, quer dizer, considerando os móveis generais da conduta e do pensamiento, existen mecanismos constantes, comuns a todas as idades, a todos os níveis, a acción supone sempre um interesse que a desencadeia, já se trate de uma necessidade fisiológica, afetiva ou intelectual (a necessidade se apresenta neste último caso em forma de uma pergunta ou de un problema); a todos os níveis, a inteligência trata de compreender ou de explicar, etc., etc.

Agora, embora é certo que as funções do interesse, da explicação, etc., são, como acabamos de ver, comuns a todos os estádios, quer dizer, "invariantes" a título de funções, no es menos certo que "os interesses" (por oposição a "o interesse") variam grandemente de un nível mental a outro, e que as explicações particulares (por oposição à função de explicar) revestem formas muito diferentes segundo o grau de desenvolvimento intelectual. Ao lado de las funciones constantes, terá que distinguir, pois, as estruturas variáveis, e é precisamente el análisis destas estruturas progressivas, ou formas sucessivas de equilíbrio, que marca las diferencias ou oposições de um nível a outro da conduta, dos comportamientos elementales do recém-nascido até a adolescência.

As estruturas variáveis serão, pois, as formas de organização da atividade mental, sob su doble aspecto motor ou intelectual, por uma parte, e afetivo, por outra, assim como segundo seus dos dimensiones individual e social (interindividual). Para maior claridade, vamos distinguir seis estadios ou períodos de desenvolvimento, que marcam a aparição destas estruturas sucesivamente construidas: 1. O estádio dos reflexos, ou montagens hereditárias, assim como das primeras tendencias instintivas (nutrição) e das primeiras emoções. 2. O estádio dos primeros hábitos motores e das primeiras percepções organizadas, assim como dos primeros sentimientos diferenciados. 3. O estádio da inteligência sensorial-motriz ou prática (anterior al lenguaje), das regulações afetivas elementares e das primeiras fixações exteriores de la afectividad. Estes primeiros estádios constituem o período do lactante (hasta aproximadamente um ano e meio a dois anos, quer dizer, antes dos desenvolvimentos da linguagem y del pensamento propriamente dito). 4.- O estádio da inteligência intuitiva, de los sentimientos interindividuales espontâneos e das relações sociais de submissão ao adulto (de los dois anos aos sete, ou seja, durante a segunda parte da "primeira infância"). 5. O estadio de as operações intelectuais concretas (aparição da lógica), e dos sentimientos morales e sociais de cooperação (dos sete anos aos onze ou doze). 6. O estádio de las operaciones intelectuais abstratas, da formação da personalidade e da inserción afectiva e intelectual na sociedade dos adultos (adolescência).

Cada um de ditos estádios se caracteriza, pois, pela aparição de estruturas originales, cuya construção lhe distingue dos estádios anteriores. O essencial dessas construcciones sucesivas subsiste no curso dos estádios anteriores em forma de substruções sobre las cuales terão que edificá-los novos caracteres. Disso se deduz que, no adulto, cada uno dos estádios passados corresponde a um nível mais ou menos elementar ou elevado de la jerarquía das condutas. Entretanto, cada estado comporta também uma série de caracteres momentâneos ou secundários, que vão sendo modificados pelo anterior desenvolvimento, em função das necessidades de uma melhor organização. Cada estado constitui, pois, por las estrutura que o definem, uma forma particular de equilíbrio, e a evolução mental se efectúa no sentido de uma equilibración cada vez mais avançada.

E agora podemos compreender o que são os mecanismos funcionais comuns a todos los estadios. Pode dizer-se, de maneira absolutamente geral (não só por comparação de cada estadio com o seguinte, mas também também por comparação de cada conduta, dentro de cualquier estado, com a conduta que lhe segue) que toda ação - quer dizer, todo movimento, todo pensamiento ou todo sentimento - responde a uma necessidade. O menino, em não menor grau que el adulto, executa todos os atos, já sejam exteriores ou totalmente interiores, movido por una necesidad (uma necessidade elementar ou um interesse, uma pergunta, etc.). Agora bem, tal como ha indicado Claparede, uma necessidade é sempre a manifestação de um desequilíbrio: existe necesidad quando algo, fora de nós ou em nós (em nosso organismo físico ou mental) trocou, de tal maneira que se impõe um reajuste da conduta em função de esa transformación. Por exemplo, a fome ou a fadiga provocarão a busca do: alimento ou del descanso; o encontro com um objeto exterior desencadeará a necessidade de jogar, su utilización com fins práticos, ou suscitará uma pergunta, um problema teórico; uma palavra ajena excitará a necessidade de imitar, de simpatizar, ou dará origem à reserva e a oposição porque habrá entrado em conflito com tal ou qual nossa tendência. Pelo contrário, a ação termina en quanto as necessidades estão satisfeitas, quer dizer, do momento em que o equilíbrio ha sido restabelecido entre o fato novo que desencadeou a necessidade e nuestra organización mental tal e como se apresentava antes de que aquele interviesse. Comer ou dormir, jugar ou alcançar um objetivo, responder à pergunta ou resolver o problema, obter la imitación, estabelecer um laço afetivo, sustentar um ponto de vista, são uma série de satisfacciones que, nos exemplos anteriores, porão fim à conduta particular suscitada por a necessidade. Poderia dizer-se que em cada momento a ação se encontra desequilibrada por as transformações que surgem no mundo, exterior ou interior, e cada conduta nova no sólo consiste em restabelecer o equilíbrio, mas sim tende também para um equilíbrio más estable que o que existia antes da perturbação.

Neste mecanismo contínuo e perpétuo de reajuste ou equilibración consiste a ação humana, y por esta razão podem considerá-las estruturas mentais sucessivas, em suas fases de construcción inicial, a que dá origem o desenvolvimento, como outras tantas formas de equilíbrio, cada una das quais representa um progresso com respeito à anterior. Mas terá que entender también que este mecanismo funcional, por general que seja, não explica o conteúdo ou la estructura das diversas necessidades, já que cada um deles está relacionado com la organización do nível em questão. Por exemplo, à vista de um mesmo objeto, podrán registrarse pergunta muito distintas em um menino pequeno, ainda incapaz de classificações, e en uno maior cujas idéias são mais amplas e mais sistemáticas. Os interesses de um niño dependerán, pois, em cada momento do conjunto das noções que tenha adquirido, así como de suas disposições afetivas, posto que ditos interesses tendem às completar em el sentido de um melhor equilíbrio.

antes de examinar em detalhe o desenvolvimento, devemos, pois, nos limitar a estabelecer a forma general das necessidades e interesses comuns a todas as idades.

Pode dizer-se, a este respeito, que toda necessidade tende: 1.0 a incorporar as coisas e las personas à atividade própria do sujeito e, por conseguinte, a "assimilar" o mundo exterior a las estrutura já construídas, e; 2.0 a reajustar estas em função das transformaciones sufridas, e, por conseguinte, às acomodar" aos objetos externos. Desde este ponto de vista, toda a vida mental, como, por outra parte, a própria vida orgânica, tende a asimilar progresivamente o meio ambiente, e realiza esta incorporação graças a umas estruturas, u órganos psíquicos, cujo rádio de ação é cada vez mais amplo: a percepção e los movimientos elementares (apreensão, etc.) dão primeiro acesso aos objetos próximos em su estadio momentâneo, logo a memória e a inteligência práticas permitem de uma vez reconstituir su estádio imediatamente anterior e antecipar suas próximas transformações. O pensamiento intuitivo vem logo a reforçar ambos os poderes. A inteligência lógica, em sua forma de operaciones concretas e finalmente de dedução abstrata, termina esta evolução fazendo al sujeto dono dos acontecimentos mais longínquos, tanto no espaço como no tempo. A cada um desses níveis, o espírito cumpre, pois, a mesma função, que consiste em incorporar el universo, mas a estrutura da assimilação, quer dizer, as formas de incorporação sucesivas desde a percepção e o movimento até as operações superiores, varia.

Agora bem, ao assimilar desta forma os objetos, a ação e o pensamento se vêem obrigados a acomodarse a eles, quer dizer, a proceder a um reajuste cada vez que há variação exterior.

Pode chamar-se "adaptação" ao equilíbrio de tais assimilações e acomodações: tal é la forma geral do equilíbrio psíquico, e o desenvolvimento mental aparece finalmente, em su organización progressiva, como uma adaptação cada vez mais precisa à realidade. Vamos ahora a estudar concretamente as etapas desta adaptação
1. O RECÉM-NASCIDO E O LACTANTE

O período que vai do nascimento à aquisição da linguagem está marcada por um desarrollo mental extraordinário. ignora-se às vezes sua importância, já que não vai acompanhado de palabras que permitam seguir passo a passo o progresso da inteligência e dos sentimientos, como ocorrerá mais tarde. Não por isso é menos decisivo para toda a evolução psíquica ulterior: consiste nada menos que em uma conquista, através das percepções e los movimientos, de todo o universo prático que rodeia ao menino pequeno. Agora bem, esta "assimilação sensorial-motriz" do mundo exterior imediato, sofre, em dezoito meses ou dos años, toda uma revolução copernicana em pequena escala: enquanto que ao começo de este desarrollo o recém-nascido o refere tudo a si mesmo, ou, mais concretamente, a seu propio cuerpo, ao final, quer dizer, quando se iniciam a linguagem e o pensamento, situa-se ya prácticamente como um elemento ou um corpo entre outros, em um universo que ha construido pouco a pouco e que agora sente já como algo exterior a ele.



vamos descrever passo a passo as etapas desta revolução copernicana, em seu dobro aspecto de inteligência e de vida afetiva nascentes desde o primeiro destes pontos de vista, pueden distinguirse, como já vimos mais acima, três estádios entre o nascimento e o final de este período: o dos reflexos, o da organização das percepções e hábitos e o de la inteligencia sensorial-motriz propriamente dita.

No momento do nascimento, a vida mental se reduz ao exercício de aparelhos reflexos, es decir, de coordenações sensoriais e motrizes montadas de forma absolutamente hereditaria que correspondem a tendências instintivas tais como a nutrição. nos contentemos com hacer notar, a esse respeito, que estes reflexos, na medida em que interessam a condutas que habrán de desempenhar um papel no desenvolvimento psíquico ulterior, não têm nada dessa pasividad mecánica que caberia lhes atribuir, mas sim manifestam desde o começo uma autêntica actividad, que prova precisamente a existência de uma assimilação sensorial-motriz precoce. Em primer lugar, os reflexos de sucção se afinam com o exercício: um recém-nascido mama melhor ao cabo de una ou duas semanas que ao princípio. Logo, conduzem a discriminações ou reconocimientos prácticos fáceis de descobrir. Finalmente e sobre tudo, dão lugar a uma espécie de generalización de sua atividade: o lactante não se contente chupando quando mama, a não ser que chupa também no vazio, chupa-se os dedos quando os encontra, depois, qualquer objeto que fortuitamente se o presente, e, finalmente, coordena o movimento dos braços com la succión até levar-se sistematicamente, às vezes desde o segundo mês, o polegar à boca. En una palavra, assimila uma parte de seu universo à sucção, até o ponto de que su comportamiento inicial poderia expressar-se dizendo que, para ele, o mundo é essencialmente una realidad suscetível de ser chupado. É certo que, rapidamente, esse mesmo universo haverá de convertirse em uma realidade suscetível de ser olhar, escutada e, quando os propios movimientos o permitam, sacudida.

Mas estes diversos exercícios reflexos, que são como o anúncio da assimilação mental, habrán de complicar-se muito em breve ao integrar-se em hábitos e percepções organizadas, es decir, que constituem o ponto de partida de novas condutas, adquiridas com ajuda de la experiencia. A sucção sistemática do polegar pertence já a esse segundo estádio, da mesma forma que los gestos de voltar a cabeça em direção a um ruído, ou de seguir um objeto em movimento, etc. Do ponto de vista perceptivo, observa-se, desde que o menino começa a sonreír (quinta semana e mais), que reconhece a certas pessoas por oposição a outras, etc. (mas isto no por devemos lhe atribuir a noção de pessoa ou sequer de objeto: o que reconhece son apariciones sensíveis e animadas, e isso não prova ainda nada com respeito a su sustancialidad, nem com respeito à dissociação do eu e o universo exterior). Entre os três y los seis meses (geralmente por volta dos quatro meses e meio), o lactante começa a agarrar lo que vê, e esta capacidade de prensión, que mais tarde será de manipulação, multiplica seu poder de formar novos hábitos.

Agora bem, como se constróem esses conjuntos motores (hábitos) novos, e esses conjuntos perceptivos (ao princípio as duas classes de sistemas estão unidos: pode fazer-se referência a ellos falando de ''esquemas sensorial-motores")? O ponto de partida é sempre um ciclo reflejo, mas um ciclo cujo exercício, em lugar de repetir-se sem mais, incorpora novos elementos y constitui com eles totalidades organizadas mais amplas, mercê a diferenciaciones progresivas. Já logo, basta que certos movimentos quaisquer do lactante alcancen fortuitamente um resultado interessante - interessante por ser assimilável a um esquema anterior - para que o sujeito reproduza imediatamente esses novos movimentos: esta "reacción circular", como a chamou, tem um papel essencial no desenvolvimento sensorial-motor y representa uma forma mais evoluída de assimilação.

Mas cheguemos ao terceiro estádio, que é muito mais importante ainda para o ulterior desenvolvimento:

o da inteligência prática ou sensorial-motriz propriamente dita. A inteligência, em efecto, aparece muito antes que a linguagem, quer dizer, muito antes que o pensamento interior que supone o emprego de signos verbais (da linguagem interiorizado). Mas se trata de una inteligencia exclusivamente prática, que se aplica à manipulação dos objetos e que no utiliza, no lugar das palavras e os conceitos, mais que percepções e movimientos organizados em "esquemas de ação". Agarrar um pau para atrair um objeto que está um poco alejado, por exemplo, é um ato de inteligência (inclusive bastante tardio: para os dieciocho meses); posto que um meio, que aqui é um verdadeiro instrumento, está coordenado com un objetivo proposto de antemão, e foi preciso compreender previamente a relação del bastón com o objetivo para descobrir o meio. Um ato de inteligência mais precoce consistirá en atrair o objeto atirando da manta ou do suporte sobre o que descansa (por volta do final del primer ano); e poderiam citar-se outros muitos exemplos.

Tentemos mas bem averiguar como se constróem esses atos de inteligência. Podem invocarse dos classes de fatores. Primeiro, as condutas anteriores que se multiplicam e se diferencian cada vez mais, até adquirir uma flexibilidade suficiente para registrar os resultados de a experiência. Assim é como, em seus "reações circulares", o bebe não se contente já con reproducir simplesmente os movimentos e os gestos que produziram um efeito interessante:

varia-os intencionalmente para estudar os resultados dessas variações, e se dedica assim a verdaderas explorações ou "experiências para ver". Todo mundo pôde observar, por ejemplo, o comportamento dos meninos de doze meses aproximadamente que consiste en tirar ao chão os objetos, em uma direção, agora em outra, para analisar as quedas e las trayectorias. Por outra parte, os "esquemas" de ação, construídos já ao nível do estadio precedente e multiplicadas graças a novas condutas experimentais, fazem-se susceptibles de coordenar-se entre si, por assimilação recíproca, à maneira do que terão que ser mais tarde as noções ou conceitos do pensamento propriamente dito. Em efeito, uma ação apta para ser repetida e generalizada a novas situações é comparável a uma espécie de concepto sensorio-motor: e assim é como, em presença de um objeto novo para ele, veremos o bebé incorporarlo sucessivamente a cada um de seus "esquemas" de ação (sacudi-lo, frotarlo, mecerlo, etc.) como se se tratasse de compreendê-lo pelo uso (é sabido que por volta dos cinco y los seis anos os meninos definem ainda os conceitos começando pelas palavras "é para":

uma mesa "é para escrever em cima", etc.). Existe, pois, uma assimilação sensoriomotriz comparable ao que será mais tarde a assimilação do real através das noções e el pensamiento. É, portanto, natural que esses diversos esquemas de ação se assimilem entre sí, es dizer, coordenem-se de tal forma que uns atribuam um objetivo à ação total, enquanto que otros lhe servem de médios, e com esta coordenação, comparável às do estádio anterior, pero más móvel e flexível, inicia-se a etapa da inteligência prática propriamente dita.

Agora bem, o resultado desse desenvolvimento intelectual é efetivamente, como anunciávamos más arriba, transformar a representação das coisas, até o ponto de fazer dar um giro completo o de investir a posição inicial do sujeito com respeito a elas. No ponto de partida de la evolución mental não existe certamente nenhuma diferenciação entre o eu e o mundo exterior, o seja, que as impressões vividas e percebidas não estão ligadas nem a uma consciência personal sentida como um "eu", nem a uns objetos concebidos como exteriores: dão-se simplesmente en un bloco indisociado, ou como desdobradas em um mesmo plano, que não é nem interno, ni externo, mas sim está a metade de caminho entre estes dois pólos, que só pouco a pouco irán oponiéndose entre si. Mas, a causa precisamente dessa indisociación primitiva, tudo o que es percibido está centrado na própria atividade: o eu se acha ao princípio no centro de la realidad, precisamente porque não tem consciência de si mesmo, e o mundo exterior se objetivará na medida em que o eu se construa em tanto que atividade subjetiva ou interior.

Dito de outra forma, a consciência começa com um egocentrismo inconsciente e integral, mientras que os progressos da inteligência sensorial-motriz desembocam na construção de un universo objetivo, dentro do qual o próprio corpo aparece como um elemento entre outros, y a este universo se opõe a vida interior, localizada nesse corpo próprio.

Quatro processos fundamentais caracterizam esta revolução intelectual que se realiza durante los dois primeiros anos da existência: trata-se das construções das categorias del objeto e do espaço, da casualidade e do tempo, todas elas, naturalmente, como categorías prácticas ou de ação pura, e não ainda como noções do pensamento.

