Pesquisa & Desenvolvimento


Controle biológico de pragas e doenças do coqueiro



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Controle biológico de pragas e doenças do coqueiro

Considerada uma das culturas de importância para a economia do Estado de Alagoas, o coco faz parte do ecossistema agrícola produtivo dos seus Tabuleiros Costeiros e, na cadeia produtiva, fornece matéria prima para as indústrias locais, gerando rendas para suas populações. No entanto, a produtividade do coqueiro no Estado corresponde a cerca de 28 cocos por planta, por ano, considerada muito baixa em relação ao seu potencial médio anual por planta de 80 frutos para o coqueiro gigante, 150 frutos para o híbrido e 200 frutos para o anão.

Ações de pesquisa executadas em Alagoas identificaram e priorizaram, dentre os problemas que causam prejuízos à produtividade dos coqueirais alagoanos, as pragas e doenças, cujo desafio pela busca de soluções foi atendido pelo Laboratório de Fitopatologia da UEP de Rio Largo. No período de 1999 a 2002, foram desenvolvidas atividades de pesquisa voltadas para a solução das demandas identificadas .

No coqueiro, a Broca-do-olho (Rhynchophorus palmarum), considerada como uma das importantes pragas da cultura, é vetora do nematóide Bursaphelenchus cocophilus, agente causal de uma doença mortal para esta Palmácea: o Anel vermelho, que também é responsável por números significativos de perdas de plantas nas propriedades, a exemplo do que ocorre nos coqueirais da região Norte do Estado.

Como ação de pesquisa, foi recomendado o controle biológico da coleobroca através de armadilhas de captura e pelo emprego do fungo Beauveria bassiana (o seu inimigo natural), como biocida. Trata-se de uma tecnologia desenvolvida pela Embrapa Tabuleiros Costeiros e difundida pela UEP de Rio Largo, considerada eficiente na redução populacional da Broca-do-olho do coqueiro, de aplicação prática e de baixo custo. Em 2001, esta tecnologia foi introduzida em Alagoas, em sete propriedades e, com a parceria do SEBRAE-AL e a Associação de Produtores de Coco de Alagoas-PROCOCO, foi transformada em um projeto de maior alcance social, objetivando atender a pequenos e médios produtores de coco distribuídos ao longo das regiões Norte, Centro e Sul da faixa litorânea do Estado.

Os resultados alcançados nas propriedades atendidas, evidenciaram a flutuação populacional do Rhynchophorus palmarum, o aumento na captura de insetos infectados pelo Beauveria bassiana e o aumento, em mais de 100%, do número de insetos capturados quando o abacaxi foi utilizado em substituição à cana-caiana, isca atrativa de uso comum na região.




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