Paper recycling workshop as educational practice in the context of public schools in rio de janeiro municipality



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Materiais educativos

Lima (2010, p. 57) avalia que os materiais educativos são dispositivos que legitimam e socializam saberes e práticas realizadas em uma determinada área, como o desenvolvimento sustentável. Adicionalmente, há necessidade de que estas ferramentas promovam uma interação entre o aluno, o profissional em educação e a comunidade (ZABALA, 1998) para que haja um bom entendimento a cerca do termo Educação ambiental e a sua importância na atualidade.

De acordo com os PCNs (BRASIL, 1998, p. 57), um dos princípios norteadores da educação no Ensino Fundamental é a utilização dos recursos didáticos numa perspectiva problematizadora; conforme explicitamente mencionado em seu texto:

“Os [...] Recursos didáticos como livros, vídeos, televisão, rádio, calculadora, computadores, jogos e outros materiais têm um papel importante no processo de ensino e aprendizagem. Contudo, eles precisam estar integrados a situações que levem ao exercício da análise e da reflexão”.


O uso do material educativo, representa uma ação legal, no entanto, requer um planejamento minucioso tendo em vista os objetivos que se deseja alcançar. Um mesmo material pode servir para a realização de diferentes atividades com variados níveis de complexidade, visando objetivos diversos em espaços e momentos distintos, por isso é importante conhecer as possibilidades de uso buscando uma adequação aos interesses previstos no planejamento. Neste sentido, deve-se defender uma ação centrada não no objeto, mas nas operações que se realizam sobre ele, pois:

“Na manipulação do material didático a ênfase não está sobre os objetos e sim sobre as operações que com eles se realizam. Discordo das propostas pedagógicas em que o material didático tem a mera função ilustrativa. O aluno permanece passivo, recebendo a ilustração proposta pelo professor respondendo sim ou não a perguntas feitas por ele” (CARVALHO,1990, p.107).

Conscientizar a população, principalmente a mais jovem, da real necessidade de estabelecer uma rotina de ações sustentáveis é fator fundamental para o desenvolvimento pleno do cidadão e, consequentemente para a “saúde do meio ambiente”. Assim, a informação como ferramenta para compreensão da importância de se viver num mundo sustentável, vinculada aos materiais educativos impressos disponíveis aos alunos do ensino fundamental, torna-se imperativo. Os materiais educativos devem se propor, portanto, a atuarem como uma ferramenta fundamental da área de educação realizando a ponte entre o saber e o fazer, ou seja articulando teoria e prática (FREIRE, 1998).

Segundo Romanatto (2009), as escolas em conjunto com o corpo docente podem planejar os programas e conteúdos de cada disciplina e os professores podem utilizar os materiais didáticos que considerarem necessários para o ensino da matéria, complementando o conteúdo com materiais diversificados (jornais, revistas, computadores, filmes).

Este autor reforça que um importante instrumento de orientação para os professores são os Parâmetros Curriculares Nacionais – PCN, que oferecem conteúdos para cada disciplina, colaborando com o direcionamento das suas aulas. Ressalta-se que os PCN estão respaldados pela Lei Federal nº 9.394, de Diretrizes e Bases da Educação e do Plano Decenal de Educação e tem como uma das suas metas, a proposta de melhorar o ensino nas escolas brasileiras.

Segundo Oliveira (1984), os materiais didáticos podem proporcionar maior interação entre os alunos e a disciplina, tornando as aulas mais dinâmicas. Para tanto, os PCN recomendam que o professor utilize, além do livro didático, materiais diversificados como fonte de informação, de forma a ampliar o tratamento dado aos conteúdos e fazer com que os alunos se sintam inseridos no mundo à sua volta.

Baseado na literatura, não há leis que especifiquem, impeçam ou proíbam a utilização de qualquer tipo de material didático em sala de aula. Porém, existem leis que regulamentam o Sistema Educacional Brasileiro, tais como: A LDB — Lei de Diretrizes e Bases da Educação Instituída pela lei n.º 9.394, de 20 de dezembro de 1996, e que tem como objetivo promover a descentralização e a autonomia para as escolas e universidades, além de estabelecer um processo regular de avaliação do ensino (BRASIL, 1996).