O esquema prático do objeto é a permanência substancial atribuída aos quadros sensoriales y, por conseguinte, de fato, a crença segundo a qual uma figura percebida corresponde "algo" que seguirá existindo mesmo que a gente deixe de percebê-lo. Agora bem, é fácil demostrar que durante os primeiros meses, o lactante não percebe objetos propriamente ditos. Reconoce ciertos quadros sensoriais familiares, isso se, mas o fato de reconhecê-lo quando están presentes não equivale absolutamente a situá-los em algum lugar quando se acham fora do campo perceptivo. Reconhece em particular às pessoas e sabe muito bem que gritando conseguirá que volte a mãe quando esta desaparece: mas isso não prova tampouco que lhe atribua un cuerpo existente no espaço quando ele deixa de vê-la. De fato, na época em que el lactante começa a agarrar tudo o que vê, não apresenta, ao princípio, nenhuma conduta de búsqueda quando se cobrem os objetos desejados com um lenço, e isso apesar de ter seguido com a vista todos nossos movimentos. Mais tarde, procurará o objeto escondido, pero sin ter em conta seus sucessivos deslocamentos, como se cada objeto estivesse ligado a una situación de conjunto e não constituísse um móvel independente. Até o final do primeiro ano, el bebé não procura os objetos quando acabam de sair de seu campo de percepção, e este é el criterio que permite reconhecer um princípio de exteriorização do mundo material. Em resumen, la ausência inicial de objetos substanciais mais a condição de objetos fixos e permanentes é un primer exemplo desse passado do egocentrismo integral primitivo à elaboração final de un universo exterior.

A evolução do espaço prático é inteiramente solidária da construção dos objetos. Al principio, há tantos espaços, não coordenados entre si, como campos sensoriais (espacios bucal, visual, tateante, etc.) e cada um deles está centrado nos movimentos e actividad propios. O espaço visual, por exemplo, não conhece princípio as mesmas profundidades que el menino terá que construir mais adiante. Ao final do segundo ano, em troca, existe já un espacio geral, que compreende a todos outros, e que caracteriza as relações de los objetos entre si e os contém em sua totalidade, incluído o próprio corpo. A elaboração del espacio se deve essencialmente à coordenação dos movimentos, e aqui se vê a estrecha relación que existe entre este desenvolvimento e o da inteligência sensorial-motriz propiamente dicha.

Em seu egocentrismo, a casualidade se acha ao princípio relacionada com a própria atividade:

consiste na relação - que durante muito tempo seguirá sendo fortuita para o sujeito - entre un resultado empírico e uma ação qualquer que o produziu. Assim é como, ao atirar de los cordones que pendem do teto de seu berço, o menino descobre o desmoronamento de todos los juguetes que ali estavam pendurados, e isso lhe fará relacionar causalmente a ação de atirar de los cordones e o efeito geral desse desmoronamento. Agora bem, imediatamente utilizará este esquema causal para atuar a distancia sobre algo: atirará do cordão para hacer continuar um balanço que observou a dois metros de distância, para fazer durar um silbido que ouviu o fundo da habitação, etc. Esta espécie de casualidade mágica) ou "mágicofenomenista"

põe bastante de manifesto o egocentrismo causal primitivo. No curso del segundo ano, pelo contrário, o menino reconhece as relações de casualidade dos objetos entre sim: objetará e localiza, pois, as causas.

A objetivação das séries temporárias é paralela a da casualidade. Em soma, en todos os terrenos encontram essa espécie de revolução copernicana que permite a la inteligencia sensorial-motriz arrancar o é espírito nascente de seu egocentrismo inconsciente radical para situá-lo em um "universo", por prático e pouco "meditado" que seja.

Agora bem, a evolução da afetividade durante os dois primeiros ânus dá lugar a um cuadro que, em conjunto, corresponde-se bastante exatamente com o que permite estabelecer el estudio das funções motrizes e cognitivas. Existe, em efeito, um paralelismo constante entre a vida afetiva e a vida intelectual. Aqui encontramos um primeiro exemplo disso, pero habremos de encontrar outros muitos, como veremos, no curso de todo o desenvolvimento de la infancia e da adolescência. Esta constatação só surpreende se se divide, com o sentido común, a vida do espírito em dois compartimentos estanques: o dos sentimentos e o del pensamiento. Mas nada mais falso nem superficial. Em realidade, o elemento ao que sempre hay que remontar-se, na análise da vida mental, é a "conduta" propriamente dita, concebida, tal como tentamos expor brevemente em nossa introdução, como un restablecimiento ou um reforço do equilíbrio. Agora bem, toda conduta supõe unos instrumentos ou uma técnica: os movimentos e a inteligência. Mas toda conduta implica también uns móveis e uns valores finais (o valor dos objetivos): os sentimentos. La afectividad e a inteligência são, pois, indissolúveis e constituem os dois aspectos complementarios de toda conduta humana.

Partindo disto, está claro que ao primeiro estádio das técnicas reflete corresponderão los impulsos instintivos elementares ligados à nutrição, assim como essa classe de reflexos afectivos que são as emoções primárias. Recentemente, em efeito, vai demonstrado o parentesco de las emocione com o sistema fisiológico das atitudes ou posturas: os primeiros medos, por ejemplo, podem estar relacionados com perdidas de equilíbrio ou contrastes bruscos entre un acontecimiento fortuito e a atitude anterior.

Ao segundo estádio (percepções e hábitos), assim como aos inícios da inteligência sensoriomotriz, corresponden uma série de sentimentos elementares ou afeiçoados perceptivos relacionados con as modalidades da atividade própria: o agradável e o desagradável, o prazer e o dolor, etc., assim como também os primeiros sentimentos de êxito e de fracasso. Na medida em que esos estados afetivos dependem da ação própria e não ainda da consciência de las relaciones mantidas com as demais pessoas, esse nível da afetividade denota uma especie de egocentrismo geral, e cria a ilusão, se equivocadamente lhe atribui ao bebê una conciencia de seu eu, de uma espécie de amor a si mesmo e da atividade desse eu. De hecho, el lactante começa a interessar-se essencialmente por seu corpo, seus movimentos e los resultados de tais ações. Os psicanalistas chamaram "narcisismo" a esse estadio elemental da afetividade, mas terá que compreender muito bem que se trata de um narcisismo sin Narcisista, quer dizer, sem consciência pessoal propriamente dita.

Com o desenvolvimento da inteligência, em troca, com a elaboração de um universo exterior que ese desenvolvo faz possível, e principalmente com a construção do esquema do "objeto, aparece" um terceiro nível da afetividade: está caracterizado precisamente, para empregar el vocabulario do psicanálise, pela "eleição do objeto", quer dizer, pela objetivação de los sentimientos e sua projeção em outras atividades que não são só as do eu. Assinalemos, ante todo, que com o progresso das condutas inteligentes, os sentimentos relacionados com la propia atividade se diferenciam e se multiplicam: alegrias e tristezas relacionadas com o êxito e el fracaso dos atos intencionais, esforços e interesses ou cansaços e faltas de interesse, etc.

Mas esses estados afetivos permanecem durante muito tempo ligados, como os afectos perceptivos, unicamente às ações do sujeito, sem delimitação concreta entre o que le pertenece especificamente e o que é atribuível ao mundo exterior, quer dizer, a outras fuentes posibles de atividade e de casualidade. Em troca, quando do quadro global e indiferenciado de as ações e percepções primitivas destacam cada vez mais claramente uma série de "objetos" concebidos como exteriores ao eu e independentes dele, a consciência do "eu"

começa a afirmar-se a título de pólo interior da realidade, oposto a esse outro pólo externo u objetivo. Mas, por outra parte, os objetos são concebidos, por analogia com este eu, como activos, vivos e conscientes: isso ocorre particularmente com esses objetos excepcionalmente imprevistos e interessantes que são as pessoas. Os sentimentos elementares de alegria y tristeza, de êxito e fracasso, etc., terão que ser então experimentados em função precisamente dessa objetivação das coisas e as pessoas; daí o início de los sentimientos interindividuales. A "eleição (afetiva) do objeto", que o psicanálise opõe al narcisismo, é, pois, correlativa com respeito à construção intelectual do objeto, ao igual que o era o narcisismo com respeito à indiferenciación entre o mundo exterior. Esta "eleição do objeto" recai, primeiro, na pessoa da mãe, logo (em 10 negativo como en lo positivo) na do pai e outros seres próximos: este é o princípio das simpatias y las antipatias que terão que ter tão amplo desenvolvimento no transcurso do período seguinte'


II. A PRIMEIRA INFÂNCIA DOS DOIS Aos SETE ANOS

Com a aparição da linguagem, as condutas resultam profundamente modificadas, tanto em su aspecto afetivo como em seu aspecto intelectual. além de todas as ações reais o materiales que segue sendo capaz de realizar como durante o período anterior, o niño adquiere, graças à linguagem, a capacidade de reconstruir suas ações passadas em forma de relato e de antecipar suas ações futuras mediante a representação verbal. Isso tem tres consecuencias essenciais para o desenvolvimento mental: um intercâmbio possível entre indivíduos, es decir, o início da socialização da ação; uma interiorización da palavra, quer dizer, la aparición do pensamento propriamente dito, que tem como suporta a linguagem interior e el sistema dos signos; e, por último, e sobre tudo, uma interiorización da ação como tal, la cual, de puramente perceptiva e motriz que era até esse momento, pode agora reconstruirse en o plano intuitivo das imagens e das "experiências mentais". Do ponto de vista afectivo, isto traz consigo uma série de transformações paralelas: desenvolvimento de los sentimientos interindividuales (simpatias e antipatias, respeito, etc.) e de uma afetividade interior que se organiza de forma mais estável que durante os primeiros estádios.



vamos examinar primeiro Sucessivamente estas três modificações gerais da conducta (socialização, pensamento e intuição), e logo suas repercussões afetivas. Mas, para comprender o detalhe destas múltiplos manifestações novas, é preciso insistir em su continuidad relativa com respeito às condutas anteriores. Quando intervém a aparição del lenguaje, o menino se vê enfrentado, não já só com o universo físico como antes, a não ser com dos mundos novos e por outra parte estreitamente solidários: o mundo social e o mundo de las representaciones interiores. Agora bem, recorde-se que, por isso faz aos objetos materiales ou corpos, o lactante começou com uma atitude egocêntrica, para a qual la incorporación das coisas à atividade própria era mais importante que a acomodação, e que sólo pouco a pouco conseguiu situar-se em um universo objetivado (no que a assimilação al sujeto e a acomodação ao real se harmonizam entre si): da mesma forma, o menino reaccionará al principio com respeito às relações sociais e ao pensamento incipiente com un egocentrismo inconsciente, que é uma prolongação da atitude do bebê, e sólo progresivamente conseguirá adaptar-se segundo umas leis de equilíbrio análogas, se bien traspuestas em função das novas realidades. Hei aqui por que, durante toda a primera infancia, observa-se uma repetição parcial, a níveis diferentes, da evolução já realizada por el lactante no plano elementar das adaptações práticas. Esta espécie de repeticiones, con a defasagem de um plano inferior a outros planos superiores, são extremamente reveladoras de os mecanismos íntimos da evolução mental
A. A socialização da ação

O resultado mais claro da aparição da linguagem é que permite um intercâmbio e una comunicación contínua entre os indivíduos. Essas relações interindividuales sem dúvida existem ya en germe desde a segunda metade do primeiro ano mercê à imitação, cujos progressos están en estreita conexão com o desenvolvimento sensorial-motriz. Sabido é, em efeito, que o lactante aprende pouco a pouco a imitar sem que exista uma técnica hereditária da imitação: ao principio, simple excitação, pelos gestos análogos de outros, dos movimentos visíveis do cuerpo (e, sobre tudo, das mãos), que o menino sabe executar espontaneamente; logo, a imitación sensorio-motriz se converte em uma cópia cada vez mais fiel de movimentos que recuerdan otros movimentos já conhecidos; finalmente, o menino reproduz os movimentos novos más complejos (os modelos mais difíceis são os que interessam às partes não visíveis do propio cuerpo, tais como a cara e a cabeça). A imitação dos sons segue um caminho parecido, y quando estão associados a determinadas ações, este caminho se prolonga até chegar por fin a a aquisição da linguagem propriamente dita (palavras-frases elementares, logo sustantivos y verbos diferenciados e, por último, frases completas). Enquanto a linguagem não se ha adquirido de forma definida, as relações interindividuales se limitam por conseguinte a la imitación de gestos corporais e exteriores, assim como a uma relação afetiva global sin comunicaciones diferenciadas. Com a palavra, em troca, compartilha-se a vida interior como tal y, além disso, constrói-se conscientemente na mesma medida em que começa a poder comunicarse.

Agora bem, no que consistem as funções elementares da linguagem? É interessante, a este propósito, registrar integralmente, em meninos de dois a sete anos, tudo o que dizem e hacen durante várias horas, a intervalos regulares, e analisar estas amostras de linguagem espontânea o provocado, do ponto de vista das relações sociais fundamentais. Desta forma, pueden ficar de manifesto três grandes categorias de feitos.

Estão em primeiro lugar os fatos de subordinação e as relações de pressão espiritual ejercida por o adulto sobre o menino. Com a linguagem, o menino descobre, em efeito, as riquezas insospechadas de realidades superiores a ele: seus pais e os adultos que lhe rodeiam-se le antojaban já seres grandes e fortes, fonte de atividades imprevistas e freqüentemente misteriosas, pero agora estes mesmos seres revelam seus pensamentos e suas vontades, e este universo nuevo começa a impor-se com uma incomparável auréola de sedução e de prestígio. Un "eu ideal", como disse Baldwin, propõe-se assim ao eu do menino e os exemplos que lhe vêm de arriba são outros tantos modelos que terá que tentar copiar ou igualar. O que lhe dá, en especial, são ordens e ordens, e, como indicou Bovet, o respeito do pequeno pelo mayor es o que as faz aceitar e as converte em obrigatórias. Mas inclusive fora desses núcleos concretos de obediência, desenvolve-se toda uma submissão inconsciente, intelectual e afectiva, debida à pressão espiritual exercida pelo adulto.

Em segundo lugar, estão todos os fatos de intercâmbio, com o próprio adulto ou com os demás niños, e essas intercomunicações desempenham igualmente um papel decisivo nos progresos de a ação. Na medida em que conduzem a formular a ação própria e a relatar as acciones pasadas, transformam as condutas materiais em pensamento. Como disse Janet, a memoria está ligada ao relato, a reflexão à discussão, a crença ao compromisso ou à promessa, e o pensamento inteiro à linguagem exterior ou interior. Somente que - e aí é onde aparecem los desfases de que mais acima falávamos -, sabe o menino em seguida comunicar inteiramente su pensamiento, e entrar totalmente no ponto de vista de outros, ou é necessário un aprendizaje da socialização para chegar a uma cooperação real? A este propósito, o análisis de as funções da linguagem espontânea é profundamente instrutiva. É fácil, em efecto, comprobar quão rudimentares som as conversações entre meninos e quão ligadas a acción material propriamente dita. Até ao redor dos sete anos, os meninos não sabem discutir entre sí e se limitam a confrontar suas afirmações contrárias. Quando tratam de dar-se explicaciones unos a outros, custa-lhes colocar-se no lugar de que ignora do que se trata, e falam como para si mesmos. E, sobre tudo, acontece-lhes que, trabalhando em uma mesma habitação ou sentados a a mesma mesa, falam cada um para si e, entretanto, acreditam que se escutam e se comprenden uns aos outros, sendo assim que esse "monólogo coletivo" consiste mas bem en excitarse mutuamente à ação que em intercambiar pensamentos reais. Señalemos, finalmente, que os caracteres desta linguagem entre meninos se encontram também nos juegos colectivos ou jogos com regulamento: em uma partida de boliches, por exemplo, os maiores se someten às mesmas regras e ajustam exatamente seus jogos individuais uns a otros, mientras que os pequenos jogam cada um por sua conta, sem ocupar-se das regras del vecino.

Desde aí uma terceira categoria de feitos: o menino pequeno não fala tão somente com outros, sino que se fala com si mesmo constantemente mediante monólogos variados que acompanham sus juegos e sua ação. Apesar de ser comparáveis ao que será mais tarde a linguagem interior continuo do adulto ou do adolescente, tais solilóquios se distinguem daquele pelo fato de que são pronunciados em voz alta e por seu caráter de auxiliares da ação imediata. Estos auténticos monólogos, ao igual aos monólogos coletivos, constituem mais da tercera parte da linguagem espontânea entre meninos de três e até quatro anos, e vão disminuyendo regularmente até os sete anos.

Em uma palavra, o exame da linguagem espontânea entre meninos, quão mesmo o exame del comportamiento dos pequenos nos jogos coletivos, demonstra que as primeras conductas sociais estão a meio caminho da socialização verdadeira: em lugar de sair de su propio ponto de vista para coordená-lo com o de outros, o indivíduo sigue inconscientemente centrado em si mesmo, e este egocentrismo com respeito ao grupo social reproduce e prolonga o que já assinalamos no lactante com relação ao universo físico; se trata em ambos os casos de uma indiferenciación entre o eu e a realidade exterior, representada aquí por outros indivíduos e não já unicamente pelos objetos, e em ambos os casos esta especie de confusão inicial desemboca na primazia do ponto de vista próprio. Assim que a las relacione entre o menino pequeno e o adulto, é evidente que a pressão espiritual (e, a fortiori, material) exercida pelo segundo sobre o primeiro não exclui para nada ese egocentrismo a que nos referimos: apesar de submeter-se ao adulto e situá-lo muito por encima dele, o menino pequeno o reduz freqüentemente a sua própria escala, à maneira de ciertos creyentes ingênuos com respeito à divindade, e desta forma chega mais que a una coordinación bem diferenciada, a um compromisso entre o ponto de vista superior e o suyo propio.
B. A gênese do pensamento

Em função destas modificações gerais da ação, assistimos durante a primeira infancia a uma transformação da inteligência que, de simplesmente sensorial-motriz ou prática que era al principio, prolonga-se agora em pensamento propriamente dito, sob a dobro influencia del lenguaje e da socialização. A linguagem, acima de tudo, dado que permite ao sujeito o relato de sus actos, procura-lhe de uma vez o poder de reconstruir o passado, e por conseguinte de evocá-lo en ausencia dos objetos a que se referiam as condutas anteriores, e o de antecipar os actos futuros, ainda não executados, até substitui-los às vezes pela só palavra, sem jamais realizarlos este é o ponto de partida do pensamento. Mas imediatamente deve acrescentar se o hecho de que, como a linguagem conduz à socialização dos atos, aqueles que, graças a él, dan lugar a atos de pensamento, não pertencem exclusivamente ao eu que os engendra y quedan de rondón situados em um plano de comunicação que decuplica seu alcance. Em efecto, el linguagem propriamente dito é o veículo dos conceitos e as noções que pertencem a todo o mundo e que reforçam o pensamento individual com um amplo sistema de pensamiento colectivo. E nele é onde fica virtualmente submerso o menino logo que dirige la palabra.

