Politicas educacionais e o desempenho escolar na rede publica de eldorado dos carajáS


– ANALISE E DISCUSSÃO DA PESQUISA



Baixar 57,49 Kb.
Página4/6
Encontro01.03.2020
Tamanho57,49 Kb.
1   2   3   4   5   6
3 – ANALISE E DISCUSSÃO DA PESQUISA
O presente estudo foi realizado a partir de levantamentos de dados fornecidos pela Secretaria Municipal de Educação de Eldorado dos Carajás-PA e de pesquisas bibliográficas, buscando uma analise quantitativa das variáveis na qualidade do ensino do município.

Eldorado dos Carajás-PA tem aproximadamente 38 mil habitantes 19 anos de criação contam com quase 11 mil alunos na rede de educação básica, o mesmo oferece o ensino infantil, ensino fundamental de 1º ao 9º ano e 1ª a 4ª etapas da educação de jovens e adultos. A implantação do ensino fundamental de noves anos não trouxe grandes avanços na qualidade do ensino do município.

De acordo com os dados obtidos na Secretaria Municipal de Educação através de avaliações do ensino aprendizagem dos alunos do município obteve-se o seguinte resultado: nas disciplinas de Português e Matemática os alunos de 1º ao 5º ano 15% estão em nível critico e 48% em nível intermediário, o IDEB do município é considerado baixo em 2010 foi de 2,3%. O município desenvolve varias ações educacionais nas escolas como aulas de reforço, Programas de ações voltadas para adolescentes que se encontram muito atrasados nos estudos e ainda programas de aceleração nos estudos, mais mesmo assim há maioria desistem ou vão embora do município.

Conforme a coordenação de ensino do município vários problemas estão presentes na educação local principalmente o grande número de evasão escolar, os resultados negativos na aprovação de alunos que se encontram no 5º ano do ensino fundamental, outro problema enfrentado é a dificuldade de alunos do 6º e 7º ano que não sabe ler e escrever com habilidades as quais exigem o grau de ensino.

Vale ressaltar que a grande barreira na educação do município é falta de organização do ensino, formação adequada para os professores, programas de fortalecimento do ensino, com ações pedagógicas e áudio visuais de boa qualidade para os educandos. A avaliação está resumida a datas, números e personagens, tal pressuposto não leva ao aprendiz numa perspectiva libertadora e construtiva.
“... destacamos que a avaliação deve ser conscientemente vinculada à concepção de mundo, de sociedade e de ensino que queremos, permeando toda a prática pedagógica e as decisões metodológicas. Sendo assim, a avaliação não deve representar o fim do processo de aprendizagem, nem tampouco a escolha inconsciente de instrumentos avaliativos, mas, sim, a escolha de um caminho a percorrer na busca de uma escola necessária.” (www.educacional.com.br)
É de responsabilidade do educador se conscientizar que a sua formação está além de medir capacidade, devem se sentir facilitadores da inserção do homem na sociedade de forma lógica, consciente e inteligente. Para isso é necessário mudar o conceito de que a avaliação é simplesmente uma promoção, de promover o aluno de uma série para outra. O aluno é promovido ou não de acordo com o aproveitamento alcançado nas matérias.

Ao acompanharmos à maneira como os alunos aprendem, torna-se evidente a importância da continuidade cultural entre a escola e as famílias. O aluno aprende assimilando a informação pela experiência direta com pessoas e objetos, ou seja, professores, pais, colegas, livros, programas de televisão e internet. Essa informação é incorporada nas suas estruturas mentais modificando-as, tornando-as mais complexas e abrangentes. É o desejo de adquirir sentido, de tentar compreender que leva o aluno a aprender.


“A criança, no seu processo de formação humana, é um “embrião” humano. A sala de aula é “útero social” da produção humana, ou então a ecologia imediata, garantidora de sua educação básica. A escola constitui-se no “corpo”, no qual se gesta a condição humana, ou então a ecologia imediata, com sua proposta educativa, seu projeto político-pedagógico, sócio-historicamente significativo e relevante, pedagogicamente integrado e integrante. A comunidade, o município, a região, o estado, o país e o mundo são ecologia do entorno, que vem se construindo como sociedade do conhecimento.” (WITTMANN, 2010 P. 86)
No município de Eldorado dos Carajás/PA, não é diferente dos demais do Brasil a fora. Confrontados com grandes descontinuidades entre a casa e a escola, incapazes de compreenderem a cultura escolar e de aplicarem as suas experiências passadas aos novos contextos, os educandos rejeitam ou ignoram as novas informações. Quando isso acontece, a comunidade escolar cria condições para que os alunos rejeitem a cultura escolar. Essa rejeição pode assumir várias formas: indisciplina, violência, abandono, passividade e resignação. Seja qual for à forma assumida pela rejeição, os sinais de rejeição devem ser interpretada pelo professor, cabendo-lhe traçar um plano de ação que inclua a comunicação com os pais.

Com o mundo globalizado, os professores do município em questão não têm visão de mundo, o conhecimento ainda está bem distante da realidade, e se observa e se constata que essa fonte de formação humana não está atingindo como deveria ser. As dificuldades apresentadas são inúmeras, e diante disto se constata que essa fonte de formação é totalmente paradoxo, pois em vez de evolução percebemos uma contextualização fragmentada. De acordo com visão agravante, o que se percebe também é que especialistas educacionais estão parados no tempo, sem motivação e que muitas vezes percebe o problema, mas, não conseguem estabelecer uma relação direta entre o processo educativo desenvolvido em sua escola.


