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Anais do 2º Congresso Brasileiro de Extensão Universitária

Belo Horizonte – 12 a 15 de setembro de 2004


Percepção de Impactos Ambientais e Motivos de Adesão de Universitários ao Projeto Vivências, em Escalada

Área Temática de Educação


Resumo

O Projeto de Extensão “Vivências em Escalada” tem o propósito de proporcionar conhecimento sobre a escalada. Podem se inscrever na atividade qualquer pessoa da comunidade interna ou externa da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar), porém a pesquisa teve como sujeitos estudantes universitários da UFSCar (maioria dos inscritos). As atividades se desenvolvem predominantemente na parede de escalada da caixa d’água da UFSCar. As técnicas apresentadas aos inscritos são: “Boulder” e “Top-Rope” sendo que no final de cada semestre os participantes do projeto realizam uma excursão no Morro do Cuscuzeiro onde é obtido um maior contato com ambiente natural. Este estudo tem por objetivo investigar o(s) motivo(s) que levaram os estudantes a inscreverem-se no projeto e a respectiva percepção destes a respeito do possível impacto que o meio ambiente pode sofrer com as Atividades Físicas de Aventura na Natureza(AFAN’s) freqüentemente na mídia denominadas esportes radicais. Utilizou-se na pesquisa abordagem qualitativa, na qual os estudantes da UFSCar respondiam por escrito duas questões abertas. Os dados obtidos referentes aos motivos de adesão ao projeto e consciência ambiental dos participantes irão subsidiar o aprimoramento do desenvolvimento futuro do projeto visando tanto educação pelo lazer como educação para o lazer.


Autores

Flávio Idalírio de Lima Leite - Graduando em Educação Física

Luiz Gonçalves Junior - Doutor
Instituição

Universidade Federal de São Carlos – UFSCar


Palavras-chave: escalada; lazer; educação
Introdução e objetivo

O Projeto de Extensão “Vivências em Escalada” é desenvolvido na Universidade Federal de São Carlos (UFSCar) desde agosto de 2003 e tem o propósito de proporcionar conhecimento sobre a escalada – história, técnicas de escalada, tipos de escalada, procedimentos de segurança, equipamentos (mosquetões, corda, cadeirinha e freios) e fornecer subsídios para atitude autônoma e consciente em seu lazer, entendendo este como “veículo e objeto de educação” (MARCELLINO, 2000). Podem se inscrever no projeto qualquer pessoa da comunidade interna ou externa da UFSCar, desde que maiores de idade ou autorizados por seus pais ou responsáveis após assinarem um termo de responsabilidade antes de cada prática. Ressalta-se, no entanto, que quase a totalidade dos inscritos são jovens estudantes universitários.

As atividades teóricas e práticas do projeto de extensão “Vivências em Escalada” se desenvolvem predominantemente na parede de escalada da caixa d’água da UFSCar com equipamento do Centro Universitário de Montanhismo e Excursionismo (CUME), que é o responsável pela manutenção da mesma (acordo com a Prefeitura Universitária).

Nas sessões do projeto com participantes recém inscritos apresenta-se a citada parede de escalada, descreve-se as vias (rotas de escalada demarcadas por distintas cores que representam distintos graus de dificuldade) e comenta-se sobre os equipamentos de segurança básicos. Logo após é possibilitado um primeiro contato físico dos participantes com a parede de escalada, onde se realiza a princípio o “Boulder” (atividade de deslocamento em uma rocha ou em uma parede - em cimento ou madeira - no sentido predominantemente horizontal), o objetivo desta atividade é favorecer a autoconfiança, o desenvolvimento do equilíbrio (observação do centro de gravidade do corpo) e do posicionamento das mãos e dos pés no decorrer do deslocamento nas pedras fixadas (naturais ou de resina) na parede.