Mas ocorre com o pensamento o que com toda a conduta em geral: em lugar de adaptarse inmediatamente às realidades novas que descobre e que constrói pouco a pouco, o sujeto tiene que começar com uma incorporação laboriosa dos dados a seu eu e a sua atividade, y esta assimilação egocêntrica caracteriza os julgamentos do pensamento do menino, assim como os de su socialización. Para ser mais exatos, é preciso dizer que, dos dois aos sete anos, se dan todas as transições entre duas formas extremas de pensamento, representadas em cada una de as etapas percorridas nesse período, a segunda das quais vai pouco a poco imponiéndose à primeira. A primeira de sortes formas é a do pensamento por mera incorporación ou assimilação, cujo egocentrismo exclui por conseguinte toda objetividade. La segunda é a do pensamento que se adapta a outros e à realidade, preparando assim el pensamiento lógico. Entre ambas se acham compreendidos quase todos os atos do pensamiento infantil, que oscila entre estas direções contrárias.

O pensamento egocêntrico puro se apresenta nessa espécie de jogo que cabe chamar juego simbólico. Sabido é que o jogo constitui a forma de atividade inicial de quase toda tendencia, o pelo menos um exercício funcional dessa tendência que o ativa à margem de su aprendizaje propriamente dito e reage sobre este reforçando-o. Pode observar-se, pues, ya muito antes da linguagem, um jogo das funções sensorial-motrizes que é um jogo de puro exercício, sem intervenção do pensamento nem da vida social, já que não põe en acción mais que movimentos e percepções. Ao nível da vida coletiva (dos sete a los doce anos), em troca, começam a aparecer entre os meninos jogos com reglamento, caracterizados por certas obrigações comuns que são as regras do jogo. Entre ambas formas existe uma classe distinta de jogos, muito característica da primeira infância, que hace intervenir o pensamento, mas um pensamento individual quase puro, com o mínimo de elementos colectivos: é o jogo simbólico ou jogo de imaginação e de mutação. Há numerosos ejemplos: jogo de bonecas, comiditas, etc., etc. É fácil dar-se conta de que ditos juegos simbólicos constituem uma atividade real do pensamento, embora essencialmente egocêntrica, é mais, duplamente egocêntrica. Sua função consiste, efetivamente, em satisfazer ao eu mercê a una transformação do real em função dos desejos: o menino que joga a bonecas refaz su propia vida, mas corrigindo-a a sua maneira, revive todos seus prazeres ou todos seus conflictos, pero resolvendo-os e, sobre tudo, compensa e completa a realidade mediante a ficção. En resumen, o jogo simbólico não é um esforço de submissão do sujeito ao real, a não ser, por el contrario, uma assimilação deformadora do real ao eu. Por outra parte, inclusive cuando interviene a linguagem nesta espécie de pensamento imaginativo, são acima de tudo a imagem e el símbolo os que constituem seu instrumento. Agora bem, o símbolo é também um signo, lo mismo que a palavra ou signo verbal, mas é um signo individual, elaborado pelo indivíduo sin ayuda de outros e freqüentemente só por ele compreendido, já que a imagem se refere a recuerdos e estados vividos, muitas vezes íntimos e pessoais. Nesse dobro sentido, pois, el juego simbólico constitui o pólo egocêntrico do pensamento: pode dizer-se inclusive que é el pensamiento egocêntrico quase em estado puro, ultrapassado todo o mais pelo sonho e por los sonhos.

No extremo oposto, acha-se a forma de pensamento mais adaptada a quão real puede conocer a pequena infância, quer dizer, o que poderíamos chamar o pensamento intuitivo: se trata en certo modo da experiência e a coordenação sensorial-motrizes propriamente dichas, aunque reconstruídas ou antecipadas mercê à representação. Voltaremos sobre isso (en, ya C) que a intuição é em certo sentido a lógica da primeira infância.

Entre estas duas formas extremas, encontramos uma forma de pensamento simplesmente verbal, más séria que o jogo, embora mais afastada de quão real a intuição mesma. É o pensamiento corriente no menino de dois a sete anos, e é interessante observar até que ponto, de hecho, constituye uma prolongação dos mecanismos de assimilação e a construção da realidad, propios do período preverbal.

Para saber como pensa espontaneamente o menino pequeno, não há método tão instructivo como o de inventariar e analisar as perguntas que faz, às vezes profusamente, quase siempre que fala. As perguntas mais primitivas tendem simplesmente ou seja "onde" se acham los objetos desejados e como se chamam as coisas pouco conhecidas: "Isto o que é?" Mas a partir de los três anos, e às vezes antes, aparece uma forma essencial de perguntar que se multiplica hasta aproximadamente os sete anos: os famosos "por que dos pequenos, aos que tanto cuesta a vezes ao adulto responder. Qual é seu sentido geral? A palavra "por que" pode tener para o adulto dois significados nitidamente distintos: a finalidade ("por que toma você este camino?" Ou a causa eficiente ("por que caem os corpos?". Tudo parece indicar, em cambio, que os "por que" da primeira infância apresentam uma significação indiferenciada, a metade de camino entre a finalidade e a causa, embora sempre implicam as duas coisas de uma vez. "Por qué rueda?", pergunta, por exemplo, um menino de seis anos à pessoa que se ocupa dele: y señala uma bola que, em uma terraço ligeiramente inclinada, dirige-se para a pessoa que se halla al final do pendente; então lhe responde: "Porque há um pendente", o qual é una respuesta unicamente causal, mas o menino, não satisfeito com esta explicação, acrescenta una segunda pergunta: "E sabe que você está aí abaixo?" Não cabe dúvida de que não terá que tomar al pé da letra esta reacción:el menino não disposto certamente conscientiza humana alguma a la bola, e embora exista, como teremos ocasião de ver, uma espécie de "animismo" infantil, no puede interpretar-se esta frase com um sentido tão grosseiramente antropomórfico. Entretanto, a explicação mecânica não tem satisfeito ao menino, porque ele se imagina o movimento como necesariamente orientado para um fim e, portanto, como confusamente intencional e dirigido: por conseguinte, o que queria conhecer o menino era, de uma vez, a causa e a finalidade del movimiento da bola, e por isso este exemplo é tão representativo dos "por que" iniciais.

É mais, uma das razões que fazem que freqüentemente os "por que' infantis sejam tão difíceis de interpretar para a consciência adulta, e que explicam nossas dificuldades para responder satisfactoriamente a quão pequenos esperam de nós a luz, é que uma fracción importante desse tipo de perguntas se refere a fenômenos ou acontecimentos que no comportan precisamente nenhum "por que", posto que são fortuitos. Assim é como o mismo niño de seis anos cuja reação ante o movimento acabamos de ver, surpreende-se de que haya em cima de Genebra dois Salève, sendo assim não há dois Cervin em cima de Zermatt:

"por que há dois Saléve?" Outro dia, pergunta: "por que o lago de Genebra não chega hasta Berna?" Não sabendo como interpretar estas estranhas questões, perguntamos a otros niños da mesma idade o que tivessem respondido eles a seu companheiro. A resposta, para los pequeños, foi coisa sencillisima: Há um Grande Saléve para as grandes excursões e las personas maiores e um Pequeno Saléve para os pequenos passeios e para os meninos, e se o lago de Genebra não chega até a Berna, é porque cada cidade deve ter seu lago. Dito de otro modo, não existe o azar na natureza, já que tudo está "feito para" os homens e los niños, segundo um plano estabelecido e sábio cujo centro é o ser humano. O "por que" se propone averiguar, pois, a "razão de ser" das coisas, quer dizer, uma razão de uma vez causal y finalista, e precisamente porque terá que ter uma razão para cada coisa, o menino tropeça con los fenomenais fortuitos e faz perguntas a seu respeito.

Em uma palavra, a análise de como o menino pequeno faz as perguntas demonstra ya claramente o caráter ainda egocêntrico de seu pensamento, neste novo terreno de la representación mesma do mundo, por oposição ao da organização do universo prático:



tudo se desenvolve, pois, como se os esquemas práticos fossem transferidos ao novo plano y se prolongassem, não só em forma de finalismo, como acabamos de ver, mas também em las formas seguintes.

O animismo infantil é a tendência a conceber as coisas como vivas e dotadas de intenções.

É vivo, ao princípio, todo objeto que exerce uma atividade, sendo esta essencialmente relativa a la utilidade para o homem: o abajur que ilumina, o fogão que esquenta, a lua que brilha.

Mais tarde, a vida está reservada aos móveis e, por ultimo, aos corpos que parecen moverse por si mesmos como os astros e o vento. À vida está ligada, por outra parte, la consciencia, não uma consciencia idêntica a dos homens, mas sim o mínimo de saber e de intencionalidad necessários às coisas para levar a cabo suas ações e, sobre tudo, para moverse ou dirigir-se para os objetivos que têm atribuídos. Assim, por exemplo, as nuvens saben que avançam, porque trazem a chuva e principalmente a noite (a noite é uma grande nuvem negra que cobre todo o céu quando chega a hora de deitar-se). Mais tarde, só o movimiento espontáneo está dotado de consciencia. Por exemplo, as nuvens não sabem já nada "porque el viento as leva", mas, por isso ao vento se refere, terá que precisar: não sabe nada como nosotros "porque não é uma pessoa", mas "sabe que sopra, porque ele é quem sopra! Los astros são particularmente inteligentes: a lua nos segue durante nossos passeios e volta atrás cuando empreendemos o caminho de volta. Um surdo-mudo, estudado pelo W. James,  pensava inclusive que a lua o denunciava quando roubava algo de noite, e chegou em sus reflexiones até a perguntar-se se não teriam relação com sua própria mãe, morta pouco antes.

Quanto aos meninos normais, quase todos se acreditam acompanhados por ela, e este egocentrismo lhes impede de pensar no que faria a lua em presença de paseantes que avanzaran em sentido contrário um de outro: depois dos sete anos, pelo contrário, esta pregunta basta para lhes levar a opinião de que os movimentos da lua sãoaparentes cuando seu disco nos segue.

É evidente que semelhante animismo resulta de uma assimilação das coisas a propia actividad, ao igual ao finalismo que vimos mais acima. Mas assim como o egocentrismo sensorio-motor do lactante resulta de uma indiferenciación entre o eu e o mundo exterior, e no de uma hipertrofia narcisista da conscientiza do eu, assim também o animismo e o finalismo expresan uma confusão ou indisociación entre o mundo interior ou subjetivo e o universo físico, y no uma primazia da realidade psíquica interna. Em efeito, se o menino pequeno animar los cuerpos inertes, materializa em troca a vida da alma: o pensamento é para ele uma voz, la voz que está na boca ou "uma vocecilla que está detrás", e essa voz é "vento" (cf. os términos antiguos de "anima", "psyche", "ruach", etc.). Os sonhos são imagens, em geral algo inquietantes, que enviam as luzes noturnas ('a lua, os faróis) ou o ar mesmo, e que enchem la habitación. Ou, mais tarde, são concebidos como algo procedente de nós, mas siguen siendo imagens, que estão em nossa cabeça quando estamos acordados e que saem de ella para posar-se em cima da cama ou na habitação logo que dormimos. Cuando uno se vá a si mesmo em sonhos, é que se desdobra: a gente está na cama, olhando o sueño, pero também está "no sonho", a titulo de dobro imaterial ou de imagem. Não acreditam, por nuestra parte, que estas consciências entre o pensamento infantil e o pensamento primitivo (mais adiante teremos que ver o parecido com a física grega) devam-se a nenhum tipo de herencia: a permanência das leis do desenvolvimento mental basta para explicar estas coincidencias, e como todos os homens, incluídos os "primitivos", começaram por ser niños, o pensamento do menino precede ao de nossos mais longínquos antepassados tanto como al nuestro.

Com o finalismo e o deste modo cabe relacionar o artificialismo ou crença de que as coisas han sido construídas pelo homem, ou por uma atividade divina análoga à forma de fabricación humana. Isto em nada contradiz ao do mesmo modo, na mente dos pequenos, já que, según ellos, os bebês mesmos são, de uma vez, um pouco construído e perfeitamente vivo. Todo o universo está feito desta forma: as montanhas "crescem" porque se plantaram as pedras después de as fabricar; os lagos foram escavados e, até muito tarde, o menino se imagina que las ciudades existiram antes que seus lagos, etc., etc.

Por último, toda a casualidade, que se desenvolve durante a primeira infância, participa de esos mismos caracteres de indiferenciación entre o psíquico e o físico e de egocentrismo intelectual.

As leis naturais acessíveis ao menino se confundem com as leis morais e o determinismo con la obrigação: os navios flutuam porque têm que flutuar, e a lua não ilumina mais que por la noche "porque não é ela quem manda". O movimento é concebido como um estado transitorio que tende para uma meta que lhe põe fim: as correntes fluem porque têm impulso para ir aos lagos, mas esse impulso não lhes permite voltar a subir à montanha. A noção de fuerza, em particular, dá lugar a curiosas observações: ativa e substancial, quer dizer, ligada a cada corpo e intransmisible, explica, como na física do Aristóteles, o movimento dos corpos pela união de um disparador externo e de uma força interior, ambos os necessários: por ejemplo, as nuvens as leva o vento, mas elas mesmas fazem vento ao avançar. Esta explicación, que recorda o famoso esquema peripatético do movimento dos projéteis, la extiende o menino também a estes últimos: se uma bola não cair em seguida ao chão quando una mano a tira, é que a levou o vento que faz a mão ao deslocar-se e também o que la própria bola faz refluir atrás de si ao mover-se. Assim também a água dos arroios é movida por o impulso que tomam em contato com os calhaus por cima dos quais tem que pasar, etc.

Podemos ver, em soma, até que ponto são coerentes entre si dentro de seu prelogismo las diversas manifestações deste pensamento incipiente. Consistem todas elas em una asimilación deformadora da realidade à atividade própria: os movimentos estão dirigidos hacia um objetivo, porque os movimentos próprios assim estão orientados; a força é ativa y sustancial porque assim é a força muscular; a realidade é animada e viva, as leis naturais se equiparan à obediência, em uma palavra, tudo está calcado sobre o modelo do eu. Estos esquemas de assimilação egocêntrica, aos quais se dá rédea solta no jogo simbólico y que dominam ainda até tal extremo o pensamento verbal, não são, sem embargo, susceptibles de acomodações mais precisas em certas situações experimentais? Isto é lo que vamos ver agora a propósito do desenvolvimento dos mecanismos intuitivos

C. A intuição

Há uma coisa que surpreende no pensamento do menino pequeno: o sujeito afirma constantemente e não demonstra jamais. Assinalemos, por outra parte, que esta ausência de la prueba deriva naturalmente dos caracteres sociais da conduta dessa idade, quer dizer, del egocentrismo concebido como indiferenciación entre o ponto de vista próprio e o de los demás. Em efeito, as provas se aduzem sempre ante e para outras pessoas, enquanto que, al principio, a gente mesmo se crie o que diz sem necessidade de provas, e isso ocorre antes precisamente de que outros nos tenham ensinado a discutir as objeções e antes de que uno haja interiorizado a conduta nessa forma de discussão interior que é a reflexão.

Quando perguntamos algo a meninos de menos de sete anos, surpreende-nos sempre a pobreza de suas provas, sua incapacidade de fundar as afirmações, e inclusive sua dificuldade para reconstruir retrospectivamente a forma em que chegaram a elas. Deste modo o menino de cuatro a sete anos não sabe definir os conceitos que emprega e se limita a designar os objetos correspondientes ou a definir pelo uso ("é para..."), sob a dobro influencia do finalismo e de la dificuldade de justificação.

Me responderá sem dúvida que o menino dessa idade não é um verbal e que seu verdadeiro campo es ainda o da ação e a manipulação. O qual é certo, mas, acaso é muito más lógico nesse terreno mesmo? Distinguiremos dois casos: o da inteligência propiamente "prática" e o do pensamento que tende ao conhecimento, sim bem no terreno experimental.

Existe uma "inteligência prática", que desempenha um papel considerável entre os dois e os siete años e que, por uma parte, prolonga a inteligência sensorial-motriz do período preveria e, por otra, prepara as noções técnicas que terão que desenvolver-se até a idade adulta Se ha estudiado muito essa inteligência prática incipiente mediante engenhosos dispositivos (hasta alcanzar objetos com ajuda de instrumentos vários: paus, ganchos, pulsadores, etc.) e se ha comprobado efetivamente que o menino está freqüentemente mais adiantado em atos que en palabras. Mas, inclusive neste terreno prático, encontraram-se também toda classe de comportamientos primitivos, que recordam em términos de ação as condutas prelógicas observadas no pensa. minto do mesmo nível (A. Rei).



Voltemos, pois, ao pensamento próprio deste período do desenvolvimento, e tentemos analizarlo en o terreno, não já verbal, a não ser experimental. Como se comportará o menino em presencia de experiencias concretas, com manipulação de material, podendo cada afirmação ser controlada por um contato direto com os fatos? Raciocinará lógicamente, ou conservarão os esquemas de assimilação parte de seu egocentrismo, ao tempo que se acomodam, na medida de su capacidad, à experiência em curso? A análise de um grande número de feitos resultou ser decisivo: até ao redor dos sete anos, o menino segue sendo prelógico e supre a lógica por el mecanismo da intuição, simples interiorización das percepções e os movimentos en forma de imagens representativas e de "experiências mentais", que prolongam portanto los esquemas sensorial-motores sem coordenação propriamente racional.