“A hipótese é que crianças e jovens com dificuldade de aprendizagem podem ser beneficiados com uma intervenção familiar, que lhes possibilite sair da posição portadora do sintoma para a construção de uma nova relação com o saber. Pois, penso que seja qual for à etiologia da dificuldade de aprendizagem (neurológica, emocional, cognitiva ou genética), o grupo familiar é fator decisivo para a condução e/ou resolução da situação.” (POLITY, 2001 p. 16).

Os tempos agora são outros, sem dúvidas esse contexto é pensado por questões de diferentes naturezas, essa é uma consequência da nova estruturação social, no qual as conquistas femininas de igualdades levam a mulher a assumir seu espaço no mercado de trabalho equiparando-se ao homem, tomando a figura paterna fragilizada e, muitas vezes, insistente, como nos casos em que a mulher assume a maternidade como produção independente. Consequentemente, grande parte das famílias atuais é chefiada pelas mulheres e essa é a estrutura dessas famílias.

Pensando assim, tratar as famílias de hoje da mesma forma que os de outrora exigindo delas as mesmas responsabilidades e atribuições de então. Seria agir “diacronicamente, sem sintonia com a realidade atual.” A ausência da figura paterna é muito frequente e está associada á falta de limite e ao desenvolvimento de padrões alterados de conduta.
“[...] tem por objeto suscitar e desenvolver na criança certo número de estudos físicos, intelectuais e morais reclamados pelas sociedades políticas no seu conjunto e pelo meio especiais a que a criança, particularmente se destina”.( DURKHEIM, 1995, p.71)
Sabe-se que esta pesquisa sirva de parâmetro para elaboração de outras, pois a mesma apresenta uma reflexão muito importante sobre o assunto estudado, pensar em educação é pensar no futuro do homem em relação a sua formação física, moral e intelectual; como relata o sociólogo Durkheim, quando disse:

Na construção do conhecimento a formação de professores críticos e reflexivos, intelectuais engajados e capacitados para a construção da cidadania na sala de aula, é desafio emergente e imprescindível em qualquer tentativa consequente da transformação da escola. Deve servir, sobretudo para que professor e alunos situam-se conscientemente no mundo, além de conhecer de maneira crítica o seu viver pessoal e coletivo. O professor deve estar sempre refletindo sobre a prática e sobre a proposta teórica e inovadora. Conforme Libâneo:

“[...] O professor deve empenhar-se para que os alunos a comportar-se tendo em vista o interesse de todos ao mesmo tempo em que presta atenção às diferenças individuais e às peculiaridades de aproveitamento escolar”. (LIBÂNEO 1994, p.159).
É coerente quando o autor fala que levar à vinculação do aluno ao trabalho coletivo é de suma importância, pois o mesmo está se socializando uns com os outros e assim acontece a interação de um grupo, pois a educação é uma empreitada coletiva, buscar caminhar juntos. Assim afirma MOLINA:
“É a explicitação de uma decisão política, que pode assumir a forma de uma ação pessoal e também organizar e motivar a formação e ação de grupos. Situações que ocorrem no contexto da escola e constroem as diferentes condições contextuais do exercício docente ao mesmo tempo em que, em certa medida, reafirmam possibilidades e desafios para a gestão democrática da escola.”
O que está em questão, é uma formação que ajude o aluno a transformar-se num sujeito pensante, de modo que aprenda a utilizar seu potencial de pensamento através de meios cognitivos de construção e reconstrução de conceitos, habilidades, atitudes, valores. Discutir-se investir numa acordo bem-sucedido na assimilação consciente e ativa desses conteúdos desenvolvendo capacidades cognitivas e afetivas pelos educandos apontando para a formação de pensamentos e estruturas próprias, ou seja, órgãos conceituais na busca de conhecimentos, mediante a condução pedagógica do educador que disporá de práticas de ensino propositadas e metódicas na promoção do "ensinar a aprender a pensar.




Compartilhe com seus amigos:
1   2   3   4   5   6


©psicod.org 2020
enviar mensagem

    Página principal
Universidade federal
santa catarina
Prefeitura municipal
processo seletivo
concurso público
conselho nacional
reunião ordinária
prefeitura municipal
universidade federal
ensino superior
Processo seletivo
ensino fundamental
Conselho nacional
terapia intensiva
ensino médio
oficial prefeitura
Curriculum vitae
minas gerais
Boletim oficial
educaçÃo infantil
Concurso público
seletivo simplificado
saúde mental
Universidade estadual
direitos humanos
Centro universitário
Poder judiciário
saúde conselho
educaçÃo física
santa maria
Excelentíssimo senhor
assistência social
Conselho regional
Atividade estruturada
ciências humanas
políticas públicas
catarina prefeitura
ensino aprendizagem
outras providências
recursos humanos
Dispõe sobre
secretaria municipal
psicologia programa
Conselho municipal
Colégio estadual
consentimento livre
Corte interamericana
Relatório técnico
público federal
Serviço público
língua portuguesa