Porém, Oliveira (2009) ressaltou que os professores devem seguir o programa e a ementa de acordo com o que foi estabelecido com a direção da escola, no entanto, segundo o autor, estas ações dependem muito do perfil do professor.

Existem professores que preferem seguir um plano de aula rígido, chamados de “professores cartesianos”, outros preferem tornar as aulas mais práticas e interativas com um plano de aula mais flexível. Por outro lado, Oliveira (2009, p.36) alerta que a utilização de materiais didáticos em sala de aula é de responsabilidade do professor, portanto, deve utilizá-los com muita prudência e ética profissional. Desta forma, considera-se tarefa dos professores utilizarem materiais que complementem e potencializem os conteúdos recomendados pelo MEC (NUÑEZ et al, 2009, p. 03).

Segundo Carbonneau (2001), as práticas discursivas docentes destacam a importância que os materiais didáticos assumem na construção do conhecimento, facilitando a aprendizagem. Reiteram que esses objetos são capazes de deixar a aula mais estimulante, mais envolvente, aproximando o aluno do conhecimento. Por esta razão, os professores devem selecionar com cuidado os materiais que serão utilizados durante a aula. Entende-se aqui por material didático todo ou qualquer material que o professor possa utilizar em sala de aula, desde os mais simples até os materiais mais sofisticados e modernos.

Para Lorenzato (1995) a utilização de recursos adicionais em sala de aula influi no processo de ensino e aprendizagem, pois favorece a percepção do aluno, a partir do desenvolvimento de elementos fundamentais do discurso presente no ensino experimental.

Oliveira (1984) ressalta a preocupação de fazer com que os materiais didáticos estejam, cada dia mais, presentes em sala de aula e sejam eficientes. Este autor afirma ainda que esses materiais devem fazer parte da organização escolar, como material educativo, visto que se caracterizam como ferramentas importantes para a educação ambiental, e devem ter a preocupação de estimular de fato a conscientização ambiental e o desenvolvimento de atividades de proteção da natureza.

Isso denota que os materiais educativos sobre Educação Ambiental são construídos em sua maioria, sem um levantamento prévio com os alunos. Tal constatação mostra que há necessidade de se elaborar materiais didáticos que, partindo de uma situação-problema, abordem a temática ambiental de maneira transversal baseado na realidade fornecida pelo próprio aluno.

Nesse mesmo sentido, percebeu-se a ausência do uso de materiais didáticos alternativos, como por exemplo os jogos e oficinas que, além de despertar a atenção e o interesse dos alunos pelos temas, favorecem “uma participação-ativa na construção e aquisição do conhecimento nas aulas” (SAITO; DE BASTOS ; ABEGG; 2006, p. 7). Para que tal preceito se concretize, deve ser conduzido de forma adequada pelo educador visando a sua utilização em sala de aula e não como atividade extraclasse ou de entretenimento.

Constatou-se que a simples distribuição de material informativo, sem discussão e contextualização da temática não agrega melhora significativa em seu nível de conhecimento e atitudes.

Cabe ressaltar, que a educação deve voltar-se para a cidadania, compreendida “como apropriação da realidade para nela atuar, participando conscientemente em favor da emancipação” (STRECK; REDIN; ZITKOSKI, 2008, p.74) de forma que a cidadania só pode ser exercida “a partir da, e na realidade” (Op. Cit, p.75). Portanto, a opção “pelo conteúdo e pela forma de apropriação dos conhecimentos necessita estar em conformidade com a realidade vivida pelo educando” (STRECK; REDIN; ZITKOSKI, 2008, p.152).

Acredita-se que os professionais em educação devem utilizar materiais com maior qualidade textual e de imagem além de uma linguagem adequada, tendo como foco a educação em sustentabilidade.



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