Partamos de um exemplo concreto. Apresentemos aos sujeitos seis ou oito fichas azules, alineadas com pequenos intervalos de separação, e lhes peçamos que encontrem outras tantas fichas vermelhas em um montão que poremos ao seu dispor. Entre quatro e cinco anos, por término médio, os pequenos construirão uma fileira de fichas vermelhas exatamente da misma longitud que a das fichas azuis, mas sem ocupar do número de elementos, nem hacer corresponder uma por una as fichas vermelhas e as azuis. Temos aqui uma forma primitiva de intuición, que consiste em valorar a quantidade só pelo espaço ocupado, quer dizer, por las cualidades perceptivas globais da coleção tomada como modelo, sem preocupar-se del análisis das relações. Entre os cinco e os seis anos, em troca, observa-se uma reacción mucho mais interessante: o menino põe uma ficha vermelha diante de cada ficha azul e conclui de esa correspondencia término a término a igualdade de ambas as coleções. Mas bastará separar un poco as fichas dos extremos da fileira das vermelhas, de tal maneira que não estejam ya exactamente diante das fichas azuis, a não ser ligeiramente a um lado, para que então o niño, que, entretanto, viu perfeitamente que não tiramos nem acrescentado nada, estime que las duas coleções já não são iguais e afirme que a fileira mais larga contém "mais ficha". Si amontonamos simplesmente uma das duas fileiras sem tocar a outra, a equivalência de ambas colecciones se perde ainda mais. Em resumo, há equivalência enquanto há correspondencia visual ou óptica, mas a igualdade não se conserva por correspondência lógica: não há pois aquí operación racional alguma, a não ser simples intuição. Esta intuição é articulada e não já global, pero sigue sendo intuição, quer dizer, que está submetida à primazia da percepção.

No que consistem tais intuições? Outros dois exemplos nos permitirão vê-lo: 1. Hei aqui tres bolas de três cores diferentes, A, B e C, que circulam por um tubo: as vendo desaparecer siguiendo a ordem A B C, os pequenos esperam as voltar para encontrar por esta mesma ordem al otro lado do tubo. A intuição é pois exata. Mas, e se inclinarmos o tubo para o lado por el que entraram as bolas? Os mais jovens não prevêem a ordem C B A e ficam muy sorprendidos ao vê-lo realizado. Quando sabem prevê-lo por uma intuição articulada, se imprime entonces ao tubo um movimento de semirotación e os meninos deverão então compreender que la ida dará C B A e a volta, A B C: agora bem, não somente não o compreendem, mas sim, al ver que ora A, ora C, saem as primeiras, esperam ver surgir logo em cabeça a bola intermedia B. 2. Dois móveis seguem o mesmo caminho na mesma direção e a gente adianta ao outro: a cualquier idade, o menino conclui que "vai mais depressa". Mas se o primeiro percorre no mismo tiempo um caminho mais comprido sem alcançar ao segundo ou se forem em sentido inverso ou se seguirem uno al lado do outros duas pistas circulares concêntricas, o menino não compreende já essa desigualdade de velocidad, embora as diferenças dadas entre os caminhos percorridos sejam muito grandes. La intuición da velocidade se reduz portanto a do adiantamento efetivo e não alcança la relación dos tempos e espaços percorridos.

No que consistem, pois, estas intuições elementares da correspondência espacial ou óptica, del ordem direta A B C ou do adiantamento? São simplesmente esquemas sensorial-motores, aunque transpostos ou interiorizados em representações. São imagens ou imitações do real, a médio caminho entre a experiência efetiva e a "experiência mental", e não são todavía operaciones generalizables e combináveis entre si.



O que falta a essas intuições para ser operatórias e transformar-se assim em um sistema lógico?

Simplesmente prolongar em ambos os sentidos a ação já conhecida pelo sujeito até convertirse en móveis e reversíveis. O que caracteriza às intuições primárias é, em efeito, que son rígidas e irreversíveis: são comparáveis a esquemas perceptivos e a atos habituais, que aparecen em bloco e que não podem alterar-se. Todo hábito é, em efeito, irreversível: por ejemplo, escrevemos de esquerda a direita e faria falta toda uma nova aprendizagem para poder hacerlo de direita a esquerda (e viceversa para os árabes). O mesmo ocorre com las percepciones, que seguem o curso das coisas, e com os atos de inteligência sensorial-motriz que, também, tendem para um objetivo e não voltam atrás (exceto em certos casos privilegiados). É, pois, muito normal que o pensamento do particular, quando interioriza percepciones ou movimentos em particular quando interioriza percepções ou movimentos en forma de experiências mentais, estas sejam pouco móveis e pouco reversíveis. A intuición primaria é portanto, unicamente um esquema sensorial-motor transposto a ato de pensamiento, e herda dele lógicamente seus caracteres. Mas estes constituem uma adquisición positiva, e bastará prolongar essa ação interiorizada no sentido da mobilidade reversible para transformá-la em "operação".

A intuição articulada balança efetivamente nessa direção. Enquanto que a intuição primaria no é mais que uma ação global, a intuição articulada vai mais à frente na dobro direção de una anticipación das conseqüências dessa ação e de uma reconstrução dos estados anteriores. Não cabe dúvida de que segue sendo irreversível: basta alterar uma correspondencia óptica para que o menino não possa voltar a colocar os elementos do pensamento em su primitivo ordem; basta dar meia volta ao tubo para que a ordem inversa escape ao sujeito, etc.

Mas este começo de antecipação e de reconstrução prepara a reversibilidade: constituye una regulação das intuições iniciais e esta regulação anuncia as operações. A intuición articulada pode, portanto, alcançar um equilíbrio mais estável e de uma vez mais móvel que la acción sensorial-motriz, e nisto reside o grande progresso do pensamento próprio de este estadio com respeito à inteligência que precede à linguagem. Comparada com a lógica, la intuición é, pois, um equilíbrio menos estável por falta de reversibilidade, mas comparada con los atos preverbales, marca uma conquista indudable 


D. A vida afetiva

As transformações da ação surtas dos inícios da socialização não interessam só a la inteligência e ao pensamento, mas sim repercutem com a mesma profundidade na vida afectiva. Como entrevemos, existe, a partir do período preverbal, um estrecho paralelismo entre o desenvolveu da afetividade e o das funções intelectuais, já que se trata de dois aspectos indisociables de cada ato: em toda conduta, em efeito, os móveis e el dinamismo energético se devem à afetividade, enquanto que as técnicas e o acoplamento de los meios empregados constituem o aspecto cognitivo (sensorial-motor ou racional). No existe, pois, nenhum ato puramente intelectual (intervêm sentimentos múltiplos, por ejemplo, en a resolução de um problema matemático: interesses, valores, impressões de harmonia, etc.) y no há tampouco atos puramente afetivos (o amor supõe a compreensão), mas sim siempre y em todas partes, tanto nas condutas relativas aos objetos como nas relativas a las personas, ambos os elementos intervêm porque a gente supõe ao outro. O que há são espiritus que se interessam mais pelas pessoas que pelas coisas ou as abstrações e outros a la inversa, e isso é a causa de que os primeiros pareçam mais sentimentais e os outros más secos, mas se trata simplesmente de outras condutas e outros sentimentos, e ambos os emplean necesariamente de uma vez sua inteligência e sua afetividade.

No nível do desenvolvimento que estamos considerando agora, as três novidades afectivas esenciales são o desenvolvimento dos sentimentos interindividuales (afetos, simpatias e antipatias)

ligados à socialização das ações, a aparição dos sentimentos morais intuitivos surgidos das relações entre adultos e meninos, e as regulações de interesses e valores, relacionadas com as do pensamento intuitivo em geral.

Comecemos por este terceiro aspecto, que é o mais elementar. O interesse é a prolongação de las necessidades: é a relação entre um objeto e uma necessidade, já que um objeto é interesante en a medida em que responde a uma necessidade. O interesse é pois a orientação própria de todo acto de assimilação mental: assimilar mentalmente é incorporar um objeto à atividade del sujeto, e essa relação de incorporação entre o objeto e o eu não é outra coisa que o interesse en el sentido mais direto da palavra ("inter~esse"). Como tal, o interesse se inicia com a vida psíquica mesma e desempenha em especial um papel muito importante no desenvolvimento de la inteligencia sensorial-motriz. Mas, com o desenvolvimento do pensamento intuitivo, os interesses se multiplican e se diferenciam e, em particular, dão lugar a uma dissociação progressiva entre los mecanismos energéticos que implica o interesse e os mesmos valores que engendra.

O interesse, como é sabido, apresenta-se baixo dois aspectos complementares. Por uma parte, es un regulador de energia, como demonstrou Claparède: sua intervenção mobiliza as reservas internas de força, e basta que um trabalho interesse para que pareça fácil e a fadiga diminua.

Esta é a razão, por exemplo, de que os colegiais dêem um rendimento indefinidamente mejor a partir do momento em que se apela a seus interesses e assim que os conhecimentos propuestos corresponden a suas necessidades. Mas, por outra parte, o interesse implica um sistema de valores, que a linguagem corrente chama "os interesses" (por oposição a "o interesse") e que se diferencian precisamente no curso do desenvolvimento mental atribuindo objetivos cada vez mais complexos a la ação. Agora bem, ditos valores dependem de outro sistema de regulações, que rege a las energías interiores sem depender diretamente delas, e que tende a assegurar ou restabelecer el equilibrio do eu completando sem cessar a atividade mediante a incorporação de nuevas fuerzas ou novos elementos exteriores. Assim é como, durante a primeira infância, se observarán intereses pelas palavras, pelo desenho, pelas imagens, os ritmos, por certos ejercicios físicos, etc., etc., e todas estas realidades adquirem valor para o sujeito a medida que aparecen suas necessidades, que, a sua vez, dependem do equilíbrio mental momentâneo e sobre todo das novas incorporações necessárias para mantê-lo.

Aos interesses ou valores relativos à atividade própria estão ligados muito de perto los sentimientos de auto-valoração: os famosos "sentimentos de inferioridade" ou de superioridade.

Todos os êxitos e todos os fracassos da atividade própria se inscrevem em uma espécie de escala permanente de valores, os êxitos para elevar as pretensões do sujeito e os fracasos para rebaixaria com vistas às ações futuras. Daí que o indivíduo vá formándose poco a pouco um julgamento sobre si mesmo que pode ter grandes repercussões em todo el desarrollo. Em especial, certas ansiedades são devidas a fracassos reais e sobre todo imaginarios.

Mas o sistema constituído por estes múltiplos valores condiciona especialmente as relaciones afectivas interindividuales. Assim como o pensamento intuitivo ou representativo está ligado, merced à linguagem e à existência de signos verbais, com os intercâmbios intelectuais entre individuos, assim também os sentimentos espontâneos de pessoa a pessoa nascem de un intercambio cada vez mais rico de valores. Do momento em que a comunicação do niño con seu meio se faz possível, começará a desenvolver um jogo sutil de simpatias y antipatías, que terá que completar e diferenciar indefinidamente os sentimentos elementares ya observados durante o estádio anterior. Por regra general, haverá simpatia para as personas que respondam aos interesses do sujeito e que o valorem. A simpatia supõe pois, por una parte, uma valoração mútua e, por outra, uma escala comum de valores que permita los intercambios. Isto é o que a linguagem expressa dizendo que a gente que se quer "se entiende", "tem os mesmos gostos", etc. E sobre a base dessa escala comum se efectuarán precisamente as valorações mútuas. Pelo contrário, a antipatia nasce da desvaloración, y ésta se deve freqüentemente à ausência de gostos comuns ou de escala comum de valores- Basta observar ao menino pequeno na eleição de seus primeiros camaradas ou em sua reação ante los adultos estranhos à família para poder seguir o desenvolvimento dessas valoraciones interindividuales. Quanto ao amor do menino para os pais, os laços do sangue estarían muy longe de poder explicá-lo sem essa comunicação intima de valoração que faz que casi todos os valores dos pequenos dependam da imagem da mãe ou do pai. Ahora bien, entre os valores interindividuales assim constituídos, há alguns que merecem destacar-se:



são precisamente os que o menino pequeno reserva para aqueles que julga superiores a ele:

certas pessoas maiores e os pais. Um sentimento particular corresponde a esas valoraciones unilaterais: o respeito, que é um composto de afeto e de temor, e é de notar que o temor marca precisamente a desigualdade que intervém nesta relação afetiva. Pero el respeito, como demonstrou Bovet, é a origem dos primeiros sentimentos morais.

Basta, em efeito, que os seres respeitados dêem ao que lhes respeita ordens e, sobre todo, consignas, para que estas se convertam em obrigatórias e engendrem, portanto, o sentimiento del dever. A primeira moral do menino é a da obediência e o primeiro critério do bem es, durante muito tempo, para os pequenos, a vontade dos pais (1). Os valores morales así constituídos são, pois, valores normativos, no sentido de que não estão já determinados por simples regulações espontâneas, à maneira das simpatias ou antipatias, a não ser que, gracias ao respeito, emanam de regras propriamente sortes. Mas cabe concluir disso que, a partir da primeira infância, os sentimentos interindividuales são suscetíveis de alcançar el nivel do que chamaremos em adiante operações afetivas por comparação com las operaciones lógicas, quer dizer, sistemas de valores morais que se implicam racionalmente unos en outros como é o caso em uma consciência moral autônoma? Não parece ser assim, já que los primeros sentimentos morais do menino seguem sendo intuitivos, à maneira do pensamiento propio de todo este período do desenvolvimento. A moral da primeira infância, em efeito, não deja de ser heterónoma, quer dizer, que segue dependendo de uma vontade exterior que é a de los seres respeitados ou os pais. É interessante, a este propósito, analisar as valorações del niño em um terreno moral tão bem definido como o da mentira. Graças ao mecanismo del respeto unilateral, o menino aceita e reconhece a regra de conduta que impõe a veracidad mucho antes de compreender por si mesmo o valor da verdade e a natureza da mentira. A través de seus hábitos de jogo e de imaginação, assim como de toda a atitude espontânea de su pensamiento, que afirma sem provas e assimila o real Á a atividade própria sem preocupar-se por la objetividade verdadeira, o menino pequeno chega a deformar a realidade e dobraria a sus deseos. E assim lhe ocorre que tergiversa uma verdade sem suspeitá-lo e isto é o que se ha llamado a "pseudo-mentira" dos pequenos (a "Scheinlúge" do Stern). Entretanto, acepta la regra de veracidade e reconhece como legítimo que lhe reprove ou castigue por suas mentiras.

Mas, como valora estas últimas? Em primeiro lugar, os pequenos afirmam que mentir não tiene nada de 'feio" quando um se dirige aos amigos e que só a mentira dirigida aos maiores es condenable, já que são eles os que a proíbem. Mas logo, e isto é mais importante, se imaginan que uma mentira é tão mais feia quanto mais a falsa afirmação se afasta de la realidad, e isso independentemente das intenções em jogo. Pedimos, por exemplo, ao niño que compare duas mentiras: contar a sua mãe que teve uma boa nota no colegio, siendo assim não lhe perguntaram a lição, ou contar a sua mãe, depois de haberlo asustado um cão, que este era tão grande como uma vaca. Os pequenos compreendem muy bien que a primeira mentira está destinada a obter uma recompensa imerecida, enquanto segunda que la é um simples exagero. Entretanto, a primeira é "menos feia" porque a veces ocurre que a um põem uma boa nota e, sobre tudo, como a afirmação é verossímil, la madre mesma pôde enganar-se. A segunda "mentira", em troca, é mais feia e merece un castigo mais exemplar, posto que "não existem cães tão grandes". Estas reações que parecen ser bastante gerais (foram em especial confirmadas recentemente por um estudio realizado na Universidade da Lovaina) são altamente, instrutivas: mostram até que primeiros punto los valores morais estão calcados sobre a regra recebida, mercê ao respeto unilateral, e o que é mais, sobre esta regra tomada ao pé da letra, mas não compreendia. Para que os mesmos valores se organizem em um sistema de uma vez coerente e geral, será preciso que os sentimentos morais adquiram certa autonomia e, para isso, que o respeito deixe de ser unilateral para converter-se em mútuo: é precisamente o desenvolvimento de dito sentimiento entre companheiros ou iguais o que fará que a mentira a um amigo seja sentida como tão "feia" o incluso mais que a do menino ao adulto.

Em resumo, interesses, auto-valorações, valore interindividuales espontâneos e valores morales intuitivos, hei aqui, ao que parece, as principais cristalizações da vida afectiva propia deste nível do desenvolvimento
III. A INFÂNCIA DE SETE A DOZE ANOS

A idade de sete anos, que coincide com o princípio da escolaridade propriamente dita del niño, marca um marco decisivo no desenvolvimento mental. Em cada um dos aspectos tan complejos da vida psíquica, já se trate da inteligência ou da vida afetiva, de relaciones sociales ou de atividade propriamente individual, assistimos à aparição de formas de organización novas, que rematam as construções esboçadas no curso do período anterior e lhes asseguram um equilíbrio mais estável, ao mesmo tempo que inauguram uma serie ininterrumpida de construções novas.

Seguiremos, para não nos perder neste labirinto, o mesmo caminho que nas partes que anteceden, partindo da ação global de uma vez social e individual, e analisando logo los aspectos intelectuais e depois os afetivos deste desenvolvimento.

A. Os progressos da conduta e de seu socialización Cuando visitamos várias classes em um colégio "ativo" onde os meninos têm liberdade para trabajar em grupo e também individualmente e onde lhes permite falar durante o trabajo, no pode deixar de nos surpreender a diferença entre os meios escolares superiores a siete años e as classes inferiores. Por isso aos pequenos se refere, é impossível chegar a distinguir claramente o que é atividade privada e o que é colaboração: os meninos falam, mas não se sabe se se escutarem; e ocorre que vários empreendam um mesmo trabalho, mas não se sabe se se ayudan realmente. Se logo vemos os majores, surpreende-nos um dobro progrido:

concentração individual, quando o sujeito trabalha sozinho, e colaboração efetiva quando hay vida comum. Mas estes dois aspectos da atividade que se inicia por volta dos sete anos são en realidad complementares e se devem às mesmas causas. São inclusive tão solidários que a primera vista é difícil dizer se é que o menino adquiriu certa capacidade de reflexão que le permite coordenar suas ações com as de outros, ou se é que existe um progresso de la socialización que reforça o pensamento por interiorización.

Do ponto de vista das relações interindividuales, o menino, depois dos sete años adquiere, em efeito, certa capacidade de cooperação, dado que já não confunde seu ponto de vista próprio com o dos outros, mas sim os dissocia para coordená-los. Isto se observa já en el linguagem entre meninos. As discussões se fazem possíveis, com o que comportam de comprensión para os pontos de vista do adversário, e também com o que supõem assim que a búsqueda de justificações ou provas em apoio das próprias afirmações. As explicaciones entre meninos se desenvolvem no próprio plano do pensamento, e não só no da acción material. A linguagem "egocêntrica" desaparece quase por inteiro e os discursos espontâneos del niño testemunham por sua mesma estrutura gramatical a necessidade de conexão entre as idéias y de justificação lógica.