Após algumas sessões, a depender do desenvolvimento de cada um no “Boulder”, o participante é orientado para realizar o “Top Rope” (consiste em escalar uma rocha ou parede - em cimento ou madeira, no sentido predominantemente vertical, sendo na UFSCar uma caixa d´água em cimento, medido cerca de 22 metros de altura, sendo que no topo da mesma é fixada a parte central de uma corda, uma das extremidades na cadeirinha do participante que irá escalar verticalmente com intuito de atingir o topo, e a outra extremidade da corda fica junto ao monitor para que este faça a segurança do praticante, recolhendo gradualmente a corda para si, evitando queda acentuada do participante em caso de deslize ou perda da garra).

Ao final de cada semestre os alunos inscritos no projeto realizam passeio no Morro do Cuscuzeiro, localizado na cidade de Analândia (distante 60 quilômetros de São Carlos e 200 quilômetros da cidade de São Paulo) para conhecerem melhor a escalada em rocha e terem, após o período de treinamento na superfície artificial da caixa d´água, real contato com “Atividades Físicas de Aventura na Natureza”(AFAN’s). Assim, de forma segura realiza-se o passeio que envolve além da escalada, caminhada e banhos de rio e/ou cachoeira em um ambiente natural. Outros passeios em contato em meio a paisagens naturais são propostos pelo CUME e eventualmente se efetivam com participação dos inscritos no “Vivências em Escalada”.

O monitor responsável pela condução das atividades do citado Projeto de Extensão, necessariamente é membro do CUME e aluno do curso de Educação Física da UFSCar. A participação de graduando do curso de Educação Física na monitoria do projeto possibilita contato com atividades diferenciadas de lazer, denominadas, de acordo com BETRÁN (2003) “Atividades Físicas de Aventura na Natureza” (comumente chamadas “Esportes de Aventura” nos meios de comunicação de massa), favorecendo contato profissionalmente orientado com atividades ainda pouco exploradas no meio acadêmico. Além disso, o projeto e seus encaminhamentos são discutidos nas reuniões de orientação e do Núcleo de Estudos de Fenomenologia em Educação Física visando realização de estudos sistematizados sobre a extensão universitária em questão.

O objetivo deste estudo é verificar junto aos estudantes da UFSCar participantes do projeto de extensão “Vivências em Escalada” o(s) motivo(s) que os levaram a freqüentar a citada extensão e sua percepção de possíveis impactos ambientais quando do desenvolvimento de Atividades Físicas de Aventura em meio a ambientes naturais. Tais dados irão subsidiar o aprimoramento no desenvolvimento futuro do projeto visando tanto educação pelo lazer como educação para o lazer.


Metodologia

Utilizou-se questionário estruturado de corte qualitativo, com duas questões abertas, junto a 16 estudantes da UFSCar participantes do projeto de extensão “Vivências em Escalada”, vinculado ao Programa Esporte Para Cidadania, ofertado pelo Departamento de Educação Física e Motricidade Humana da Universidade Federal de São Carlos. Salienta-se que embora o citado projeto de extensão seja aberto a comunidade em geral, os questionários foram entregues apenas aos estudantes universitários (predominantemente de cursos de graduação) da UFSCar, maioria participante do referido projeto e sujeitos desta pesquisa.

Responderam ao questionário, por escrito, os seguintes sujeitos: Ana Paula Zagueto (estudante de Artes: Imagem e Som); Andrei Feijo (estudante de Engenharia de Produção); Augusto César Cavalcanti (estudante de Artes: Imagem e Som); Bianca Haertel (estudante de Educação Física); Daniel Stroppa (estudante de Engenharia Física); Eduardo Belini (Pós-Doutorando em Engenharia de Materiais); Hugo Eiti (estudante de Educação Física); Monica Dias Teodósio (estudante de Educação Física); Pablo Alves Valim (estudante de Engenharia Civil); Paulo Roberto (estudante de Psicologia); Rafael Stroppa (estudante de Engenharia de Produção); Raphael Forghiarini (estudante de Educação Física); Raquel R. dos Santos (estudante de Biologia); Robison Quiterio (doutorando em Fisioterapia); Rodrigo Zauberas (estudante de Engenharia de Produção) e Victor Lage (estudante de Educação Física).

