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Tecnologias para o controle de pragas e doenças



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Tecnologias para o controle de pragas e doenças

Entre os fatores responsáveis pelos baixos rendimentos da cana-de-açúcar, em Alagoas, salientam-se as doenças e, entre elas, destacam-se mais as nematoses. Estas doenças afetam a cultura em todos os estádios de crescimento, cuja intensidade varia em função da localização da lavoura, da cultivar utilizada e das condições climáticas predominantes. A Pratilencose da cana-de-açúcar vem se agravando, principalmente, pelo plantio, nas mesmas áreas, de variedades suscetíveis. Dada a sua grande capacidade de sobrevivência, os nematóides das lesões são, em geral, de difícil controle.

O uso de variedades resistentes aos patógenos é o meio de controle mais eficiente e adequado ao produtor, pois além de sua fácil adoção é, economicamente, viável. Para que tal medida de controle possa ser adotada, torna-se necessário o conhecimento do comportamento das variedades em relação as espécies de Pratylenchus fitoparasitas de importância para a cultura da cana-de-açúcar. Desta maneira, projetos foram executadas e estão em desenvolvimento, no sentido de encontrar soluções técnicas e economicamente viáveis para a solução do problema.

O Raquitismo da Soqueira, doença vascular da cana-de-açúcar causada pela bactéria Leifsonia xyli subsp. xyli, que impede o desenvolvimento da socaria e pode responder por significativas quedas de produtividades da cultura, foi motivo de projeto de pesquisa conduzido pela UEP de Rio Largo, em parceria com as Usinas Santa Clotilde e Reunidas Seresta S/A localizadas, respectivamente, nos municípios de Rio Largo e Teotônio Vilela.

Diagnosticada a presença da doença em canaviais alagoanos, o projeto teve o objetivo de selecionar variedades de cana-de-açúcar com reação de resistência à bacteriose, utilizando cana-sementes sabidamente infectadas e tratadas, hidrotermicamente, a 52,5ºC, por 30 minutos. Resultados obtidos na Usina Seresta evidenciaram, em termos de produtividade, as RB’s 5113, 645, 5035, 624, 160, 5463 tratadas e não tratadas e a RB 102, quando não tratada, cuja significativa produção alcançada, hipoteticamente, deveu-se a mortalidade de gemas da parcela tratada quando no uso do tratamento térmico. As variedades SP 1011 e 2313, tratadas e não tratadas, apresentaram, também, produções altamente significativas.

Na Usina Santa Clotilde, foram, também, selecionadas, pelas produtividades alcançadas, a RB 160, tratada e não-tratada, e as RB’s 101 e 3710, quando tratadas, apenas, termicamente.

Já nos estudos avaliativos de diferentes tratamentos térmicos sobre a variedade indicadora de suscetibilidade ao Raquitismo da Soqueira, a variedade Co 997, pré-inoculada com a bactéria Leifsonia xyli subsp. xyli , ambos os tratamentos, o de longa duração (52,5ºC por 120 minutos) e o de curta duração (52,5ºC por 30 minutos), pré-embebido e não embebido, com água, por 24 horas, quando comparados à testemunha não tratada, termicamente, o resultado obtido não mostrou diferenças significativas de produção entre eles, concluindo, também, que a pré-embebição com água não influenciou em ganhos de produção.

Manejo de água, solo e planta
Influência do gotejamento e do espaçamento na disponibilidade de água e na distribuição de raízes no solo

A oscilação anual dos níveis pluviométricos no Nordeste brasileiro e a concentração das chuvas em cinco a seis meses do ano fazem com que a prática da irrigação seja determinante para garantir a competitividade da produção da cana-de-açúcar nesta região do Brasil. Trabalhos de cooperação técnica entre a Embrapa Tabuleiros Costeiros, a Usina Seresta e a Cooperativa Regional dos Produtores de Açúcar e Álcool de Alagoas avaliaram o efeito de lâminas de água (3 mm/dia, 4,5 mm/dia e 6 mm/dia), aplicadas por gotejamento enterrado, e diferentes espaçamentos entre linhas (1,0 m, 1,5 m e 1,4 x 0,6 m) na disponibilidade de água, na distribuição de raízes e na produtividade da cana-de-açúcar.

Os resultados mostraram que a irrigação promoveu um aumento médio de 6,4 vezes na quantidade de água disponível no perfil, quando lâminas fixas foram utilizadas. Quando passaram a ser variáveis, eqüivalendo a 100%, 75% e 50% da evapotranspiração x Kc da cana-de-açúcar, a água disponível no solo apresentou valores 1,9; 1,7 e 1,8 vezes maiores nas áreas irrigadas, quando comparados à área de sequeiro. Por outro lado, ocorreu uma diminuição da densidade de comprimento de raízes nas áreas irrigadas, em relação ás áreas de sequeiro, tanto para a cana planta, como para a socaria. A maior quantidade de raízes no sequeiro, não se traduziu em maior produtividade, indicando, assim, que esse efeito pode ser um comportamento de ajustamento do sistema radicular da cana em resposta a um ambiente menos favorável.

A irrigação influenciou a produtividade da cana-planta, obtendo-se níveis de 101,1; 100,1 e 110,5 t/ha de cana sob irrigação e 62,5; 59,5 e 59,5 t/ha sob sequeiro, para os espaçamentos de 1,0m; 1,5m e 1,4 x 0,6m, respectivamente. No entanto, os espaçamentos, em cada sistema, não se mostraram diferentes, em relação à produtividade.

Na socaria, houve aumento, também, de produtividade, nas áreas irrigadas, sendo os índices iguais a 96; 90,8 e 84t/ha, para as lâminas de 100; 75 e 50% , respectivamente, e 58 t/ha para a área de sequeiro.




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