Paper recycling workshop as educational practice in the context of public schools in rio de janeiro municipality



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Educação ambiental na escola

Abramovay (2012) ressalta que é um equívoco acreditar em um futuro melhor sem fazer mudanças fundamentais na maneira como se pensa e se fazem as coisas.

Baseado neste discurso e acreditando que nesta era do conhecimento, a via de treinamento é essencial, percebe-se que a única solução viável seria partir para o verdadeiro significado da palavra educar que, em uma visão mais ampla, significa extrair o potencial que está dentro do ser humano; Portanto, capacitar os alunos do ensino fundamental e médio, a partir da prática da reciclagem, é um importante caminho para torná-los protagonistas do seu próprio destino (SOUZA, 2001).

Dentro desse ambiente educacional sustentável, possibilitado pela Educação Ambiental, o tema inseriu-se com o objetivo de identificar tendências e trajetórias possíveis para a consolidação de uma educação transformadora, acessível a todos, ao longo de toda a vida. Os resultados desse exercício apontaram para a necessidade de um novo modelo de educação voltado à aprendizagem para a vida; pois deve-se caminhar no sentido de uma educação ambiental que modifique os interesses do ser humano, valorizando o meio ambiente, e principalmente, considerando que tudo o que é produzido necessita ter um ciclo renovável (LOURES, 2009).

Bernardes e Pietro (2010) relataram em seu estudo que a Educação Ambiental, pelo diálogo que estabelece sobre a relação sociedade e meio ambiente e pela mudança de padrões e comportamentos que exige, é componente essencial às transformações que podem se dar pela educação, à medida que, revendo modos de agir e de pensar em relação à natureza, assume-se uma nova postura, individual e coletiva, condizente e harmoniosa com o meio ambiente em que se vive.

Carvalho (2004) acrescenta que os problemas ambientais têm-se tornado cada vez mais presentes em nosso cotidiano. Eles, inevitavelmente, surgem da interação do ser humano com a natureza, como consequência do desenvolvimento humano, do consumo de energia e do consumo excessivo dos recursos naturais, principalmente aqueles não renováveis.

Nesse sentido, quanto mais cedo os problemas ambientais forem tratados na escola, mais efetiva será a participação dos alunos na sociedade. Primeiro, com atitudes dentro de suas casas, com sua família e, futuramente, na sociedade na qual eles estiverem inseridos, e a prática da reciclagem de papel pode contribuir para isso.

Uma das formas de levar este tipo de conscientização à comunidade é pela ação direta da escola, mais precisamente, pela atuação do professor em sala de aula, com ações das quais o aluno participe ativamente, através de atividades como leitura de textos e cartilhas, oficinas, debates, pesquisas, troca de experiências e outras ações que desenvolvam nos educandos as reflexões críticas, que lhes façam compreender os problemas da comunidade onde vivem, refletir e criticar as ações que dizem respeito a eles e a comunidade na qual estão inseridos.

Quando a escola envolve os alunos em atividades ligadas ao meio ambiente ela constrói conhecimentos baseados em valores e comportamentos que permitem uma participação crítica, responsável e eficaz na solução de problemas ambientais, tornando assim o aluno um agente multiplicador da Educação ambiental.

As propostas, como a Reciclagem de papel, pretendem aproximar os alunos de outra realidade, fazendo com que eles percebam o ambiente como algo próximo e importante nas suas vidas; despertando neles a consciência que cada indivíduo tem um importante papel a cumprir na preservação do meio em que vivem (MEDINA, 2002).

Para Berna, 2001, o educador ambiental deve procurar colocar os alunos em situações que sejam formadoras, por exemplo, diante de uma agressão ou de um bom exemplo de preservação ou conservação ambiental. Para tanto, é preciso transformar a escola numa escola “ecológica” com uma proposta corajosa e inovadora, porque nela, jovens, adultos, professores e demais membros da comunidade escolar, tem papel fundamental na formação de uma ideia básica: a participação cidadã, condição necessária para o desenvolvimento da Educação Ambiental (SCHUVARTZ et al., 2008).

Muitas crianças envolvem-se na reciclagem, na coleta seletiva através de programas em suas escolas ou de projetos em sua comunidade e aprendem que podem ser propagadores da educação ambiental. Como diz Freire (1998): Teorizar a prática e construir a teoria, procurando articular a teoria e a prática, o saber e o fazer, o ensino e a pesquisa. Somente assim, a educação poderá assumir um papel ativo na aprendizagem coletiva e na potencialização do desenvolvimento do conhecimento. O aluno quando estimulado a participar das questões ambientais torna-se um agente multiplicador de ações que beneficiarão a escola, a rua que mora e a comunidade.




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