Quanto ao comportamento coletivo dos meninos, observa-se depois dos sete anos un cambio notável nas atitudes sociais, manifestadas, por exemplo, nos jogos con reglamento. Sabido é que um jogo coletivo, como o dos gudes, supõe um grande número de régias variadas, que assinalam a maneira de lançar os gudes, a convocação, a ordem de los golpes sucessivos, os direitos de apropriação em caso de acertar, etcétera, etc. Ahora bien, trata-se de um jogo que, em nosso país, pelo menos, está exclusivamente reservado a los meninos e é virtualmente abandonado ao final da escola primária. Todo este corpo de reglas, com a jurisprudência que requer sua aplicação, constitui, pois, uma instituição propia de os meninos, mas que, entretanto, transmite-se de geração em geração com uma fuerza de conservação surpreendente. Mas recordemos que no curso da primeira infância los jugadores de quatro a seis anos tentam imitar o exemplo dos majores e observam incluso ciertas regra, mas cada um não conhece delas mais que uma fração e, durante o jogo, no tiene para nada em conta as régias do vizinho, quando este é de sua mesma idade: cada um, de hecho, joga a sua maneira, sem coordenação nenhuma. É mais, quando perguntamos a los pequeños quem ganhou, ao final de uma partida, ficam muito surpreendidos, porque todo el mundo ganha de uma vez, e ganhar significa haver-se divertido. Em troca, os jogadores a partir de sete anos apresentam um dobro progrido. Sem conhecer ainda de cor todas as regras del juego, tendem pelo menos a fixar a unidade das regras admitidas durante uma mesma partida y se controlam uns aos outros com o fim de manter a igualdade ante uma lei única. Por otra parte, o término de "ganhar" adquire um sentido coletivo: trata-se de alcançar o êxito em una competición regulamentada, e é evidente que o reconhecimento da vitória de um jugador sobre outros, assim como do ganho de gudes que este implica, supõem discusiones bien levadas e concludentes.

Agora bem, em conexão estreita com estes progressos sociais, assistimos a transformações de la ação individual que parecem de uma vez ser suas causas e efeitos. O essencial é que o menino ha llegado a um princípio de reflexão. Em lugar das condutas impulsivas da pequena infancia, que vão acompanhadas de credulidade imediata e de egocentrismo intelectual, o menino a partir de os sete ou oito anos pensa antes de atuar e começa a conquistar assim essa difícil conducta de a reflexão. Mas uma reflexão não é outra coisa que uma deliberação interior, quer dizer, una discusión consigo mesmo análoga a que poderia manter-se com interlocutores o contradictores reais ou exteriores. Podemos, pois, dizer que a reflexão é uma conducta social de discussão, mas interiorizada (como o pensamento mesmo, que supõe um lenguaje interior e, portanto, interiorizado), segundo aquela lei geral que diz que um acaba siempre por aplicar-se a si mesmo as condutas adquiridas em função dos outros, ou que la discusión socializada não é mais que uma reflexão exteriorizada. Em realidade, este problema, como todas as questões parecidas, consiste em definitiva em perguntar-se se for a galinha a que hace el ovo ou o ovo o que faz a galinha, já que toda conduta humana é de uma vez social e individual.

O essencial destas observações é que, neste dobro plano, o menino de sete anos comienza a liberar-se de seu egocentrismo social e intelectual e adquire, portanto, a capacidade de nuevas coordinaciones que terão que apresentar a maior importância de uma vez para a inteligência e para la afetividade. Por isso à primeira se refere se trata em definitiva dos inícios de la construcción da lógica mesma: a lógica constitui precisamente o sistema de relações que permite a coordenação dos pontos de vista entre si, dos pontos de vista correspondientes a indivíduos distintos e também dos que correspondem a percepções ou intuições sucesivas del mesmo indivíduo. Por isso respeita à afetividade, o mesmo sistema de coordinaciones sociales e individuais engendra uma moral de cooperação e de autonomia pessoal, por oposición à moral intuitiva de heteronomía própria dos pequenos: agora bem, este nuevo sistema de valores representa no terreno afetivo o que a lógica para a inteligência. En cuanto aos instrumentos mentais que terão que permitir esta dobro coordenação lógica y moral, estão constituídos pela operação, no que concerne à inteligência, e por la voluntad, no plano afetivo: duas novas realidades, e, como teremos que ver, muy emparentadas uma com outra, posto que resultam ambas de um mesmo investimento ou conversión del egocentrismo primitivo
B. Os progressos do pensamento

Quando as formas egocêntricas de casualidade e de representação do mundo, quer dizer, as que están calcadas sobre a própria atividade, começam a declinar sob a influência dos factores que acabam de ver, surgem novas formas de explicação que em certo sentido procedem de las anteriores, mesmo que as corrigem. É surpreendente observar que, entre as primeiras que aparecen, há algumas que apresentam um notável parecido com as que dão os griegos, precisamente na época de decadência das explicações propriamente mitológicas.

Uma das formas mais simples desses elos racionais de causa a efeito é a explicação por identificación. Recordem o animismo e o artificialismo misturados do período anterior.

No caso da origem dos astros (problema que é estranho expor aos meninos mas que ellos espontáneamente suscitam a menudo,estos) tipos primitivos de casualidade conduzem a dizer, por ejemplo, que "o sol nasceu porque nascemos nós" e que "cresceu porque nosotros crescemos". Agora bem, quando este egocentrismo elementar se acha en decadencia, o menino, sem deixar de alimentar a idéia do crescimento dos astros, haverá de considerarlos como produzidos, não já por uma construção humana ou antropomórfica, sino por outros corpos naturais cuja formação parece mais clara a primeira vista: assim é como el sol e a lua saíram que as nuvens, são pequenos retalhos de nuvens acesas que han crecido (E "as luas" crescem ainda com freqüência ante nossos olhos!). As nuvens a seu vez han saído da fumaça ou do ar. As pedras estão formadas de terra e a terra de água, etc., etc. Quando finalmente os corpos já não são considerados como seres que crescem de la misma forma que os seres vivos, estas filiações não lhe desejam muito já ao menino como processos de orden biológico, mas sim como transmutações propriamente sortes. vê-se bastante bem el parentesco destes fatos com as explicações por redução das matérias umas a ótras que imperavam na escola do Mileto (embora a "natureza" ou "physis" das coisas fora para estos filósofos uma espécie de crescimento e seu "hylozoísmo" não estivesse muito afastado del animismo infantil).

Mas, no que consistem estes primeiros tipos de explicação? Terá que admitir que nos niños este animismo cede diretamente o passo a uma espécie de casualidade fundada no principio de identidade, como se o célebre princípio lógico regesse do primeiro momento a razão tal como certas filosofias nos convidaram a acreditar? É certo que estes desenvolvimentos constituem la prueba de que a assimilação egocêntrica, princípio do animismo, do finalismo e del artificialismo, está em vias de transformar-se em assimilação racional, quer dizer, em estructuración de a realidade pela razão mesma, mas sorte assimilação racional é muito mais complexa que una pura e simples identificação.

Se, em efeito, em lugar de seguir aos meninos em suas perguntas a respeito dessas realidades longínquas o imposibles de manipular, como são os astros, as montanhas e as águas, em relação às cuales el pensamento não pode passar de ser verbal, perguntamo-lhes a respeito de feitos tangíveis y palpables, teremos que descobrir coisas ainda mais surpreendentes. Descobrimos que, a partir de los sete anos, o menino é capaz de construir explicações propriamente atomísticas, e isso em la época em que começa ou seja contar. Mas, para prolongar nossa comparação, recordemos que os gregos inventaram o atomismo pouco depois de ter especulado sobre la transmutación das substâncias, e notemos sobre tudo que o primeiro atomista foi sem duda Pitágoras, ele que acreditava na composição dos corpos a base de números materiais, o puntos descontínuos de substância. Claro está que, salvo muito estranhas exceções (que, sin embargo, existem), o menino não generaliza e difere dos filósofos gregos pelo fato de que no constrói nenhum sistema. Mas quando a experiência se disposta a isso, recurre perfectamente a um atomismo explícito e inclusive muito racional.

A experiência mais singela a este respeito consiste em apresentar ao menino dois copos de água de formas parecidas e dimensões iguais, cheios até as três quartas partes. Em um dos dos, echamos dois torrões de açúcar e perguntamos ao menino se acreditar que a água vai subir. Uma vez echado o açúcar, observa-se o novo nível e se pesam os dois copos, com o fim de fazer notar que a água que contém o açúcar pesa mais que a outra. Então, enquanto o açúcar se disuelve, perguntamos: 1.0 se, uma vez disolvido, ficará algo na água; 2.0 se o peso seguirá siendo maior ou se voltará a ser igual ao da água clara e pura; 3.0 se o nível da água azucarada bajará de novo até igualar o do outro copo ou se permanecerá tal e como está. Preguntamos el porquê de todas as afirmações que faz o menino e logo, uma vez terminada a disolución, reanudamos a conversação sobre a permanência do peso e do volume (nível) do agua azucarada. As reações observadas nas distintas idades resultaram extremadamente claras, e sua ordem de sucessão se revelou tão regular que estas perguntas puderam pasar a ser um procedimento de diagnóstico para o estudo dos atrasos mentais. Em primeiro lugar, los pequenos (de menos de sete anos) negam em geral toda conservação do azúcar disuelto, e a jorfion a do peso e o volume que este implica. Para eles, o fato de que el azúcar se dissolva supõe sua completa aniquilação e seu desaparecimento do mundo do real. Es cierto que permanece o sabor da água açucarada, mas segundo os mesmos sujeitos, este sabor habrá de desaparecer ao cabo de várias horas ou vários dias, igual a um aroma ou más exactamente igual a uma sombra atrasada, destinada a um nada. Por volta dos sete años, en troco, o açúcar disolvido permanece na água, quer dizer, que há conservação de la substancia. Mas, baixo que forma? Para certos sujeitos, o açúcar se converte em água ou se licua transformando-se em um xarope que se mescla com a água: esta é a explicação por transmutación da que falávamos mais acima. Mas, para os mais avançados, ocorre otra cosa. Segundo o menino, vemos como o torrão se vai convertendo em "pequenas migalhas" durante la disolución: pois bem, basta admitir que estas pequenas "partes" se fazem cada vez más pequeños, e então compreenderemos que existem sempre na água em forma de "bolinhas"

invisíveis. "Isto é o que dá o sabor açucarado", acrescentam ditos sujeitos. O atomismo ha nacido, pois, sob a forma de uma "metafísica do pó", como tão graciosamente disse un filósofo francês. Mas se trata de um atomismo que não passa de ser qualitativo, já que esas "bolinhas" não têm peso nem volume e o menino espera, no fundo, o desaparecimento do primeiro y el descida do nível da água depois da dissolução. No curso de uma etapa siguiente, cuya aparição se observa ao redor dos nove anos, o menino faz o mesmo razonamiento por o que respeita à substância, mas acrescenta um progresso essencial: as bolinhas têm cada una seu peso e se se somarem estes pesos parciais, obtém-se de novo o peso dos terrones que se jogaram. Em troca, sendo capazes de uma explicação tão sutil para afirmar a priori la conservação do peso, não acertam a captar a do volume e esperam ainda que o nivel descienda depois da dissolução. Por último, por volta dos onze ou doze anos, o menino generaliza su esquema explicativo ao volume mesmo e declara que, posto que as bolinhas ocupam cada una um pequeno espaço, a soma de ditos espaços é igual a dos torrões iniciais, de tal maneira que o nível não deve descender.

Este é, pois, o atomismo infantil. Este exemplo não é único. obtêm-se as mismas explicaciones, embora em sentido inverso, quando se faz dilatar diante do menino um grão de maíz americano posto em cima de uma placa quente: para os pequenos, a substância aumenta;

aos 7 anos, conserva-se sem aumento, mas se torcedor e o peso varia; aos 9-10 anos, o peso se conserva mas não o volume, ainda, e por volta dos 12 anos, dado que a farinha se compone de grãos invisíveis de volume constante, estes se separam, simplesmente, por ar quente que llena os interstícios! Este atomismo é notável nem tanto por causa da representação de los gránulos, sugerida pela experiência do pó ou da farinha, como em função do proceso deductivo de composição que revela: o tudo é explicado pela composição das partes, y ello supõe uma série de operações reais de segmentação ou partição, por uma parte, e de reunión ou adição, por outra, assim como deslocamentos por concentração ou separação (igual que para os presocráticos!). Supõe além e sobre tudo verdadeiros princípios de conservación, o qual põe realmente de manifesto que as operações em jogo están agrupadas por sistemas fechados e coerentes, dos que estas conservações representan los "invariantes".

As noções de permanência das que acabamos de ver uma primeira manifestação son sucesivamente as da substância, o peso e o volume. Mas é fácil as encontrar também en otras experiências. Damos, por exemplo, ao menino duas bolinhas de massa para modelar, de las mismas dimensione e peso. Alguém se converte logo em uma torta esmagada, em uma salsicha o en vários pedaços: antes dos sete anos, o menino crie então que a quantidade de matéria ha variado, ao igual ao peso e o volume; por volta dos sete-e oito anos, admite a perseverança de la materia, mas crie ainda na variação das outras qualidades; por volta dos nove años, reconoce a conservação do peso mas não a do volume, e por volta dos onze-e doze, por último, también a de este (por deslocamento do nível em caso de imersão dos objetos en cuestión, em dois copos de água). É fácil, sobre tudo, demonstrar que, a partir dos sete años, se adquirem sucessivamente outros muitos princípios de conservação que balizam o desarrollo del pensamento e estavam completamente ausentes nos pequenos: conservação de las longitudes em caso de deformação dos caminhos percorridos, conservação das superficies, de os conjuntos descontínuos, etc., etc. Estas noções de invariación são o equivalente, em el terreno do pensamento, pelo que antes vimos para a construção sensorial-motriz con el esquema do "objeto", invariante prático da ação.

Mas, como se elaboram estas noções de conservação, que tão profundamente diferenciam el pensamiento da segunda infância e o da que precede aos sete anos? Exatamente igual que o atomismo, ou, para, dizer o de uma forma mais geral, que a. explicação causal por composición partitiva: resultam de um jogo de operações coordenadas entre si em sistemas de conjunto que têm, por oposição ao pensamento intuitivo da primeira infância, a propiedad esencial de ser reversíveis. Em efeito, a verdadeira razão que leva aos meninos do período que estamos estudando a admitir a conservação de uma substância, ou de um peso, etc., não é la identidad (os pequenos vêem tão bem como os maiores que "não acrescentamos nem quitado nada"), a não ser a possibilidade de uma volta rigorosa ao ponto de partida: a torta esmagada pesa tanto como a bola, dizem, porque se pode voltar a fazer uma bola com a torta. Veremos más adelante a significação real destas operações cujo resultado consiste em corrigir la intuición perceptiva, sempre vítima das ilusões do ponto de vista momentâneo, e, por consiguiente, em "desfocar" o egocentrismo, por assim dizer, para transformar as relaciones inmediatas em um sistema coerente de relações objetivas.

Mas assinalemos também as grandes conquista do pensamento assim transformado: a do tiempo (e com ele a da velocidade) e a do espaço mesmo concebidos, por cima da casualidade y las noções de conservação, como esquemas gerais do pensamento, e não já simplemente como esquemas de ação ou de intuição.

O desenvolvimento das noções de tempo expõe, na evolução mental do menino, os problemas más curiosos, em conexão com as questões que tem a ciência expostas mais recente. A todas as idades, é obvio, o menino saberá dizer de um móvel que percorre o caminho A-B-C que se achava na "antes de estar em B ou em C e que necessita "mais tempo" para percorrer el trayecto A-C que o trajeto A-B. Mas a isto aproximadamente se limitam as intuiciones temporales da primeira infância e, se propusermos a comparação de dois móveis que siguen caminos paralelos mas a velocidades desiguais, observamos que: 1.0, os pequenos não tienen la intuição da simultaneidade dos pontos de parada, porque não compreendem a existencia de um tempo comum a ambos os movimentos; 2.0, não têm a intuição da igualdade de ambas duraciones sincrônicas, justamente pela mesma razão; 3.0, relacionam sequer as duraciones con as sucessões: admitindo, por exemplo, que um menino X é mais jovem que um menino E, ello no lhes leva a pensar que o segundo tenha nascido necessariamente "depois" do primeiro.

Como se constrói, pois, o tempo? Por coordenações de operações análogas às que acabamos de ver: classificação por ordem das sucessões de acontecimentos, por uma parte, y encajamiento das durações concebidas como intervalos entre ditos acontecimientos, por outra, de tal maneira que ambos os sistemas sejam coerentes por estar ligados um a outro.

Quanto à velocidade, os pequenos têm a qualquer idade a intuição correta de que se un móvil adiantar a outro é porque vai mais depressa que este. Mas basta que deixe de haber adelantamiento visível (ao ocultá-los móveis sob túneis de longitude desigual ou ao ser las pistas desiguais circulares e concêntricas), para que a intuição da velocidade desapareça.

A noção racional de velocidade, em troca, concebida como uma relação entre o tempo e el espacio percorrido, elabora-se em conexão com o tempo para aproximadamente os ocho años.

Vejamos finalmente a construção do espaço, cuja importância é imensa, tanto para la comprensión das leis do desenvolvimento como para as aplicações pedagógicas reservadas a este gênero de estudos. Desgraçadamente, embora conhecemos mais ou menos o desenvolvimento de esta noção sob sua forma de esquema prático durante os dois primeiros anos, o estado de las investigaciones que se referem à geometria espontânea do menino dista muito de ser tan satisfactorio como para as noções precedentes. Tudo o que se pode dizer é que as ideas fundamentales de ordem, de continuidade, de distância, de longitude, de medida, etc., etc., não dan lugar, durante a primeira infância, mais que a intuições extremamente limitadas y deformadoras. O espaço primitivo não é nem homogêneo nem isótropo (apresenta dimensiones privilegiadas), nem contínuo, etc., e, sobre tudo, está centrado no sujeito em lugar de ser representable desde qualquer ponto de vista. De novo nos encontramos com que é a partir de os sete anos quando começa a construir um espaço racional, e isso mediante as mismas operaciones gerais, das que vamos estudar agora a formação em si mesmos


C. As operações racionais

À intuição, que é a forma superior de equilíbrio que alcança o pensamento próprio de la primera infância, correspondem, no pensamento ulterior aos sete anos, as operações. De ahí que o núcleo operatório da inteligência mereça um exame detalhado que haverá de darnos a chave de uma parte essencial do desenvolvimento mental.

