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PROVIDÊNCIAS
É preciso tomarmos providências. Contra tudo e todos. Nada se alcança sem esforço, nada se almeja sem pensar, nada se consegue e se tem sem coordenação e trabalho. Trabalhar com um objetivo são e certo. Não um louco, produto da demagogia e da ânsia de uns e outros. Este nada, tão precioso, tão necessário, ainda se encontra dormindo. É preciso despertá-lo, tirá-lo deste mundo sub-consciente. Não consistente em improvisar, mas sim em organizar, raciocinar. Precisamos, ou melhor, necessitamos com toda a urgência e imediatamente, aquilo que até hoje não saiu das idéias e planos feitos, mas frustrados. Estas providências, embora algumas por demais tardias, são essenciais para o nosso futuro e o futuro do mundo. É preciso:

  • Acabar com o analfabetismo,

  • A fome,

  • As doenças infantis, incabível e impensável num país onde mais de metade da população é jovem.

  • Criar um sistema compatível e cabível ao nosso modo de vida e aos nossos costumes e hábitos. Não um meio de vida próprio para outros povos e terras.

Não só no Brasil, não só aqui, é necessário tomar providências. O mundo atual, turbulento e sangrento, caminha para a sua auto-destruição se providências não forem tomadas hoje. Amanhã será tarde demais. A fome na Ásia, a possível falta e escassez de água potável na América e na Europa, a crise financeira que paira no ar, tudo sinais de um mundo em decadência, em decomposição. Alguns países nem sequer chegaram ao apogeu. Tradições e mediocridade por parte de alguns reina e domina a Europa, sob um aparente manto de progresso. Ditaduras militares ou econômicas existem de um modo ou outro em todos os países. Políticos e oportunistas se enriquecem à custa do nosso povo e dos outros.

O Brasil, sempre tão explorado por todos, pelos inglêses, franceses, holandeses, portuguêses, e atualmente pelos capitalistas estrangeiros, não reage, se submete. Esta submissão bem prova a força de tais argumentos. É sempre mais fácil concordar do que combater um mais forte ou poderoso.

Em vez de uma vez por todas serem tomadas as providências sãs e honradas, politiqueiros, fazendeiros, banqueiros, corruptos, enfim, no conjunto uma verdadeira corja, um grupo de assassinos que querem liquidar o Brasil, sentados calmamente em suas poltronas estofadas, gozando o ar puro e fresco de um capital fruto de uma loucura, elegem neste ambiente também louco, como bem disse um: o herdeiro presumptivo do trono republicano e democrático do Brasil.

E as providências?...



eduardo henrique fuyat de abreu
na feira do mundo,

A providência comprei,

Um Deus pequenino

Que comigo guardei.

Se um dia o menino num poço cair,

Se o homem morrer e a estrela também,

Eu sei que fica a providência e seu Rei,

E, se um dia eu chorar,

Eu tenho comigo,

Meu Deus, pequenino.

Para me consolar

maria helena mazillo calazans

Rosas, cravos, jasmins, margaridas.

Apressem-se todos... É preciso preparar... É preciso crescer... De uma semente fazer-se flor.

Sol, amigo sol!

Chegue-se mais perto

Derreta a neve que o inverno deixou

Meninas, sorriam. É tempo de amor

É chegada a hora de ver num só bailado as abelhas sugarem o mel.

Chuva, vai embora.

O céu deve estar azul...

Atenção, todos atentos:


  • Natureza, homem.

Preparem-se... É preciso tomar as providências

A primavera vai chegar...



vera regina bacellar

RETRATO
Por favor, nunca se torne um retrato. Distante, sem vida e amarelo.

Conserve sempre esse seu sorriso, tão alegre e natural. Não esse sorriso de retrato.

Não a quero ver parada num dia qualquer do tempo, quero-a no Presente, junto de mim olhando-me com esse olhar que só você tem. Não esse olhar de retrato.

Quero ouvir sua voz, áspera ou mansa, não importa.

Retratos não falam.

Por favor, Mamãe, nunca se torne um retrato.

Uma recordação, uma imagem. Às vezes se conserva, às vezes se destrói.

Quando menor, conheci uma menina e pu-la num altar. Ela era tudo para mim. E, importante, eu era tudo para ela. O tempo passou, o romance acabou.

Há uma semana atrás, recebi um convite para um casamento. Era o dela.

Fui à sua casa. Tinha saído com o noivo. Não fui ao casamento, mas conservo a fotografia na carteira.

“Com todo amor”

luis armando queiroz de araujo

Jovem ainda, embora com uma tonsura natural que ele tenta esconder em vão, com um espírito mais jovem ainda. Amigo das horas ruins e boas, conselheiro das horas más, serviçal quando necessário e sobretudo pai em todas as horas, meu amigo, meu irmão, companheiro de brincadeiras e esporte.

É a primeira pessoa a quem eu recorro, marido equilibrado e compreensivo, mamãe diz isso, e eu comprovo vendo os dois saírem de mãos dadas como dois adolescentes.

Adoro vê-lo brincar com minha irmã, por seu jeito, por sua ternura que coloca em cada frase que lhe diz.

Venero-o pela sua maneira de dizer não. Sua figura está sempre em minha memória, cachimbo na boca, terno passado e justo e sempre uma palavra acalorada nos lábios. Às pessoas que o conhecem, é com orgulho que digo que sou seu filho.

ricardo conde


  • Está ali...

Sempre alerta, sempre solícito.

Ajuda a todos, porque gosta de todos.

É humilde e ao mesmo tempo orgulhoso.

Orgulhoso da vida.

Orgulhoso de saber dar e de saber sorrir.

De ter sempre uma história para contar ou uma peça para pregar.

Um sorriso para dar, com a mão para estender.

Um bom dia agradável para nos curar do mau humor matinal...

Enquanto nós iremos embora, ele está ali e ali ficará.

Seu nome eu não sei, para nós ele é o Maricá, vocês hão de se lembrar...


ana maria dutra
Era alto,

Era magro,

Chamavam-no o palhaço...

Vivia sorrindo,

Vivia cantando, dizendo bobagens,

Piadas, chacotas,

Vivia sorrindo,

Mas por dentro sofria,

Por dentro chorava...

A vida era dura

Ganhava aplausos, sorrisos e dinheiro,

Ganhava dinheiro sim

Mas um dinheiro tão pouco,

Que mal o deixava viver,

Mas que não o deixava morrer...

O palhaço vivia.

Vivia sozinho,

No meio do mundo, do mundo do circo, mas vivia sozinho.

Um dia morreu

Morreu o palhaço,

O palhaço do circo

Morreu sozinho

Morreu sorrindo,

Morreu como palhaço,

Por fora sorrindo,

Mas por dentro,

Morreu para sempre...

luiza vale machado
Do chão o pó levanta, suja as pernas ágeis e torna a cair. A mistura de vozes transmite alegria, o balanço não pára, como não param as risadas. As árvores paradas quietas e sábias abrigam com seus braços enormes e invisíveis a pureza de tanta alegria, a espontaneidade de tanto gritar. Iguais como estão (são cinzas as saias e as calças, vermelhas as gravatas) formam uma família imensa abrigada que se sentindo protegida e querida manifesta em cada gesto impulsivo a alegria de ser. Olho para trás e vejo tudo isso em movimento sinto a vibração no ar e fotografo com câmara invisível um mundo de irresponsabilidade ao qual não pertenço mais.

Foi um segundo apenas, retenho o retrato na mente, nítido, desapiedosamente claro, depois aos poucos a realidade o destrói, segura minha mão me leva embora, não me deixando nunca mais olhar para trás.



eley passarelli


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