Pbl: Dá para sintetizar a nota de avaliação? Fábio Frezatti



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PBL: Dá para sintetizar a nota de avaliação?

*Fábio Frezatti

Universidade de São Paulo

Endereço: Av. Prof. Luciano Gualberto, 908, FEA 3, sala 226
Butantã, Cidade Universitária, CEP 05508 010
Telefones: (55 11) 3091-5820 - Ramais/Ext.: 157  ou 119 - Fax.: (11) 3091-5822

E-mail: frezatti@usp.br


Márcio Luiz Borinelli

Universidade de São Paulo


Daiana Bragueto Martins

Universidade Federal do Paraná


Márcia Maria dos Santos Bortolocci Espejo

Universidade Federal do Paraná



  1. Introdução

A avaliação no processo educacional é algo de suma importância. Permite à instituição, aluno e professor dispor de parâmetro para seu posicionamento e ações futuras. Mais do que isso, permite à instituição se avaliar e, eventualmente, se reposicionar. A abordagem pode captar diferentes perspectivas, variando ao enfoque conhecimento adquirido até chegar às competências aperfeiçoadas. Contudo, ao mesclar no conjunto de instrumentos de avaliação mecanismos para identificar o grau de conhecimento especificamente falando-se (Anderson & Krathwohl, 2000) as notas despencam e a sensação de que algo está errado fica no ar. Várias perguntas surgem: Afinal, faz sentido notas altas em trabalhos coletivos e notas baixas em avaliações individuais? Alguém teve avaliação suprerior ao que mereceria outros inferiores? As notas coletivas estão superestimadas ou as notas individuais são subestimadas? Onde está o problema: no avaliado ou método de avaliação? Na verdade, existe um problema ou é isso mesmo, as avaliações capturam coisas diferentes? Afinal, o que realmente tem valor e deve realmente ser medido? Como interpretar a nota e a aprovação de alunos ao final do semestre? Na verdade, embora sejam inúmeras as perguntas, a questão de pesquisa que vai ser utilizada neste trabalho está baseada na última indagação.  

Tendo em vista discutir os problemas identificados acima, foi utilizada, como campo de pesquisa um grupo de estudantes, de uma disciplina ministrada no primeiro semestre de 2013. A disciplina foi estruturada de maneira que o grupo de estudantes pudesse ser acompanhado de maneira paulatina e consistente. A experiência foi desenvolvida junto a alunos, preponderantemente, do último ano dos cursos de graduação de Ciências Contábeis e de Atuária de uma instituição pública brasileira. O fato de alunos de diferentes cursos (Atuária e Contábeis) conviverem num mesmo curso proporciona diferentes impactos. De um lado uma heterogeneidade de conhecimentos adquiridos tanto no sentido educacional do curso como experiências profissionais, criando dificuldades em termos de temas comuns para discussão. Por outro lado, este fato gera oportunidades de integração. Um desafio relevante para alunos dos últimos semestres consiste em fazê-los trabalhar juntos sem instigação ou estímulo.

Ainda que a literatura trate as questões da avaliação nos cursos de PBL, as preocupações explicitadas dizem respeito muito mais com a técnica propriamente dita e não com a percepção que fica por parte dos alunos e dos professores sobre o que fizeram  em termos de avaliação. A lacuna a ser tratada diz respeito ao aprendizado do aluno, já que a lógica do CHA (Conhecimento, Habilidade e Atitude) é apresentada de maneira segmentada quando, na verdade tem uma enorme intersecção. Nesse sentido, busca-se a interação entre os elementos e o entendimento das influências de um dos elementos sobre os outros.

Partindo do pressuposto de que o curso tem objetivos de aprendizagem estabelecidos, a visão holística será perseguida de maneira a entender os equilíbrios e desequilíbrios do CHA, levando em conta, ao mesmo tempo, um olhar individualizado e uma perspectiva do aluno como um todo. Para atender essa demanda, a questão de pesquisa que se apresenta é : Como interpretar a nota e a aprovação de alunos ao final do semestre na avaliação de uma disciplina baseada no PBL?

As contribuições e implicações esperadas dessa pesquisa se referem a trazer contribuições adicionais na utilização do PBL em seu momento de avaliação. Referem-se ao entendimento do ambiente de trabalho do PBL e, em especial, percepção sobre a adequação da abordagem atual de avaliação sobre: o conhecimento, as habilidades e atitudes.





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