Convém assinalar acima de tudo que a noção de operação se aplica a realidades muito diversas, aunque perfeitamente definidas. Há operações lógicas, como as que entram em la composición de um sistema de conceitos ou classes (reunião de indivíduos) ou de relaciones, operaciones aritméticas (soma, multiplicação, etc., e suas contrárias), operações geométricas (seções, deslocamentos, etc.), temporários (seriación dos acontecimentos, e, por tanto, de sua sucessão, e encajamiento dos intervalos), mecânicas, físicas, etc. Uma operação es, pues, em primeiro lugar, psicologicamente, uma ação qualquer (reunir indivíduos ou unidades numéricas, deslocar, etc.), cuja fonte é sempre motriz, perceptiva ou intuitiva. Dichas acciones que se acham no ponto de partida das operações têm, pois, a sua vez como raíces esquemas sensorial-motores, experiências efetivas ou mentais (intuitivas) e constituyen, antes de ser operatórias, a própria matéria da inteligência sensorial-motriz e, mais tarde, de la intuición. Como explicar, portanto, o passo das intuições às operações? As primeras se transformam em segundas, a partir do momento em que constituem sistemas de conjunto a la vez componibles e reversíveis. Em outras palavras, e de uma maneira geral, as ações se hacen operatórias do momento em que duas ações do mesmo tipo podem terceira componer una ação que pertença ainda ao mesmo tipo, e estas diversas ações pueden invertirse ou ser voltas do reverso: assim é como a ação de reunir (soma lógica ou suma aritmética) é uma operação, porque várias reuniões Sucessivas equivalem a uma só reunión (composição de somas) e as reuniões podem ser investidas e transformadas assim en disociaciones (sustracciones).

Mas é curioso observar que, por volta dos sete anos, constituem-se precisamente toda uma serie de sistemas de conjuntos que transformam as intuições em operações de todas classes, e esto es o que explica as transformações do pensamento mais acima analisadas. E, sobre todo, es curioso ver como estes sistemas se formam através de uma espécie de organização total e a menudo muito rápida, dado que não existe nenhuma operação isolada, mas sim sempre es constituida em função da totalidade das operações do mesmo tipo. Por exemplo, un concepto ou uma classe lógica (reunião de indivíduos) não se constrói aisladamente, sino necesariamente dentro de uma classificação de conjunto da que representa uma parte. Una relación lógica de família (irmão, tio, etc.) não pode ser compreendida se não ser em função de un conjunto de relações análogas cuja totalidade constitui um sistema de parentescos. Los números não aparecem independentemente uns de outros (3, 10, 2, 5, etc.), mas sim son comprendidos unicamente como elementos de uma sucessão ordenada: 1, 2, 3..., etc. Los valores não existem mais que em função de um sistema total, ou "escala de valores", uma relación asimétrica, como, por exemplo, B < C não é inteligível mais que se a relacionarmos com una seriación de conjunto possível: Ou < C < C..., etc. A qualquer idade, um menino saberá distinguir dos bastoncillos por sua longitude e julgar que o elemento B é maior que A. Mas isso não es, durante a primeira infância, mais que uma relação perceptiva ou intuitiva, e não uma operación lógica. Em efeito, se mostrarmos em primeiro lugar A < B, e logo os dois bastoncillos B < C do < B e B < C. Agora bem, imediatamente se adverte que esta construção supõe la operación inversa (a reversibilidade operatória): cada término é concebido de uma vez como más pequeño que todos os que lhe seguem (relação ) v isso é o que lhe permite ao sujeito achar su método de construção, assim como intercalar novos elementos depois que a primeira serie total tenha sido construída.

Agora bem, é de grande interesse observar que, se as operações de seriación (coordenação de las relacione assimétricas) são descobertas, como vimos, por volta dos sete anos pelo que se refere às longitudes ou dimensões dependentes da quantidade da matéria, há que esperar aos nove anos por término médio para obter uma seriación análoga dos pesos (a iguales dimensione: por exemplo, bolas do mesmo tamanho mas de pesos diferentes)

e aos onze ou doze para obter a dos volúmenes (através da imersão na água).

Também terá que esperar aos nove anos para que o menino possa concluir A < C se A,  A)porque é mais pesado!" (3).

3. Por volta dos 7-8 anos, por término médio (mas, repetimos, estas idades meias dependem de los médios sociais e escolar), o menino obtém, depois de interessantes fases de transição em cuyo detalle não podemos entrar aqui, a constituição de uma lógica e de estruturas operatórias que llamaremos "concretas". Este caráter "concreto" por oposição ao caráter formal, es particularmente instrutivo para a psicologia das operações lógicas em geral: significa que a esse nível que é portanto o dos inícios da lógica propriamente dita, las operaciones não se referem ainda a proposições ou enunciados verbais, a não ser aos objetos mismos, que se limitam a classificar, a seriar, a pôr em correspondência, etc. Em outras palabras, la operação incipiente está ainda ligada à ação sobre os objetos e a manipulación efectiva ou logo que mentalizada.

Entretanto, por perto que estejam ainda da ação, estas "operações concretas" se organizaran já em forma de estruturas reversíveis que apresentam suas leis de totalidade. Se trata, por exemplo, das classificações: em efeito, uma classe lógica não existe em estado aislado, a não ser só por estar ligada mediante inclusões diversas a esse sistema geral de encajamientos hierárquicos que é uma classificação, cuja operação direta é a soma de las clases (A' = B) e cuja operação inversa é a subtração que se apóia na reversibilidade por inversión ou negação (B -A'=A ou AA=O). Outra estrutura concreta essencial é a seriación, que consiste em ordenar objetos segundo uma qualidade crescente ou decrescente (A', o lado A es sobreestimado e o lado A' subestimado (a todas as idades), a não ser além que o máximo de esta ilusão positiva tem lugar quando A' é o mais pequeno possível, com outras palabras, cuando o retângulo se reduz a uma linha reta. Por outra parte, quando A' = A (cuadrado, existe) ilusão nula mediana e quando A' > A, é A' que é superestimado: mas não o es indefinidamente, e, se aumentarmos mais ainda A', a curva destas ilusões negativas não é ya una reta, a não ser uma hipérbole eqüilátera que tende para uma asintota.

A curva experimental assim obtida apresenta o mesmo aspecto a todas as idades, mas como el error diminui com a idade, esta curva simplesmente se aplana. sem perder seus características cualitativas. Ocorre o mesmo (embora com umas curvas de formas muito diferentes) com otras muchas iluda que estudamos dos 5-6 anos até a idade adulta (1): por ejemplo, as ilusões do Delboeuf (círculos concêntricos), dos ângulos, da mediana de los ángulos, do Oppel Kundt (espaços divididos), das curvaturas, do Miller-Lyer, etc.

Mas, e isto é muito interessante, todas as curvas assim obtidas podem referir-se a uma lei única, que se especifica de diversas formas segundo as figuras, e permite construir em cada caso una curva teórica cuja correspondência com as curvas experimentais se revelou até hoy bastante satisfatória. Expor esta lei com poucas palavras, só para fixar as idéias, pero nuestro fim é, acima de tudo, demonstrar como se explica por considerações probabilistas.

Seja L1 = a maior das duas longitudes comparadas em uma figura (por exemplo, o lado mayor de um retângulo) e L2 = a menor das duas longitudes (por exemplo, o lado menor del rectángulo); seja Lmáx a maior longitude da figura (no caso do retângulo = L1, mas se L1 y L2 são dois retas que se prolongam no Lmix., Lmix. = L1 + L2; etc.); seja L = a longitud elegida como unidade e sobre a qual se toma a medida (no caso do retângulo L = L1, ou L2 según a figura); seja n o número das comparações (L1 - L,') que intervêm na figura, y sea S = a superfície.



Temos então, se chamarmos P à ilusão, a lei: (L1-L2)L2X(nL: L"'í~.) nL(L1- L2)L2 S S~L,áx'.

Por exemplo, no caso dos retângulos, temos, A se A' (e então L=A e n, siendo = = 1) A constante e A' variável: ~~~(A')A'X(A:A) A' AA' A A e se A' >'A (e então L=A e n= -) sendo A' constante. uma vez mais e A' variável: (A'- A)Ax(A':A'>-~-A AA' A' Vemos quão simples é esta lei, que se reduz a uma diferença multiplicada pelo término menor (LL2) L2, a uma relação (nL: Lmáx.) e a um produto (S).

Agora bem, esta fórmula que chamamos "lei dos centramientos relativos", explica-se de la forma mais direta por considerações probabilistas que dão conta, de uma vez, da lei de Weber e do fato de que os efeitos procedentes destes mecanismos diminuam com la edad.

Tomemos, acima de tudo, como hipótese que todo elemento centrado pelo olhar se sobreestima justamente por este fato. Este "efeito de centramiento" pode ser descoberto em uma visión taquistoscópica: se o sujeito olhe fixamente um segmento de reta comparando-o com otro segmento que permanece na periferia, o segmento centrado é então superestimado (el fenómeno é, por outra parte, muito complexo, já que além destes fatores topográficos intervienen a atenção, a nitidez, a ordem e as durações de apresentação, etc., sem contar los factores técnicos de distancia entre o sujeito e a imagem apresentada, de ângulos, etc.).

Agora bem, já seja que esta sobreestimación por centramiento derive fisiologicamente de la irradiación das células nervosas excitadas, como é muito provável, ou já seja que a isso se añadan outros fatores (como os pequenos movimentos oscilatórios do globo ocular, que desempeñan sem dúvida um papel na exploração visual da figura, etc.), é fácil hacerle corresponder um esquema probabilista cuja significação é, de uma vez, fisiológica e psicológica.

Partamos de uma simples linha reta de 4-5 cm., oferecida à percepção, e dividámosla mentalmente em certo número de segmentos iguais, por exemplo, N = = 1000. Admitamos, por outra parte, já seja na retina, já seja nos órgãos de transmissão, já seja no cortex visual, certo número de elementos cujo encontro com uma parte ao menor destes 1000 segmentos é necessário para a percepção da linha. Suponhamos, por exemplo, que un primer grupo de ditos elementos nervosos (durante um primeiro tempo t) "encontram" ao BN segmentos, sendo B uma fração constante. Ficarão então N1 segmentos ainda no encontrados, ou seja:

N1=(N-NB)=N(1-B).

Depois dos segundos n encontros, ficarão ainda N2 segmentos ainda não encontrados:

N2= (N1-N1B)=N(1-B)2.

Depois dos terceiros n encontros, ficarão N, segmentos não encontrados, ou seja:

N8=(N2-N2B)=N(1-B)8...etc.

Quanto à soma dos segmentos encontrados, será do NB, logo depois de (NB + N1B), luego de (NB + + N1B + N2B), etc. Estas somas nos procuram, pois, o modelo do que podría ser a sobreestimación progressiva (momentânea ou mais ou menos duradoura) devida al centramiento em uma linha percebida em durações correspondentes a n, 2n, 3n, etc., ou con intensidades ou nitidez crescentes, etc. Agora bem, vemos que este modelo obedece em su mismo principio a uma lei logarítmica, já que, à progressão aritmética n, 2n, 3n, etc., corresponde a progressão geométrica (1 - B), (1 -B)2, (1 -B)3, etc.

Tentemos agora nos representar desta mesma forma o que se produzirá na comparación visual entre duas linhas retas, que denominaremos L1 e L2, deixando a L2 como invariável y dando sucessivamente a L1 os valores L1 = L2, logo L1 = 2L2, logo L1 = 3L2, etc.

Dividamos de novo estas duas linhas em segmentos iguais, cada um dos quais puede convertirse em objeto de um "ponto de encontro", no sentido indicado mais acima. Mas lo que acrescenta a comparação entre L1 e L2 é que cada encontro em L1 pode corresponder o no com um encontro em L2, e reciprocamente. Chamaremos a estas correspondências entre puntos de encontro acoplamentos e admitiremos que a comparação não dá lugar a ninguna sobreestimación ou subestimação relativas se' o acoplamento é completo, enquanto que un acoplamiento incompleto comporta a sobreestimación relativa da linha incompletamente acoplada (porque então há encontro sem acoplamento, quer dizer, sobreestimación por centramiento não compensada por uma sobreestimación na outra linha). O problema está entonces em calcular a probabilidade do acoplamento completo, e, de novo aqui, a solución es muito singela.

Chamemos p à probabilidade de que um ponto A de uma das linhas se acople com um ponto B de a outra linha. Se introduzirmos um segundo ponto de encontro C nesta outra linha, la probabilidad de acoplamento entre A e C será também de p, mas a probabilidade de que A se acople simultaneamente com B e com C será de p2. A probabilidade de acoplamento entre o A en uma linha e B, C e D na outra, será de p3, etc.

Se Li=Li com n.puntos no Li e m(=n) no Li a probabilidade de acoplamento completo será, pues, de:

(PR)m para L1=L2.

Se Li =2Li, a probabilidade de acoplamento completo será, por conseguinte, de:

[(PFL) ~9fl = (p2n)m = pm X 2n para L1 = 2Li.

Teremos do mesmo modo: {f(pn)pn]pnm=prnXSn para o Li=3Li ... etc.

Com outras palavras, à progressão aritmética das longitudes de L1 (ou seja = L2; 2L2;

3L2; etc.) corresponde a progressão geométrica das probabilidades de acoplamientos completos, o qual constitui de novo uma lei logarítmica.

Agora bem, vê-se imediatamente que esta lei logaritmica que explica a sobreestimación relativa da maior de ambas as linhas comparadas entre si comporta diretamente, a título de caso particular, a famosa lei do Weber, que se aplica à percepção dos umbrales diferenciales e inclusive, sob uma forma atenuada, à percepção de diferenças quaisquer.

Admitamos, por exemplo, que as linhas L1 e L2 apresentam entre si uma diferença x constante y que logo alargamos progressivamente estas linhas L1 e L2 deixando invariável seu diferencia absoluta X. Nos é fácil então, em função do esquema anterior, compreender por que esta diferencia x não permanecerá idêntica a si mesmo, mas sim será percebida segundo una deformación proporcional ao alongamento das linhas L1 e L2. É inútil reproduzir aqui el cálculo disso, que em outro lugar publicamos (1); mas vemos facilmente como se explica por as considerações que precedem e que se referem à probabilidade de acoplamento, el hecho de que a lei do Weber presente uma forma logarítmica.



Voltemos agora para nossa lei dos centramientos relativos e vejamos como se explica mediante estas probabilidades de encontra e de acoplamento, quer dizer, mediante los mecanismos de sobreestimación por centramiento que nos parecem dar conta de todas las ilusiones "primárias".

Para compreender o problema, convém começar por classificar as quatro variedades de acoplamientos possíveis. Se compararmos duas linhas desiguais Li > Li podemos distinguir, en efecto, as seguintes variedades: 1. Os "acoplamentos de diferença" D entre a linha L2 y la parte da linha L1 que ultrapassa a L2, quer dizer, a parte (Li - Li) Os acoplamentos de diferencia existirão, pois, em número de (Li - L2) Li e podemos reconhecer imediatamente en este produto a expressão essencial que intervém na lei dos centramientos relativos.

2. Por outra parte, existem "acoplamentos de parecido" R entre a linha L2 e a parte da línea L1 que é Igual a L2. Ditos acoplamentos existirão, pois, em número de L22.

3. Podemos distinguir também uns acoplamentos D' entre a parte do Li igual a L2 e la prolongación virtual de L2 até igualdade com L1, ou seja (Li - L2). Estes acoplamentos D' serán, pois, de novo de um valor ([-1- Li) Li 4. Finalmente, podemos conceber acoplamientos D" entre a parte ~ - Li) da linha L1 e a prolongação virtual do Li da qual acabamos de hablar. O valor de D" será, pois (Li - 2)2.

Dito isto, e para compreender a razão da lei dos centramientos relativos, pongámosla bajo a forma seguinte: P=+(-Li-Li)L X nL.

S Lmax Vemos então que o numerador da primeira fração, ou seja:

(Li - L2) L2 corresponde aos acoplamentos de diferença D que havemos descrito faz un momento.

Quanto à superfície S, corresponde, em todos os casos, ao conjunto dos acoplamientos posibles compatíveis com as características da figura. Em uma figura fechada como el rectángulo, estes acoplamentos possíveis são simplesmente os acoplamentos de diferença D y de parecido R. Em efeito, a superfície do retângulo que é LixL2 pode escribirse L1L2=L22+ (Li - L2) L2: agora bem, L22 = acoplamentos R e (Li - L2) L2 = = acoplamientos D. Nas figuras abertas como a linha L1 + L2, a superfície (Li + L2)2 corresponde a todos os acomplamientos D + R + D' + D" não só entre L1 e L2, a não ser entre L1 e Lmáx. Com outros términos, a primeira fração da lei, ou seja ~ - L2)Li]/S expresa sencillamente uma relação probabilista: a relação entre os acoplamentos de diferença D (en los Quais se produzem os enganos de sobreestimación) e o conjunto dos acoplamientos posibles.

Quanto à segunda fração 11L/L,max., expressa a relação do número dos pontos de encuentro ou de acoplamento possível na linha medida L em relação com os da longitude total esta relação tem, pois, simplesmente a função de um corretor com respeito à primera fracción [nas figuras fechadas esta segunda fração vale em geral 1] (1).

compreende-se assim a significação da lei dos centramientos relativos, que é de una simplicidad elementar: expressa simplesmente a proporção dos acoplamiéntos possíveis de diferencia D em relação ao conjunto da figura. Agora bem, como são estes acoplamentos los que dão lugar aos enganos, pode deduzir-se que esta lei é válida para todas as figuras planas (que dão lugar às ilusões "primárias") e indica somente o aspecto geral da curva de los enganos (máximos e ilusão nula mediana), independentemente do valor absoluto destes.

