Paper recycling workshop as educational practice in the context of public schools in rio de janeiro municipality



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Reciclagem de papel

A reciclagem de papel é uma prática muito antiga, e vem ganhando ainda mais destaque com a crescente conscientização ambiental para a redução da quantidade de resíduos despejados em aterros sanitários e lixões a céu aberto (ALBOREDA, 1997). Segundo o autor, o processo é simples, e pode ser utilizado por educadores como forma de ensinar lições de respeito ao meio ambiente para crianças.

Para a Associação Brasileira de Celulose e Papel (BRACELPA, 2014), ao longo das décadas, os sistemas de reciclagem de papel e suas aplicações em novos produtos evoluíram. Além do aumento do papel reciclado para imprimir e escrever, o desenvolvimento da produção de embalagens, com base em tecnologias avançadas que diversificam seus usos para atender os padrões de consumo.

A Associação Brasileira Técnica de Celulose e Papel (ABTCP, 2012) ressalta que além de evitar que milhares de árvores sejam derrubadas, o processo de reciclagem consome menos água e energia que a produção de papel virgem. Esta informação corrobora as idéias de Ruocco (1998) quando diz que a reciclagem do papel ajuda a aliviar a tensão em aterros e lixões; pois dados do Sistema Nacional de Informações sobre Saneamento (SNIS) referentes ao ano de 2007 indicam que o papel e o papelão correspondem a 50,7% de todo o lixo produzido no país; o que contribui para o aumento dos materiais depositados sem aproveitamento por todo o Brasil.

Para Monteiro e d’Almeida (2012), o aumento da pressão social para o uso racional dos recursos naturais, nas duas últimas décadas, fez com que o uso de papel reciclado fosse considerado vantajoso para aplicações [nas escolas], por se tratar de um material de baixo custo se comparado às folhas de papel A4.

Portanto, associando todas as necessidades e vantagens da abordagem envolvendo a reciclagem de papel nas escolas vislumbra-se a capacitação de alunos na prática da reciclagem de papel caseira; como uma ação sustentável que visa a preservação do meio ambiente e a efetivação da cidadania destes indivíduos. Sato (2000) acredita que um projeto ambiental de qualidade e que venha a trazer bons resultados, deve ser iniciado, com o comprometimento e a participação de toda a comunidade escolar. Esta, por sua vez, necessita compreender os objetivos e a finalidade do projeto, que devem ser colocados de forma clara e sucinta e, conceber esse projeto, como algo importante que trará inúmeros benefícios, no que tange a qualidade de vida e o desenvolvimento de toda a comunidade, dentro e fora da escola.

Faz-se necessário salientar que para alcançar resultados satisfatórios, as atividades práticas como as oficinas devem ser incorporadas a grade curricular das escolas e não serem apresentadas como propostas isoladas e descontinuadas. Demo (1997, p. 28) diz que é preciso entrar no processo educativo como sujeito ativo, implicado com consciência crítica, pois a educação emancipatória não prescinde do saber crítico e criativo, porque este saber não nasce do mero ensino, ou da mera aprendizagem, mas se constrói no aprender a aprender e no aprender a pensar.




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