As questões versavam sobre: o(s) motivo(s)/objetivo(s) que o levou a inscrever-se na extensão; e 2) se na opinião do participante o ambiente sofre impactos com Atividades Físicas de Aventura. Sendo que as duas questões solicitavam comentários/explicações complementares.

Salienta-se que, de acordo com NEGRINI (1999) em pesquisas de natureza qualitativa não há preocupação com generalização, busca-se antes uma compreensão originada na descrição dos sujeitos.

Para além da dicotomização entre quantitativo-qualitativo, o fundamental é ficar claro que a análise dos dados coletados é que determinará seu caráter qualitativo ou quantitativo. Em outras palavras, quando estão presentes o quadro de referência, os valores, a visão de mundo, a não generalização dos resultados, a não neutralidade dos instrumentos e a subjetividade do pesquisador no processo de compreensão dos dados, estará presente a dimensão qualitativa de pesquisa (ANDRÉ, 1995).


Resultados e discussão

O lazer encarado como objeto de educação. O sociólogo Renato Requixa descreve a importância de ser o homem educado para racionalmente preparar para si mesmo uma arte de viver, para o autor a educação para o lazer consiste no aprendizado para o uso do tempo livre, J.V. Freitas Marcondes declara-se convencido da necessidade do trabalho, do lazer e da educação formarem um todo harmônico. Gilberto Freire coloca a necessidade da educação para o lazer.

O tempo disponível já é em grande parte ocupado, não se deve julgar o lazer pelo aspecto funcionalista, reduzir o lazer ao repouso e ao entretenimento. Faltam dados para a constatação da quantidade de tempo disponível da nossa população, o lazer é um veículo privilegiado de educação para a prática positiva das atividades de lazer é necessário o aprendizado, estímulo e iniciação para que haja passagem entre níveis menos elaborado para níveis mais elaborados, verifica-se pois um duplo processo educativo o lazer como veículo e como objeto de educação (o lazer entendido como instrumento e objeto de educação). O lazer como o veículo de educação, para considerarmos o lazer como veículo de informação é preciso considerar as potencialidades para o desenvolvimento pessoal e social das pessoas. As atividades de lazer permitem o desenvolvimento social pelo aprimoramento da sensibilidade pessoal, pelas oportunidades de contato primário e de desenvolvimento de sentimentos de solidariedade. O sociólogo Requixa aborda o alto potencial educacional que as atividades de lazer podem conter. Torna-se necessário uma educação para o lazer, que procure não criar necessidades, mas satisfazer necessidades individuais e socias. Há uma facilidade em se confundir educação pelo lazer e para o lazer sendo que existe uma tendência compensatória na consideração do lazer como veículo de educação , tendência essa presente na maioria dos autores que analisam as possibilidades da educação pelo lazer e que combina, e se encaixa bem, com a valorização “utilitarista do lazer”. Os aspectos educativos do lazer só possuem coerência ao considerá-lo como um dos campos possíveis de contra hegemonia. A Educação pelo lazer dar-se-ia numa perspectiva de “educação permanente’ que buscaria o desenvolvimento cultural. A educação permanente é vista dentro de uma visão compensatória do lazer como educação de adultos levada a efeito de tempo livre baseada na informalidade espontaneidade.

No que diz respeito ao(s) motivo(s)/objetivo(s) que levaram os participantes a inscreverem-se na extensão identificou-se 2 sujeitos que interessaram-se objetivando bem estar, como Rafael, que afirma buscar na atividade “desenvolvimento físico e psicológico, novas amizades” e Augusto que pretende “fazer novos exercícios e ficar com mais saúde”.

A participante Bianca entende que “A facilidade e a vontade foram os fatores principais para iniciar a atividade de escalada. Tentei uma vez e me identifiquei muito”.