Quanto a este valor absoluto, depende do caráter mais ou menos completo de los acoplamientos e então se compreende perfeitamente por que estes enganos "primários"

diminuem com a idade: simplesmente porque, com os progressos da atividade exploradora visual, os acoplamentos se multiplicam cada vez mais.

Mas existe, como vimos, uma segunda categoria de ilusões perceptivas: são as que aumentan com a idade, sem interrupção ou com um batente ao redor dos 9-11 anos e' com ligera disminución ulterior. Ditos enganos não dependem já da lei dos centramientos relativos (si bien fazem intervir ainda os efeitos de centramiento) e se explicam da forma seguinte. Con la idade intervêm cada vez mais atividades perceptivas de exploração e de comparação a distancias crescentes no espaço (transporte espacial por meio de deslocamentos de la mirada) e no tempo (transporte temporário das percepções anteriores sobre as siguientes y às vezes antecipações ou Einstellungen). Agora bem, estas atividades contribuem em general a diminuir os enganos perceptivos, graças aos que se multiplicam. Mas, em outros casos, pueden provocar contrastes ou assimilações entre elementos distantes que, ea os pequenos, no son postos em relação e não dão lugar por conseguinte a enganos. Neste caso é cuando hablamos de enganos "secundários"; já que constituem o produto indireto de actividades que, normalmente, conduzem a uma diminuição dos enganos.

Um bom exemplo é o das ilusões de peso e de seu equivalente visual imaginado por el psicólogo russo Usnadze, do qual fizemos um estudo genético com o Lambercier. apresenta-se a los sujeitos, em visão taquistoscópica, um círculo de 20 mm. de diâmetro ao lado de outro de 28 mm. Uma vez acabada a impregnação, apresentam-se nos mesmos lugares dois círculos de 24 mm.: que substitui ao círculo de 20 mm. é então superestimado por contraste e o que sustituye o círculo de 28 mm. é subestimado por contraste também. Agora bem, a ilusión aumenta com a idade por mais que, em si mesmos, os efeitos de contraste, que dependen naturalmente do mecanismo dos centramientos relativos, diminuem com a idade. A razón de esta paradoxo é singela: para que haja contraste, é preciso que os elementos anteriormente percebidos (28 + 20 mm.) estejam ligados aos elementos ulteriores (24 + 24), y este laço se deve a uma atividade propriamente dita, que podemos chamar "transporte temporal" e que aumenta com o desenvolvimento (pode observar-se em outras muitas experiências). Si los pequenos (de 5 a 8 anos) fazem menos transporte temporários, o resultado será, pois, que habrá menos contraste, por falta de posta em relação, e inclusive se o contraste, quando dicha asociación se produz, é mais forte no menino que dá o adulto, a ilusão será mais débil. Pero não é arbitrário admitir que o transporte temporário é uma "atividade" que aumenta com el desarrollo? Não, e a melhor prova disso é que, no adulto, a ilusão é não só mais fuerte, sino que desaparece antes quando se reproduz várias vezes seguidas a presentación (24+24). Pelo contrário, no menino a ilusão é mais débil, mas dura mais tempo (não hay extinción rápida por causa da perseveración). O transporte temporário é, pois, uma actividad susceptible de frenaje, o qual é o melhor critério de uma atividade.

Outro exemplo surpreendente de ilusão que aumenta com a idade é a sobreestimación de las verticales com respeito às horizontais. Estudando com o A. Morf a figura em forma de seus L según quatro posições possíveis L 7 L e F encontramos: (1) que o engano na vertical aumenta com a idade; (2) que aumenta com o exercício (cinco repetições) em lugar de disminuir imediatamente neste caso como as ilusões primárias; e (3) que depende del orden de apresentação das figuras como se houvesse transferência do modo de transporte espacial (de abaixo acima ou de cima abaixo).

Do mesmo modo, meu discípulo Wursten, ao estudar a meu pedido a comparação de uma vertical de 5 cm. e de uma oblíqua de 5 cm. (separada por um intervalo de 5 cm. e inclinada em diversos grados) (1), encontrou que os pequenos de 5-7 anos obtêm estas valorações muito mejor que os próprios adultos: o engano aumenta com a idade até aproximadamente 9-10 anos para disminuir ligeiramente a seguir.

Agora bem, o aumento com a idade destes enganos a respeito das verticais ou as oblicuas, etc., explica-se, conforme parece, da maneira seguinte. O espaço perceptivo dos pequeños está menos estruturado que o dos majores segundo as coordenadas horizontais e verticales, ya que este estructuramiento supõe a posta em relação dos objetos percebidos com unos elementos de referência situados a distâncias que ultrapassam as fronteiras das figuras. Con el desenvolvo, em troca, faz-se referência a um marco cada vez mais amplo e afastado, en función de atividades perceptivas de relacionar, etc., o qual conduz a uma oposición cualitativa cada vez mais forte entre as horizontais e as verticais. Em si mesmo, o engano em la vertical é, sem dúvida, devido a outra distribuição dos pontos de centramiento e de los "encontros" na vertical, cujas partes superior e inferior não são simétricas do ponto de vista perceptivo ('a parte superior está "aberta" enquanto que a parte inferior está "fechada"

para o chão), a diferença da horizontal, cujas duas metades são perceptivamente simétricas.

Mas na medida em que os pequenos têm um espaço menos estruturado segundo unas coordenadas, por falta de atividade perceptiva que relacione a distância, são menos sensíveis a esa diferencia qualitativa da horizontal e a vertical e, portanto, também a asimetría perceptiva desta última, assimetria que é função do marco geral da figura.

Em soma, existe, pois, além dos efeitos "primários" ligados à lei dos centramientos relativos, um conjunto de atividades perceptivas de transportes, comparações a distancia, transposiciones, antecipações, etc., e as atividades que em geral conduzem atenuar los errores primários, podem provocar enganos secundários quando põem em relação a distancia elementos que criam um contraste, etc., quer dizer, provocam ilusões que não se produziriam sin el feito de relacionar.

Mas terá que compreender que estas atividades intervêm em certo sentido já nos efectos primarios, posto que os "encontros" e os "acoplamentos" dos que falamos ao tratar de eles, são devidos a centramientos e a descentramientos que já constituem atividades. A todos os níveis pode, pois, dizer-se que a percepção é ativa e não se reduz a um registrar pasivo. Como dizia já K. Marx em suas objeções ao Feuerbach, terá que considerar la sensibilidad "como atividade prática dos sentidos do homem"
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GENESIS E ESTRUTURA EM PSICOLOGIA DA INTELIGÊNCIA

Comecemos por definir os términos que vamos utilizar. Definirei a estrutura da manera más ampla como um sistema que apresenta leis ou propriedades de totalidade, em tanto que sistema. Estas leis de totalidade são por conseguinte diferentes das leis ou propriedades de los elementos mesmos do sistema. Mas insiste no fato de que estes sistemas que constituyen estrutura são sistemas parciais em comparação com o organismo ou o espírito.

A noção de estrutura não se confunde, em efeito, com qualquer totalidade e não se reduce simplemente a dizer que tudo depende de tudo à maneira do Bichat em sua teoria del organismo se trata de um sistema parcial, mas que, em tanto que sistema, apresenta leis de totalidad, distintas das propriedades dos elementos. Mas o término segue sendo vago, mientras não se precisa quais são estas leis de totalidade. Em certos campos privilegiados es relativamente fácil fazê-lo, por exemplo nas estruturas matemática, as estruturas de los Bourbaki. Vocês sabem que as estruturas matemática dos Bourbaki se referem a las estructuras algébricas, às estruturas de ordem e às estruturas topológicas. Las estructuras algébricas são, por exemplo, as estruturas de grupo, de corpo, ou de anillos, nociones todas elas que estão bem determinadas por suas leis de totalidade. As estruturas de orden são os retículas, os semirretículos, etc. Mas se adotarmos a definição ampla que yo he proposto para a noção de estrutura, podemos incluir igualmente estrutura nas que las propriedades e as leis são ainda relativamente globais e que não são, por consiguiente, deductibles mais que em esperança a estruturações matemática ou físicas. Penso na noción de Gestalt da que precisamos em psicologia e que eu definiria como um sistema de composición não aditiva e um sistema irreversível, por oposição a essas estruturas lógicomatemáticas que acabo de recordar e que são, pelo contrário, rigorosamente reversíveis.

Mas a noção do Gestalt, por vaga que seja, descansa de todos os modos na esperança de una matematización ou de uma fiscalização possíveis.

Por outra parte, para definir a gênese, queria evitar que me acusasse de círculo vicioso e por lo tão não direi simplesmente que é o passo de uma estrutura a outra, mas sim mas bem que la génesis é uma certa forma de transformação que parte de um estado A e desemboca em un estado B, sendo B mais estável que A. Quando se fala de gênese no terreno psicológico - y sem dúvida também em outros terrenos -, é preciso rechaçar acima de tudo qualquer definição a partir de começos absolutos. Em psicologia, não conhecemos começos absolutos e a génesis se faz sempre a partir de um estado inicial que eventualmente comporta já em si mesmo una estructura. trata-se, por conseguinte, de um simples desenvolvimento. Mas não, entretanto, de un desarrollo qualquer, de uma simples transformação. Diremos que a gênese é um sistema relativamente determinado de transformações que comportam uma história e conduzem por tanto de maneira continuada de um estado A um estado B, sendo o estado B mais estável que el estado inicial sem deixar por isso de constituir sua prolongação. Exemplo: a ontogénesis, en biología, que desemboca nesse estado relativamente estável que é a idade adulta.

Historia Una vez definidos nossos dois términos, permitirão-me agora duas palavras muito rápidas acerca de a história, já que este estudo, que débito essencialmente introduzir uma discussão, não puede agotar, nem muito menos, o conjunto de problemas que poderia expor a psicologia de la inteligencia. Estas poucas palavras são entretanto necessárias, já que terá que assinalar que, contrariamente ao que demonstrou tão profundamente Lucien Goldrnann no terreno sociológico, a psicologia não arranca de sistemas iniciais, como os do Hegel e Marx, no proviene de sistemas que ofereciam uma relação imediata entre o aspecto estrutural e el aspecto genético dos fenômenos. Em psicologia e em biologia, onde o uso da dialéctica se introduziu que forma bastante tardia, as primeiras teorias genéticas, e portanto as que primero se referiram ao desenvolvimento, podem ser qualificadas de genetismo sem estruturas. É el caso, por exemplo, em biologia, do lamarckismo: para o Lamarck, em efeito, o organismo es indefinidamente plástico, modificado sem cessar pelas influências do meio; não existem pues estructuras internas invariáveis, nem sequer estrutura internas capazes de resistir ou de entrar en interacción efetiva com as influências do meio.

Em psicologia, encontramos, ao princípio, se não uma influência lámarckiana, ao menos um estado de espírito perfeitamente análogo ao do evolucionismo sob sua primeira forma. Penso, por ejemplo, no asociacionismo do Spencer, Tame, Ribot, etc. Se trata da mesma concepción, pero aplicada à vida mental: a concepção de um organismo plástico, modificado constantemente pela aprendizagem, pelas influências exteriores, pelo exercício ou la "experiência" no sentido empirista da palavra. Por outra parte, encontramos ainda hoy esta inspiração nas teorias americanas da aprendizagem, de acordo com as quais el organismo se modifica continuamente pelas influências do meio, com a única exceção de ciertas estrutura inatas muito limitadas, que se reduzem de fato às necessidades instintivas:

o resto é pura plasticidade, sem verdadeira estruturação. depois desta primeira fase, se asistió a uma mudança radical, na direção, esta vez, de um estruturalismo sem gênese. En biología, o movimento começou a partir do Weissmann e continuou com sua descendência. En cierto sentido limitado, Weissmann volta para uma espécie de preformismo: a evolução não es más que uma aparência ou o resultado da mescla dos gens, mas tudo está determinado desde o interior por certas estruturas não modificáveis sob as influências do meio. En filosofía, a fenomenol9gía do Husserl, apresentada como um antipsicologismo, conduz a una intuición das estruturas ou das essências, independentemente de toda gênese. Se recuerdo a Husserl aqui, é porque exerceu certa influência na história da psicologia: foi en parte inspirador da teoria da Gestalt. Dita teoria é o tipo mesmo de estruturalismo sin génesis, sendo as estruturas permanentes e independentes do desenvolvimento. Já sei que la Gestalt Theorie subministrou concepções e interpretações do desenvolvimento, por exemplo en el belo libero da Koffka sobre o crescimento mental; para ele, entretanto, o desenvolvimento está enteramente determinado pela maturação, quer dizer, pela preformación que, a seu vez, obedece a leis do Gestalt, etc. A gênese é também aqui secundária e a perspectiva fundamental é preformista.

depois de recordar estas duas tendências - gênese sem estruturas, estrutura sem génesis ustedes esperam, claro está, que os presente a necessária síntese: gênese e estrutura. Sin embargo, se chegar a esta conclusão, não é por gosto da simetria, como em uma dissertação de filosofía de acordo com as mais sões tradições. Foi-me, pelo contrário, imposta esta conclusión pelo conjunto de quão feitos recolhi durante ao redor de quarenta años en meus estudos sobre a psicologia do menino. Quero sublinhar que esta larga pesquisa há sido llevada a cabo sem nenhuma hipótese prévia sobre as relações entre a gênese e a estrutura.

Durante comprido tempo, nem sequer refleti explicitamente a respeito de tal problema, e não me ocupé dele a não ser bastante tardiamente com ocasião de uma comunicação à a Sociedad Francesa de Filosofia, por volta de 1949, em que tive a oportunidade de expor os resultados del cálculo de lógica simbólica sobre o grupo das quatro transformações, aplicado a las operaciones proposicionales, das que mais abaixo falaremos. Logo depois deste exposé, Emile Bréhier, com sua habitual profundidade, interveio para dizer que baixo esta forma não tenía inconveniente em aceitar uma psicologia genética, posto que as gênese das que eu había hablado estavam sempre apoiadas em estruturas e que, por conseguinte, a gênese estaba subordinada à estrutura. Ao qual eu respondi que estava de acordo, com a condição de que fora verdade a recíproca, já que toda estrutura apresenta a sua vez uma gênese, de acuerdo con uma relação dialética, e que não houvesse primazia absoluta de um dos términos con respecto ao otro Toda gênese parte de uma estrutura e desemboca em uma estructura Y agora chegamos a minha tese. Primeira tese: toda gênese parte de uma estrutura e desemboca en outra estrutura. Os estados A e B dos que falei faz um momento em mis definiciones, são pois sempre estrutura. Tomemos como exemplo o grupo das cuatro transformaciones, que é um modelo muito significativo de estrutura no campo de la inteligencia, e cujo processo de formação pode seguir-se nos meninos entre 12 e 15 anos.

antes da idade de 12 anos, o menino ignora -todá a lógica de proposições; só conoce algunas forma elementares de lógica de classes com, em qualidade de reversibilidade, a forma de la "investimento", e de lógica de relações com, em qualidade de reversibilidade, a forma de la "reciprocidade". Mas a partir dos 12 anos vemos como se constitui, e desemboca em su equilibrio no momento da adolescência, por volta dos 14 ou 15 anos, uma estrutura nova que reúne em um mesmo sistema aos investimentos e às reciprocidades, e cuja influência é muy notable em todos os domínios da inteligência formal a este nível: a estrutura de um grupo que apresenta quatro tipos de transformações, idêntico I, inversa N, recíproca R e correlativa C. Tomemos como exemplo corriqueiro a implicação p implica q, cuja inversa é p e não q, e la recíproca, q implica P. Agora bem, sabido é que a operação p e não q, reciprocada, dará-nos:

não p e q, que constitui a inversa de q implica p, o qual resulta ser por outra parte la correlativa de p implica q, posto que a correlativa se define pela permutação dos ou e los y (das disjunções e as conjunções). nos estar pois ante um grupo de transformaciones, ya que por composição de dois em dois, cada uma destas transformações N, R ou C dan como resultado a terceira e que as três de uma vez nos remetem à transformação idêntica I. A saber NR.

NC=R, CR-N e NRC=L Esta estrutura tem um grande interesse em psicologia da inteligencia, ya que explica um problema que sem ela seria inexplicável: a aparição entre 12 e 15 anos de una série de esquemas operatórios novos dos que não é fácil entender de onde vêm y que, por outra parte, são contemporâneos, sem que possa ver-se imediatamente seu parentesco. Por ejemplo, a noção de proporção em matemática, que não se acostuma até os 11-12 anos (si fuera de compreensão mais precoce, certamente a poriam muito antes no programa).

Segundo, a possibilidade de raciocinar sobre dois sistemas de referências de uma vez o caso de un caracol que avança sobre um fita de seda que a sua vez é deslocado em outra direção, ou também la comprensión dos sistemas de equilíbrio físico (ação e reação, etc.). Esta estrutura, que tomo como exemplo, não cai do céu, tem uma gênese. Esta gênese, é interessante voltar a trazaría. reconhecem-se, na estrutura, as formas de reversibilidade distintas e ambas as muy dignas de ser observadas: por outra parte, o investimento que é a negação, e por outra parte la reciprocidad, que já é algo muito distinto. Em um dobro sistema de referências, por exemplo, la operación inversa marcará a volta ao ponto de partida no fita de seda, enquanto que a reciprocidad se traduzirá por uma compensação devida ao movimento do fita de seda com relação a las referencias exteriores a ele. Agora bem, esta reversibilidade por investimento e esta reversibilidad por reciprocidade estão unidas em um só sistema total, enquanto que, para o menino de menos de 12 anos, embora é certo que ambas as formas de reversibilidade existem, cada uma delas está aislada. Um menino de sete anos é capaz já de operações lógicas; mas são operações que llamaré concretas, que se referem a objetos e não a proposições. Estas operações concretas son operações de classes e de relações, mas não esgotam toda a lógica de classes e de relaciones. Ao as analisar, tira o chapéu que as operações de classes supõem a reversibilidad por investimento, + a - a = Ou, e que as operações de relações supõem a reversibilidade por reciprocidad. Dois sistemas paralelos mas sem relações entre si, enquanto que com o grupo INRC acabam fundindo-se em um tudo.

