Paper recycling workshop as educational practice in the context of public schools in rio de janeiro municipality



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REVISÃO DE LITERATURA

Meio ambiente e sustentabilidade
O artigo 225 da Constituição Federal brasileira assegura a todos os brasileiros o direito ao meio ambiente ecologicamente equilibrado como bem coletivo, indicando ainda o dever de todas as esferas à defesa deste meio para a presente e as futuras gerações. Determina ainda que o Estado cumpra a sua função social, atendendo simultaneamente ao aproveitamento racional e adequado dos recursos naturais disponíveis e a preservação do meio ambiente (BRASIL, 1988).

Dentro dessas premissas, acredita-se que essas ações possibilitam a construção do entendimento de que uma “Escola do Futuro” é aquela que realiza no presente, de forma consciente, ações que criem um futuro desejado e sustentável. Portanto, espera-se que ao implantar atividades educativas voltadas ao desenvolvimento do ambiente escolar, haja uma transformação do sistema, de forma que os professores possam ensinar os alunos a ampliar suas habilidades (SKINNER, 1991, p. 118).

Portanto, buscar uma escola pública que ofereça ações sustentáveis, a partir de atividades educativas pode contribuir para que ela se transforme numa escola mais integradora, em que os alunos participem, interroguem e descubram valores. Souza (2005) acredita que a estimulação e troca de experiências favorecem a educação pautada nas ações sustentáveis que não se limitam aos aspectos teóricos, mas a compreensão do que é viver em um mundo sustentável.

Com relação à utilização de oficinas, Loures (2009), acredita que essas práticas devem ser consideradas na nova educação brasileira, ou seja, aquela centrada na interação humana, que pode preparar os alunos para a vida e posicioná-los como co-criadores do sistema de ensino, estimulando-os a se apropriarem de seu futuro em um ambiente desafiador e ao mesmo tempo inovador.

Souza (2010) afirmou que toda prática educacional que aumente a eficiência e melhore os resultados do ensino é positiva. No entanto, para Barbosa (2004), a prioridade deve estar na valorização dos seres humanos envolvidos no processo educacional, sejam eles professores, alunos ou familiares.

Skinner (1991) relata a escassez das ações educativas voltadas para a promoção e proteção do planeta. Descreve ainda que a falta de prioridade das atividades educativas pode ser explicada pela compreensão, por parte dos profissionais da educação, que informação e educação em sustentabilidade estão relacionadas à informação teórica e não as atividades para e com a comunidade.

Desta forma, dada a emergência desses problemas, é necessário que essas questões ambientais sejam abordadas o mais cedo possível no sentido de gerar uma conscientização coletiva. Uma das formas de levar este tipo de conscientização à comunidade é pela ação direta na escola, através de diversas atividades que levem os alunos à reflexão crítica a fim de aumentar a compreensão dos problemas da comunidade onde vivem, auxiliando-os a combater ações que desrespeitem e, muitas vezes, impactem negativamente nas suas próprias vidas.

Nesse sentido, quanto mais cedo a educação ambiental for tratada na escola, mais efetiva será a participação desses alunos na sociedade. Inicialmente, com atitudes dentro de suas próprias casas, respeitando suas famílias e, posteriormente, na sociedade na qual estão inseridos.

Montibeller-Filho (2004, p. 27) argumenta que a sustentabilidade pode ser definida como a busca de eficácia econômica, social, e ambiental objetivando atender às necessidades e anseios da população atual, sem desconsiderar os das gerações futuras. Portanto, a única solução consistente para a sustentabilidade reside na convergência das boas iniciativas ensejadas nas múltiplas esferas constitutivas da comunidade, tendo em vista que o que está em risco não é propriamente a vida no planeta, e sim o bem-estar da humanidade. Tem-se uma inegável justificativa para a elaboração de ações sustentáveis, como a reciclagem de papel, com o objetivo de buscar a qualidade de vida dos atores sociais envolvidos na sua elaboração. Faz-se necessário, então, abordar agora o papel da escola e da educação neste novo cenário.




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