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Uso da biotecnologia na identificação, seleção e conservação de germoplasma de cana-de-açúcar



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Uso da biotecnologia na identificação, seleção e conservação de germoplasma de cana-de-açúcar

Os ganhos de produtividade da cana-de-açúcar, alcançados nas duas últimas décadas, têm sido creditados, principalmente, à substituição de variedades tradicionais por outras mais produtivas. A identificação e seleção de novas variedades de cana-de-açúcar, usando os métodos clássicos de melhoramento, tem sido muito oneroso em função do longo período de avaliações de campo, ainda correndo o risco de se liberar variedades que solucionam problemas que não têm mais a mesma importância de quando se iniciou o processo de seleção.

Os Bancos de Germoplasma são considerados parte integrante em qualquer programa de melhoramento genético. Para sua manutenção, ao nivel de campo, além de apresentar um elevado custo há, também, o inconveniente de renová-lo, ano após ano. Por outro lado, o Banco de Germoplasma in vitro, constitui uma alternativa vantajosa pela redução dos custos e conservação do estado fitossanitário das plantas.

A UEP de Rio Largo, em cooperação técnica com o Laboratório de Biotecnologia da UFAL, desenvolveu uma metodologia para a conservação in vitro de germoplasma de cana-de-açúcar utilizando-se, como material vegetal, gemas apicais das variedades RB 72454, RB 83102, RB 842021 e RB 8495, oriundas do Banco de Germoplasma do Programa de Melhoramento Genético da Cana-de-açúcar do Centro de Ciências Agrárias da UFAL.

Para atingir os objetivos deste programa, foram realizados três experimentos com o intuito de avaliar o efeito da temperatura, de reguladores osmóticos e de inibidores de crescimento, na conservação e viabilidade de explantes de cana-de-açúcar, cultivados in vitro. Os resultados mostraram o efeito positivo da diminuição da temperatura e da utilização da sacarose como regulador osmótico na manutenção da viabilidade dos explantes conservados in vitro. O uso do ácido abscísico na concentração de 1 mg por litro foi essencial para manter os explantes em crescimento mínimo por 52 semanas. Os melhores resultados mostraram que os explantes permaneceram viáveis após um ano de cultivo sem necessidade de serem subcultivados.
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