Esta estrutura, que aparece por volta dos 12 anos, vem pois preparada por estruturas más elementales, que não apresentam o mesmo caráter de estrutura total, a não ser caracteres parciales que terão que sintetizar-se mais tarde em uma estrutura final. Estes grupamentos de classes o de relacione, cuja utilização por parte do menino entre os 7 e os 12 anos pode analizarse, vienen a sua vez preparados por estruturas ainda mais elementares e ainda não lógicas, sino prelógicas, sob forma de intuições articuladas, de regulações representativas, que no presentan a não ser uma semireversibilidad. A gênese destas estruturas nos remete ao nivel sénsorio-motor que é anterior à linguagem e no que se encontra já uma estruturação bajo forma de constituição do espaço, de grupos de deslocamento, de objetos permanentes, etc.

(estruturação que pode considerar-se como o ponto de partida de toda a lógica ulterior).

Dito de outro modo, cada vez que nos ocupamos de uma estrutura em psicologia de la inteligencia, podemos voltar a riscar sua gênese a partir de outras estruturas mais elementales, que não constituem em si mesmos começos absolutos, mas sim derivam, por uma génesis anterior, de estruturas ainda mais elementares, e assim sucessivamente até o infinito.

Digo até o infito, mas o psicólogo se deterá no nascimento, deterá-se no sensoriomotor, y a esse nível se expõe, claro está, todo o problema biológico. Porque as estructuras nerviosas têm, também elas, sua gênese, e assim sucesivamente 

Toda estrutura tem uma gênese

Segunda tese: hei dito até aqui que toda gênese parte de uma estrutura e desemboca en otra estrutura. Mas reciprocamente, toda estrutura tem uma gênese. Vêem ustedes inmediatamente, por isso até aqui se exposto, que esta reciprocidade se impõe al analizar tais estruturas. O resultado mais claro de nossas investigações no campo de la psicología da inteligência, é que as estruturas, inclusive as mais necessárias, no espíritu adulto, tais como as estruturas lógico-matemática, não são inatas no menino: se van construyendo pouco a pouco. Estruturas tão fundamentais como as. da transitividad, por ejemplo, ou a de inclusão (que implica que uma classe total contenha mais elementos que a subclase encajada nela), da conmutabilidad das somas elementares, etc., todas esas verdades que são para nós evidências absolutamente necessárias, constróem-se pouco a poco no menino. Isto ocorre inclusive com as correspondências bi-unívocas e recíprocas, de la conservación dos conjuntos, quando se modifica a disposição espacial de seus elementos, etc.. Não há estruturas inatas: toda estrutura supõe uma construção. Todas esas construcciones se remontam passo a passo a estruturas anteriores que nos remetem finalmente, como dizíamos mais acima, ao problema biológico.

Em uma palavra, gênese e estrutura são indisociables. São indisociables temporalmente, es decir, que se estivermos em presença de uma estrutura no ponto de partida, e de outra estructura más complexa, no ponto de chegada, entre ambas se situa necessariamente um processo de construcción, que é gênese. Não encontramos pois jamais a uma sem a outra: mas tampoco se alcançam ambas no mesmo momento, posto que a gênese é o passo de um estado anterior a um estado ulterior como conceber então de uma maneira mais intima essa relación entre estrutura e gênese? Aqui é onde vou voltar sobre a hipótese do equilíbrio que ayer lancei imprudentemente na discussão e que deu lugar a reações diversas. Hoje espero justificarla um pouco melhor nesta exposição.

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O equilíbrio.



Acima de tudo, a que chamaremos equilíbrio no terreno psicológico? Terá que desconfiar en psicología das palavras que se tomaram emprestadas de outras disciplinas, muito más precisas que ela, e que podem dar a ilusão da precisão se não se definirem cuidadosamente los conceitos, para não dizer muito ou para não dizer coisas incomprobables.

Para definir o equilíbrio, tomarei três caracteres. Primeiro, o equilíbrio se caracteriza por su estabilidad. Mas observemos em seguida que estabilidade não significa imobilidade. Como es sabido, há em química e em física equilíbrios móveis caracterizados por transformações en sentido contrário, mas que se compensam de forma estável. A noção de mobilidade não es pues contraditória com a noção de estabilidade: o equilíbrio pode ser móvel e estável. Em el campo da inteligência temos uma grande necessidade dessa noção de equilíbrio móvel. Un sistema operatório será, por exemplo, um sistema de ações, uma série de operaciones esencialmente móveis, mas que podem ser estáveis no sentido de que a estrutura que las determina não se modificará já mais uma vez constituída.

Segundo caráter: todo sistema pode sofrer perturbações exteriores que tendem a modificarlo. Diremos que existe equilíbrio quando estas perturbações exteriores están compensadas por ações do sujeito, orientadas no sentido do IA compensação. A idéia de compensación me parece fundamental e acredito que é a mais general para definir o equilibrio psicológico.

Por último, terceiro ponto no qual eu gostaria de insistir: o equilíbrio assim definido não é algo pasivo sino, pelo contrário, uma coisa essencialmente ativa. É precisa uma atividade tanto mayor cuanto maior seja o equilíbrio. É muito difícil conservar um equilíbrio do ponto de vista mental. O equilíbrio moral de uma personalidade supõe uma força de caráter para resistir a las perturbaciones, para conservar os valores aos que se está apegado, etc. Equilíbrio es sinónimo de atividade. O caso da inteligência é o mesmo. Uma estrutura está equilibrada en la medida em que um indivíduo seja o suficientemente ativo para opor a todas las perturbaciones compensações exteriores. Estas ultima acabarão, por outra parte, siendo anticipadas pelo pensamento. Graças ao jogo das operações, pode sempre a vez anticiparse as perturbações possíveis e compensaria mediante as operações inversas ou las operaciones recíprocas.



Assim definida, a noção de equilíbrio parece ter um valor particular suficiente como para permitir a síntese entre gênese e estrutura, e isso justamente assim que a noção de equilibrio engloba às de compensação e atividade. Agora bem, se considerarmos uma estrutura de la inteligencia, uma estrutura lógico-matemática qualquer (uma estrutura de lógica pura, de clase, de classificação, de relação, etc., ou uma operação proposicional), acharemos nela ante todo, claro está, a atividade, já que se trata de operações, porque encontramos em ellas sobre todo o caráter fundamental das estruturas lógico-matemática que é o de ser reversibles. Uma transformação lógica, em efeito, pode sempre ser investida por una transformación em sentido contrário, ou reciprocada por uma transformação recíproca.

Mas esta reversibilidade, vê-se imediatamente, está muito perto do que chamávamos faz un momento compensação no terreno do equilíbrio. Entretanto, trata-se de dois realidades distintas. Quando nos ocupamos de uma análise psicológica, trata-se sempre para nós de conciliar dois sistemas, o da consciencia e o do comportamento ou da psicofisiologia. Em el plano da consciencia, estamos ante umas implicações, no plano do comportamento o psicofisiología, estamos ante umas séries casuais. Diria que a reversibilidade de las operaciones, das estruturas lógico-matemática, constitui o próprio das estruturas em el plano da implicação, mas que, para compreender como a gênese desemboca em esas estructuras, temos que recorrer à linguagem causal. Então é quando aparece a noção de equilibrio no sentido em que a defini, como um sistema de compensações progressivas;

quando estas compensações são alcançadas, quer dizer, quando o equilíbrio é obtido, la estructura está constituída em sua mesma reversibilidad Ejemplo de estrutura lógico~matemática.

Para esclarecer coisas, tomemos um exemplo inteiramente corriqueiro de estrutura lógicomatemática.

Tiro-o de uma das experiências correntes que fazemos em psicologia infantil:

a conservação da matéria de uma bola de argila submetida a certo número de transformaciones. apresentam-se ao menino duas bolas de argila das mesmas dimensões, e luego se alarga uma delas em forma de salsicha. Então se pergunta ao menino se ambas as presentan todavía a mesma quantidade de argila. Sabemos por numerosas experiências que, ao princípio, el niño não admite esta conservação da matéria: imagina que há mais na salsicha porque es mais larga, ou que há menos porque é mais magra. Terá que esperar, por término medio, hasta os. 7 ou 8 anos para que admita que a quantidade de matéria não trocou, um tempo un poco mais comprido para chegar à conservação do peso, e por último, até os 11-12 años, para a conservação do volume.

Agora bem, a conservação da matéria é uma estrutura, ou pelo menos um índice de estructura, que descansa, evidentemente, em todo um grupamento operatório mais complejo, pero cuja reversibilidade se traduz por essa conservação, expressão mesma de las compensaciones que intervêm nas operações. De onde vem esta estrutura? Las teorías correntes do desenvolvimento, da gênese, em psicologia da inteligência, invocam ora uno ora outro, ou simultaneamente três fatores, dos quais o primeiro é a maturação - por lo tanto, um fator interno, estrutural, mas hereditário -; o segundo, a influência do meio físico, de a experiência ou do exercício; o terceiro, a transmissão social. Vejamos o que valem estos tres fatores no caso de nossa bolinha de massa para modelar. Primeiro, a maturação. Es evidente que tem sua importância, mas está muito longe de nos bastar para resolver nuestro problema. A prova é que o acesso à conservação não se produz à mesma idade em los diversos médios. Uma de meus estudantes, de origem iraniana, dedica sua tese a experiencias diferentes feitas no Teherán e no campo de seu país. No Teherán, encuentra aproximadamente as mesmas idades que em Genebra ou em Paris; no campo, observa un retraso considerável. Por conseguinte, não se trata tão somente de um problema de maturação; hay que considerar deste modo o meio social, o exercício, a experiência. segundo fator: la experiencia física. Tem certamente sua importância. À força de manipular os objetos, se llega, não o duvido, a noções de conservação Mas no terreno concreto da conservación de a matéria, vejo, entretanto, duas dificuldades. Em primeiro lugar, essa matéria que presuntamente se conserva para o menino antes que o peso e o volume, é uma realidade que no se pode perceber nem medir. O que é uma quantidade de matéria cujo peso e cujo volumen varían? Não é nada acessível aos sentidos: é a substância. É interessante ver que o nifio empieza pela substância, como os Presocráticos, antes de chegar a conservaciones comprobables pela medida. Em efeito, esta conservação da substância é a de uma forma vacía. Nada a apóia do ponto de vista da medida ou da percepção possíveis. No veo como a experiência teria podido impor a idéia da conservação da substancia antes que as do peso e o volume. É, pois, uma noção exigida por' uma estructuración lógica, muito mais que pela experiência e, em todo caso, não é devida à experiência como factor único.

Por outra parte, fizemos experiências de aprendizagem, pelo método da leitura de los resultados. Podem acelerar o processo; são importantes para introduzir de fora uma nueva estructura lógica.

Terceiro fator: a 'transmissão social. Também ela, claro está, tem uma importância capital, pero si bem constitui uma condição necessária, não é tampouco suficiente. Observemos em primer lugar que a conservação não se acostuma; os pedagogos não suspeitam sequer em geral que haya lugar para ensiná-la aos meninos pequenos; logo, quando se transmite um conhecimento al niño, a experiência demonstra que, ou permanece como letra morta, ou bem, se es comprendida, sofre uma reestruturação. Agora bem, esta reestruturação exige uma lógica interna.

Direi, pois, em conclusão, que cada um destes três fatores tem seu papel, mas que ninguno de eles basta.

Estudou de um caso particular Aquí aonde farei intervir o equilíbrio ou equilibramiento. Para dar um conteúdo más concreto ao que não é até agora a não ser uma palavra abstrata, eu gostaria de considerar un modelo preciso que não pode ser, em nosso caso particular, mais que um modelo probabilista, y que mostrará a vocês como o sujeito passa progressivamente de um estado de equilibrio inestable a um estado de equilíbrio cada vez mais estável até alcançar a compensación completa que caracteriza ao equilíbrio. Utilizarei - porque quizás,es sugestivo - a linguagem de la teoría dos jogos. Podemos distinguir, em efeito, no desenvolvimento da inteligência, cuatro fases às que, de acordo com esta linguagem, podemos dar o nome de fases de "estratégia".

A primeira é a mais provável no ponto de partida; a segunda se converte na más probable em função dos resultados da primeira, mas não os do ponto de partida; la tercera se converte mais provável em função da segunda, mas que ela; e assim sucessivamente.

trata-se, pois, de uma probabilidade seqüencial. Ao estudar as reações de meninos de distintas edades, pode observar-se que, em uma primeira fase, o menino não utiliza mais que uma sola dimensión. O menino dirá: "Há mais argila aqui que ali, porque é maior, é mais largo." Si alargamos mais a salsicha, dirá: "Há ainda mais, porque é mais largo." Ao alargar-se, o pedazo de argila se emagrece naturalmente, mas o menino não considera ainda mais que uma sola dimensión e despreza totalmente a outra. Alguns meninos, é certo, referem-se à espessura, pero son menos numerosos. Dirão: "Há menos, porque é mais magro; há menos ainda porque todavía é mais magro", mas esquecerão a longitude. Em ambos os casos, ignora-se a conservación y o menino se atiene a uma só dimensão, seja uma, seja outra, mas nunca ambas de uma vez. esta Creo que primeira fase é a mais provável ao princípio. por que? Se tratarmos de cuantificar, diré, por exemplo (arbitrariamente), que a longitude nos dá uma probabilidade de 0,7, suponiendo que haja sete casos de cada dez que invoquem a longitude e que, para o espesor, encontremos três casos, ou seja, uma probabiIidad de 0,3. Mas, do momento em que el niño raciocina sobre um dos casos e não sobre o outro, e, portanto, crie- independientes, la probabilidade de ambos de uma vez será de 0,21, ou em todo caso intermediário entre 0,21 e 0,3 ó 0,21 e 0,7. Dois de uma vez é mais difícil que um sozinho. A reação mais provável ao principio es, pois, o centramiento em uma só dimensão.

Examinemos agora a segunda fase. O menino investirá seu julgamento. Tomemos um menino que razona sobre a longitude. Diz: "É maior porque é mais largo." Mas é provável - não digo al principio, a não ser em função desta primeira fase - que em um momento dado adote uma actitud inversa, e isso por duas razões. Em primeiro lugar, por um motivo de contraste perceptivo. Si continuamos alargando a bola até convertê-la em um macarrão, o menino acabará por dizer: "Ah, no!, agora há menos porque é muito magro..." converte-se, pois, em sensível para esa magreza que até agora tinha desprezado. Tinha-a percebido, não cabe dúvida, mas la había desprezado conceitualmente. O segundo motivo é uma insatisfação subjetiva. A fuerza de repetir todo o momento: "Há mais porque é mais largo...", o menino começa a duvidar de sí mismo. É como o sábio que começa a duvidar de uma teoria quando se aplica com demasiada facilidad a todos os casos. O menino terá mais duvida ao chegar à décima afirmação que em el momento da primeira ou a segunda. E por estas duas razões conjuntas, é muito provável que en um momento dado renuncie a considerar a longitude e raciocine sobre a espessura. Mas, a ese nivel do processo, o menino raciocina sobre a espessura como o tinha feito com a longitude. Se olvida da longitude e continua não considerando mais que uma só dimensão. Esta segunda fase é mais curta, claro está, que a primeira, reduzindo-se às vezes a alguns minutos, mas en casos bastante estranhos.



Terceira fase: o menino raciocinará sobre ambas as dimensões de uma vez. Mas antes oscilará entre ambas. Posto que até aqui invocou ora a longitude ora a espessura, quantas vezes se le presente um novo dispositivo e transformemos a forma de nossa bola, terá que escolher ora el espesor, ora a longitude. Dirá: "Não sei, é mais, porque é mais largo... não, é mais delgado, entonces é que há um pouco menos..." O qual lhe conduzirá - e se trata ainda aqui de una probabilidad não a priori, a não ser seqüencial, em função desta situação concreta -a descobrir la solidaridad entre ambas as transformações. Descobre que, à medida que a bola se alarga, se hace mais magra, e que toda transformação da longitude comporta uma transformação del espesor, e reciprocamente. A partir daí, o menino começa a raciocinar sobre transformaciones, mientras que até agora só fala raciocinado sobre configurações, primeiro a da bolita, luego a da salsicha, independentemente uma de outra. Mas a partir do momento em que razone sobre a longitude e a espessura de uma vez, e, por conseguinte, sobre a solidariedade de las dos variáveis, começará a raciocinar com a idéia de transformação. Terá que descobrir, por lo tanto, que as duas variações são em sentido inverso uma de outra: que à medida que "isso" se alarga, "isso" emagrece-se, ou que à medida que "isso" se faz mais espesso, "isso" corta-se. Es decir, que o menino entra na via da compensação. Uma vez entrado nessa via, a estructura habrá de cristalizar posto que é a mesma pasta a que acabamos de transformar sem añadir nada, nem tirar nada, e que se transforma em duas dimensões, mas em sentido inverso uma de otra, então tudo o que a bola possa ganhar em longitude, perderá-o em espessura, y recíprocamente. O menino se encontra agora ante um sistema reversível, e chegamos a la cuarta fase. Agora bem, não esqueçamos que se trata de um equilibramiento progressivo e - insisto en este ponto - de um equilibramiento que não está preformado. O segundo ou o terceiro estadio sólo se converte em provável em função do estádio que imediatamente lhe precede, e não en función do ponto de partida. Estamos, pois, ante um processo de probabilidade seqüencial e que desemboca finalmente em uma necessidade, mas unicamente quando o menino adquire la comprensión da compensação e quando o equilíbrio se traduz diretamente por ese sistema de implicação que antes chamei a reversibilidade. A este nível de equilíbrio, o niño alcanza uma estabilidade, dado que já não tem razão alguma para negar a conservação; pero esta estrutura terá que integrar-se cedo ou tarde, claro está, em sistemas ulteriores más complejos.

Assim é como, a meu entender, pode uma estrutura extratemporal nascer de um processo temporário.

Na gênese temporária, as etapas não obedecem mais que a probabilidades crescentes que están todas determinadas por uma ordem de sucessão temporária, mas uma vez equilibrada e cristalizada, la estrutura se impõe com caráter de necessidade à mente do sujeito; esta necessidade é la marca do aperfeiçoamento da estrutura, que então se converte em intemporal. Uso deliberadamente estes términos que podem parecer contraditórios posso dizer, se vocês lo prefieren, que chegamos a uma espécie de necessidade a priori, mas um a priori que não se constituye até o final, e não ao princípio, a título de resultado e não a título de fonte, e que, por tanto, não tira da idéia apriorista a não ser o conceito de necessidade e não o de preformación.





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