Perspetiva behaviorista de John Watson e o seu contributo para a psicologia



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Encontro19.05.2018
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Reflexão pessoal: Perspetiva behaviorista de John Watson e o seu contributo para a psicologia

John Watson foi um psicólogo americano, que teve um importante papel na criação da psicologia científica e foi também o fundador da corrente behaviorista.

Watson estudou algumas das descobertas de Ivan Pavlov, que tinham por base os estímulos e as respostas nos comportamentos animais e conseguiu concluir que o comportamento humano é semelhante ao comportamento animal.

Assim, em 1912 Watson criou uma corrente, dentro da psicologia, intitulada de Behaviorismo, que defende que a psicologia deve ter como principal objetivo o estudo do comportamento de um organismo em interação com o ambiente.

Em 1913, este psicólogo publicou um artigo de nome “A psicologia de uma perspetiva Behaviorista”, que tinha como principal tese que a ciência devia basear-se nos comportamentos observáveis e não nos processos mentais. Estes comportamentos são a resposta (R) de um indivíduo a um estímulo (E). Estímulo (E) é um conjunto de excitações que atuam sobre um organismo e a resposta (R) será tudo o que o organismo faz como reação, ou seja, as suas reações físicas. Nesse artigo, Watson desprezou o papel da hereditariedade na construção de uma personalidade, dizendo que apenas a experiência, os fatores sociais e educativos nos influenciam.

O desenvolvimento individual é um processo gradual que se vai modificando ao longo do tempo conforme a experiência e os estímulos do meio exterior que atuam sobre cada um de nós.

Para Watson, nós somos o que fazemos e o que nós fazemos é o que o meio nos faz fazer, como é explicitado no seguinte texto: “Dêem-me uma dúzia de crianças sadias, bem constituídas e a espécie de mundo e a espécie de mundo que preciso para as educar, e eu garanto que, tomando qualquer uma delas ao acaso, prepará-la-ei para se tornar uma especialista que eu selecione: um médico, um comerciante, um advogado e, sim, até um pedinte ou ladrão, independentemente dos seus talentos, inclinações, tendências, aptidões, assim como da profissão e da raça dos seus antepassados.”

Deste modo é possível afirmar que John Watson é considerado o “pai da psicologia científica” ao demarcar-se de forma radical de toda a psicologia tradicional. É com Watson que se dá a rutura com a psicologia introspetiva.

Dada como exposta a perspetiva Behaviorista de John Watson, vou prosseguir com a minha opinião afirmando que concordo com a teoria deste psicólogo. Watson provou que o ser humano é o fruto da sua experiência e das suas influências quer sociais quer educativas. Este psicólogo teve a sua principal contribuição na defesa de uma ciência do comportamento, totalmente objetiva.

Um exemplo onde a hereditariedade não influencia o comportamento humano, mas sim os fatores do meio exterior o influenciam é quando uma criança tem uns pais alcoólicos e, no entanto, quando cresce é completamente contra a ingestão de bebidas alcoólicas, devido ao sofrimento que lhe foi causado pelo que presenciou com os pais.

Um outro exemplo pode ser uma criança de pais biológicos judeus que foi adotada por um casal de católicos, a educação que lhe é dada é com base em princípios católicos, logo a criança tem muito mais probabilidade de seguir a religião católica.

Concluo assim dizendo que nós somos produtos do meio mas no entanto em maior parte das situações somos livres de tomar as nossas próprias decisões com base na experiência e nas nossas vivências, somos assim responsáveis pelos nossos atos, ou seja, o meio condiciona-nos fortemente mas não é desculpa para determinadas atitudes. A teoria behaviorista erra quando defende que vivemos num universo determinista e assim acaba por justificar determinados erros, ou seja, se não somos livres acabamos por consequência por não ser moralmente responsáveis pelos nossos atos. Assim se um indivíduo é criminoso, não o é por opção de vida ou por uma escolha livre e consciente, pois houve todo um conjunto de processos de influência que levou a pessoa a ser criminosa. Logo, os criminosos não têm de ser presos e castigados, nem há propriamente necessidade de tribunais. De acordo com Watson, têm de ser reeducados. Esta forma de pensar acaba por não ser a mais correta, não fazendo sentido algum, devemos admitir que o meio exterior influencia as nossas decisões mas não utilizá-lo como desculpa universal para todos os erros cometidos.



Bibliografia

ABRUNHOSA,Maria;Leitão,Miguel(2013) Psicologia B-vol1-12 ano. Lisboa:ASA

http://psicdesnv.webnode.com.pt/temas/personalidades/john-watson/

http://pt.wikipedia.org/wiki/JohnB.Watson



Carolina Barbosa 12ºA


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