Outros 3 estudantes motivaram-se a procurar o projeto em função das sensações que as AFANs despertam. É o caso de Raphael, para ele “a sensação que a escalada oferece ao praticante é inexplicável. É um esporte desafiante em que o praticante necessita se superar e enfrentar seu medos”. O mesmo ocorre com Hugo que diz gostar “muito de esportes radicais” ou de Victor que considera a “atividade muito interessante e prazerosa”.

4 universitários disseram ter procurado o “Vivências em Escaladas” pela “curiosidade para conhecer o esporte” (Raquel e Monica) e que apesar do interesse não tinham “tido a oportunidade de praticar” (Pablo) e “aprender a escalar” (Ana Paula).

Entre os sujeitos participantes 2 afirmaram ter recebido “influência de amigos” (Andrei e Eduardo).

Outros 3 estudantes (Daniel; Paulo e Rodrigo) informaram que a aproximação à atividade se deu pela possibilidade do contato com a natureza. Sendo que apenas Robison respondeu ser “pelo lazer”.

A segunda questão solicitava ao participante comentário/explicação se na opinião dele o ambiente sofre impactos com as Atividades Físicas de Aventura.

5 participantes (Mônica, Rafael, Raquel, Rodrigo e Robison) afirmaram que tais atividades acarretam impactos na natureza. Destaca-se destes comentário feito pela Raquel de que “no cerrado da UFSCar vários mamíferos pequenos já morreram atropelados por bicicleta. O pessoal que faz trilha as vezes não tem consciência ecológica e depredam a trilha sem contar que o transito de pessoas por um local antes não freqüentado e a instalação de equipamentos na vegetação modificam, de certa forma, o ambiente. São impactos mínimos, mas são impactos”. Rafael concorda e acrescenta que “mesmo adotando políticas de mínimo impacto, as pessoas responsáveis por tais atividades devem ter o bom senso de avaliar se a região explorada necessita de um tempo para a sua devida recuperação, para assim evitar a degradação permanente do local.”

Por outro lado 4 pessoas (Bianca, Hugo, Augusto e Paulo) acreditam que as AFANs não causam impactos relevantes no ambiente, relatando Bianca que “está é uma forma de integrar o homem e a natureza. Conhecendo as maravilhas do meio ambiente e seus benefícios, o homem preserva-o”.

Outros 7 sujeitos (Ana Paula, Andrei, Daniel, Eduardo, Pablo, Raphael e Victor) dizem que depende da consciência de cada praticante. Raphael entende que “enquanto houverem praticantes conscientes o ambiente está seguro. Acho que todo iniciante em Atividades Físicas de Aventura deve ter uma boa noção e conscientização do meio ambiente”. Victor diz acreditar depender “do profissionalismo e experiência dos envolvidos”.

Para MARCELLINO (1996), o lazer precisa ser entendido como um fenômeno cultural, gerado historicamente, e, portanto, não isolado do contexto sócio-econômico. Considera ainda, que o lazer, enquanto cultura vivenciada no tempo disponível pode assumir um caráter “revolucionário” e portador de duplo papel: veículo e objeto de educação. O estudo envolvendo a questão do lazer, requer uma abordagem enfocando os aspectos de tempo e espaço, uma vez que, são elementos que interferem na atitude dos sujeitos, sendo imprescindíveis para a compreensão da dimensão que o lazer vem assumindo, na sociedade contemporânea, particularmente neste estudo. MARCELLINO (1983) comenta que se as pessoas vivessem bem nas grandes cidades não haveria tamanhos congestionamentos por ocasião de vésperas de feriados prolongados, quando quase toda gente quer “fugir” em direção ao litoral ou interior dos estados. E, pode-se acrescentar, locais onde se concentram expressivamente paisagens naturais.

De acordo com LUCHIARI (2002) a mercantilização das paisagens naturais como áreas valorizadas para a organização da atividade turista tem alimentado proposta de desenvolvimento das comunidades locais ao mesmo passo que tem surgido entraves para a organização sociocultural e econômica desses grupos, impossibilitando muitas vezes a permanência dessas comunidades em suas territorialidades tradicionais. SENNETT (1997), analisando as experiências corporais do ser humano em cidades intensamente urbanizadas, tomando como objeto de estudo, desde a Atenas antiga até a contemporânea Nova York, nos permite refletir, como os “projetos arquitetônicos dos mais modernos edifícios” impõem à cidade uma fragmentação espacial e como, as ruas e avenidas “expressas”, tornam o espaço um local de “passagem”, imobilizando os “sentidos” e privando o corpo humano das sensações e da liberdade de movimentos, condicionando-os.

