Pedagogia do Esforço: Sete Crenças Educacionais em Análise



Baixar 30,08 Kb.
Página1/8
Encontro20.03.2018
Tamanho30,08 Kb.
  1   2   3   4   5   6   7   8



Pedagogia do Esforço: Sete Crenças Educacionais em Análise
Amâncio da Costa Pinto *
Esforço é acção, energia, intenção para se atingir um objectivo. O esforço é um termo frequentemente usado em psicologia do trabalho, mais raramente em psicologia da educação, onde de preferência é utilizado o conceito de motivação. Motivação e esforço são palavras relacionadas e partilham muitos aspectos em comum.

Neste debate a primeira tese que defendo é a seguinte: A aquisição do conhecimento escolar e a aplicação que deste conhecimento se faz mais tarde na vida (isto é, a memória do conhecimento) não são tarefas automáticas, a maior parte das vezes não são tarefas fáceis e quase sempre requerem um nível de esforço apreciável.

A psicologia cognitiva defende que a realização e sucesso escolar dependem em primeiro lugar da alteração do conjunto de crenças que os agentes de ensino são portadores, isto é, os alunos, os professores, a sociedade e o governo. Só depois do conjunto de crenças ter sido corrigido — ou a mente ter sido inicializada para usar uma expressão informática — é que será possível aplicar com maior sucesso as estratégias cognitivas à aprendizagem escolar. Das estratégias cognitivas falarei amanhã na conferência “Implicações escolares dos estudos de memória humana”, hoje vou abordar rapidamente um conjunto de sete crenças sobre a relação ensino-aprendizagem, umas mais implícitas e subtis outras mais generalizadas e conscientes.

A minha segunda tese é: Defender e partilhar as sete crenças seguintes inibe o esforço e a acção que a aprendizagem escolar requer.





Compartilhe com seus amigos:
  1   2   3   4   5   6   7   8


©psicod.org 2019
enviar mensagem

    Página principal