Perfil e motivaçÃo do investidor anjo no brasil



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IMPULSIONANDO O TAKE-OFF DA INOVAÇÃO NO BRASIL:

O INVESTIDOR ANJO

Antonio José Junqueira Botelho

NEP Gênesis, Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro-PUC Rio

Daniela de Albuquerque Lima Didier,

NEP Gênesis, PUC Rio e Universidade Federal Fluminense-UFF

Nelson Hochman

NEP Gênesis, PUC Rio

Martius Vicente Rodrigues y Rodrigues,

UFF
ABSTRACT

Crescentemente paises emergentes como o Brasil se veem pressionados a perseguir uma estratégia para o crescimento centrado no empreendedorismo e na inovação tecnológica radical. No contexto da globalização, o estabelecimento de uma estratégia centrada na inovação demanda rapidez e eficiência na criação e o crescimento de pesquenas empresas inovadoras (PEIs). Mecanismos de financiamento e instrumentos de apoios tradicionais não são capazes de fazer face à esse desafio. O insvetidosr anjo por sua contribuição financeira e de capital social a PEI joga aqui um papel crítico. Esse trabalho apresenta uma caracterização do investidor anjo nos paises desenvolvidos e a evolução do papel, perfil e motivação do investidor anjo no Brasil nos últimos anos, argumentando sua sua importância na superação do desafio da inovação.


1. Introdução

Ao longo da última década, a intensificação da problemática do crescimento econômico nos paises desenvolvidos face à competição de paises emergentes com baixos custos salariais e significativo nível de competências básicas de recursos humanos alçou a inovação tecnológica ao topo da agenda econômica nesses paises [OECD 2001]. Os crescentes ganhos de produtividade dos Estados Unidos ao longo da década de noventa, e divergência destes e de sua taxa de crescimento da grande maioria dos paises da OECD, principalmente da União Européia e Japão, levaram à busca de um entendimento das fontes do crescimento norte-americano. Nesse quadro, a inovação tecnológica emergiu como uma fonte critica para o crescimento, principalmente aquela inovação tecnológica dita radical (em contraponto à inovação incremental) gerada a partir de pequenas empresas inovadoras [Verspagen, 2001]. A problemática de crescimento se tornou em grande medida, e de forma simplificada, então, como gerar e fazer crescer pequenas empresas inovadoras capazes de criar novas indústrias com elevado valor adicionado ou ainda de dinamizar indústrias maduras em direção a captura de nichos e faixas de produção de alto valor adicionado.

O foco na formulação de políticas públicas que buscam o crescimento alicerçado na inovação tecnológica (radical) se voltou para uma visão baseada no empreendedorismo (tecnológico) e na dinamização do processo da cadeia de inovação que induz e permeia o surgimento e crescimento das PEIs. Essa visão emergente, ainda amorfa e desconexa em seus objetivos e componentes, toma emprestado elementos da perspectiva evolucionista [Nelson and Winter 1982, Winter 2006], ao focar a importância da seleção e da empresa como geradora e carreadora de inovações (originadas de invenções geradas em laboratórios universitários ou governamentais); da perspectiva institucionalista [Hollignsworth 2000; Owen-Smith, Riccaaboni, Pammoli and Powel, n.d.], ao reconhecer a importância crítica de instituições e sua dinâmica (inclusive os sistemas de incentivos decorrentes das interações interações intitucionais, como percebidos por inventores e empreendedores de PEIs) em diferentes níveis organizacionais e espaços geográficos para levar uma idéia da invenção à inovação; e da perspectiva de gestão por opções [Seeley Brown and Teisberg, 2003] associada à análise de crescimento de PEIs no marco analítico do risco e oportunidade [Branscomb and Auerswald, 2001]. Finalmente, um política de inovação deve ser voltada para instrumentos facilitadores de interações que levem ao aprendizado conjunto dos atores e instituições envolvidas.

Poderia se argumentar que paises emergentes não tem a mesma premência de inovação do que os paises avançados e que para relançar ou aumentar a taxa de crescimento é suficiente melhorar as taxas de difusão tecnológica e aprendizado entre as empresas ou gerar e adensar redes de cooperação a fim de aumentar os spillovers de comhecimento (Cimolli et alli, Seminário; Yoguel et alli, Seminário). Não se disputa da continuada importância dessas estratégias e mesmo de seu reforço para a sustentabilidade do crescimento de paises emergentes principalmente na América Latina. Entretanto, ao longo da última década países como o Brasil têm tido dificuldade em sair dos patamares de crescimento alcançados nesse período, que tem se mostrado consistentemente inferiores aos da economia mundial, sem mencionar dos paises emergentes líderes como China e Índia. A taxa média de crescimento da economia brasileira no período 1995-2002 foi de 2,3% e no período mais recente de 2003 a 2005 foi de 2,6% , inferior à média mundial de 3,6% e 4,5%, respectivamente; e bem inferior a outros grandes paises emergentes como China (9,9%) e India (7,1%). No plano da inovação tecnológica Brasil também tem ficado para trás. É o país entre os emergentes que teve o menor crescimento no seu número de patentes em 2004 (WIPO na Veja). E nos últimos 10 anos enquanto as exportações de produtos industrializados para a China cairam de 85% para 50% do total das exportações, as importações da da China de produtos de alat tecnologia e de baixa tecnologia cresceram respectivamente 350% e 185%. (IPEA)

A globalização tem acelerado o ritmo da inovação tecnológica e também sua difusão.O aumento do ritmo faz com que o tempo da invenção à inovação tem diminuido e a competição para gerar empresas a partir de invençõs tecnológicas se torna cada dia mais acirrada. A aceleração da difusão causou uma compressão no time to market de forma que PEIs nas suas fases iniciais de crescimento (start up) nos paises desenvolvidos buscam sua internacionalização rapidamente, seja através de abertura de filiais ou aquisição de empresas semelhantes nos mercados alvos. Desta forma start-ups ‘atrasadas ‘no time to market em paises emergentes, acabam por não capturar todo o valor potencial das tecnogias desenvolvidas e deixam de transformá-las em inovações radicais ou de explorar outros modelos de negócios ou mercados para suas tecnologias.

Nesse contexto de globalização em que a inovação tecnológica incorporada na PEI assume uma importância cada vez mais crescente paar paises emergentes como o Brasil, a aceleração do crescimentode PEIs em seus estágios inicais se torna crítico. Por exemplo, uma pesquisa sobre a atuação dos investidores anjo no Brasil analisada abaixo (Pesquisa 1) mostrou que os anjos tendem a investir mais freqüentemente (83%) no early stage das empresas emergentes. Com menor freqüência investem (46%) na

primeira etapa de expansão, com a idéia já provada porém sem lucros e (26%) na segunda etapa de expansão, quando a empresa supera seu ponto de equilíbrio e começa a gerar lucros. Considerando somente as etapas do early stage, 79% preferem investir nos dois primeiros anos de funcionamento da empresa (start-up), e 62% no momento de dar forma à idéia e começar a organizar-se (seed), com apenas 28% na etapa de pesquisa e desenvolvimento do produto ou serviço.

O capital de risco vem assim se tornando uma ferramenta crítica. E dentro do capital de risco o chamado capital de risco informal, o investimento anjo, assume um papel fundmental tendo em vista que apoio o crescimento das PEIs no seu take-off e, principalmente, proporciona a elas um capital social através de sua rede de relacionamentos e conhecimento do mercado, e um capital intelectual através de sua expertise tecnológica específica e experiência gerencial, ambas áreas de grande carência da PEI e sua equipe empreendedora.





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