SENNETT (1997) também considera em sua obra, a questão do isolamento social e a falta de contato entre os corpos, enfatizado pelos modernos condomínios residenciais, que vendem a segurança enquanto qualidade de vida e encarceram os indivíduos nas suas casas. Assim, a reflexão acerca do corpo passivo e “anestesiado” pelo ambiente urbano, adquire uma conotação mais relevante nas sociedades modernas, nas quais, “tanto se privilegiam as sensações do corpo e a liberdade de movimentos” (p.15).


Conclusões

Com base na análise dos dados obtidos através das respostas aos questionários é possível concluir que os motivos determinantes na adesão ao projeto de extensão “Vivências em Escalada” são: busca de bem estar e desenvolvimento, contato com a natureza, curiosidade, desejo de conhecer novas pessoas, início da atividade por influência de amigos, pelo lazer e pelas sensações de desafio e superação que a escalada promove ao praticante.

Nesse sentido destaca-se recente estudo realizado por MUNHOZ & GONÇALVES JUNIOR (2004) que também constata a importância do Grupo Alpino Excursionista (GAE) e do Centro Universitário de Montanhismo e Excursionismo (CUME) na disseminação das Atividades Físicas de Aventura na Natureza na região; a existência de grande número de estudantes universitários (decorrência da existência de duas grandes universidades públicas na cidade: Universidade de São Paulo – campus São Carlos - e UFSCar) interessados em diferentes atividades; a diversidade de acidentes geográficos (cachoeiras, corredeiras, montanhas e cavernas) existentes nas proximidades de São Carlos; e o aumento acentuado de pessoas buscando atividades que proporcionam contato com a natureza, ratificando uma tendência mundial, demarcando novos comportamentos, dinâmicas e busca de novos estilos de vida.

No que diz respeito a percepção dos participantes do projeto acerca dos possíveis impactos que a natureza pode sofrer com as Atividades Físicas de Aventura na Natureza percebeu-se a existência clara de três distintos grupos: os que afirmam que o ambiente sofre com as Atividades Físicas de Aventura na Natureza; os que dizem que o mesmo não sofre impactos consideráveis ou até mesmo não sofrem impacto algum e aqueles que entendem que a ocorrência ou não de impactos e em distintos graus depende da consciência dos praticantes e/ou profissionais ligados as Atividades Físicas de Aventura na Natureza.

Tais dados serão úteis no sentido de reorientar/aprimorar o projeto no sentido de efetivamente contribuir no caminho indicado por MARCELLINO (2000) quando descreve o duplo aspecto educativo do lazer: veículo e objeto de educação.

Assim, na educação pelo lazer, é preciso considerar suas potencialidades para o desenvolvimento pessoal e social, tanto considerando o relaxamento e o prazer decorrentes da prática ou contemplação no lazer, como no sentido da compreensão da realidade, do reconhecimento das responsabilidades sociais, como é o caso da atenção a preservação das paisagens naturais e do desenvolvimento sustentável, que deverá ser mais bem trabalhado com os participantes do projeto em decorrência das características das AFANs e das respostas obtidas.

Por outro lado na educação para o lazer, ou seja, no aprendizado crítico para o usufruto do próprio lazer, possibilitar, como recomenda MARCELLINO (2000), a passagem de níveis menos elaborados para níveis mais complexos, possibilitando autonomia, autenticidade e seletividade em seu lazer, no qual o sujeito não se situe como mero consumidor alienado dos produtos da indústria cultural ou usufrua seu lazer apenas repousando para recuperação da força de trabalho.
Referências bibliográficas

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