Palavras-chave: Conto; Prática pedagógica; Competências gerais e específicas; Português; Espanhol



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O CONTO EM CONTEXTO ESCOLAR

III. O conto em contexto escolar


Escolhi o conto consciente da sua utilidade para o ensino-aprendizagem do Espanhol e para a exploração do texto literário em Português. Em relação à utilização do conto para motivar a leitura, Carlos Izquierdo (IZQUIERDO, 1994: 7) declara:

Comenzamos a sembrar en los niños semillas de amor a la lectura, con las nanas, con las canciones de cunas que lo envuelven en la musicalidad de las palabras: y luego, con la narración de cuento, con esa manifestación de oralidad, que hoy valora la ciencia y que, desde viejos tiempos, supo valorar la sabiduría. Después, en esa ruta de grata y buena siembra, además de contar cuentos, la literatura de cuento y la literatura de cosas de la vida en los libros. Que la lectura sea progresivamente para el niño, deseo, necesidad y no imposición adulta, no es tarea tediosa. Con esas prácticas amorosas y con el ejemplo que como lectores brindan los mayores –y esto es fundamental– el chiquillo se acercará a los libros, se hará amigo de ellos; y de sus páginas recibirá bellas y estimulantes lecciones.



Pela sua brevidade, o conto revela-se um excelente veículo para a motivação para a leitura. Não haverá tipo de texto com que a criança entre mais cedo em contacto do que o conto: primeiro, ouvindo-o ler, depois através do livro-objeto e, por fim, chega a leitura direta que lhe dá acesso à alfabetização no primeiro ano de escolaridade. Porque inicialmente associado ao texto icónico, o conto revela-se um bom meio de despertar o interesse e a curiosidade para o texto verbal. Por aqui se deduz já a pertinência do conto como meio de os alunos serem levados a todo um processo de aperfeiçoamento da leitura e de apropriação do texto.

Uma análise dos programas de Português e de Espanhol dos ensinos básico e secundário permitir-me-á avaliar o lugar ocupado pelo conto. O conto por ser um texto autêntico e breve, cuja leitura na íntegra é passível de se realizar e trabalhar em sala de aula, revela-se um excelente suporte para o trabalho com as diferentes competências linguísticas e comunicativas. O uso do conto como recurso didático, ao lê-lo ou escutá-‑lo, segundo muitos investigadores, pode trazer muitos benefícios como o desenvolvimento da compreensão oral, da interação, o estímulo para a leitura, o alargamento do léxico pessoal e a capacidade de compreensão e análise.

O conto apresenta-se, assim, como um bom instrumento para melhorar o domínio limitado da linguagem oral e escrita, para suprir a falta de compreensão da mensagem, para aperfeiçoar a escrita e para combater a carência de um léxico apropriado.

Alguns investigadores sustentam a ideia de que os jovens, que desde muito cedo foram confrontados com contos, acabam por ser bons estudantes e bons leitores. Para A. Morin (MORIN, 1999: 38) , “la enseñanza de la lectura es un acto complejo por lo cual el docente debe valerse de diversas estrategias que permitan que el niño adquiera la destreza sin forzar al educando, sin haciendo que el proceso de aprendizaje fluya paulatinamente”. De tal modo, devem empregar-se meios e técnicas que não inibam o educando, mas que permitam a sua livre expressão e compreensão relativamente ao texto que lê.

Já que a leitura é um veículo tão importante para o desenvolvimento da inteligência, pessoal e social da pessoa, a chave do futuro profissional de qualquer indivíduo, qual é a viabilidade em implementar o conto como estratégia para melhorar a leitura nos jovens?

As estratégias baseadas no conto permitem consolidar nos jovens aprendizagens fundamentais nas suas próprias vivências e ao professor dá-lhe a possibilidade de trabalhar de acordo com as suas necessidades, permitindo-lhe melhorar a leitura, já que o conto é um veículo facilitador da imaginação.

O conto constitui um recurso de grande relevância para fomentar o desenvolvimento social e emocional dos alunos, tendo em consideração que através dele podem despertar diversos sentimentos que são expressos verbalmente, conseguindo-se assim um intercâmbio comunicativo.

Por outro lado, no caso de contos da literatura lusófona e/ou universal, ou de uma segunda língua, o conto surge como uma ferramenta didática propícia a introduzir conteúdos interculturais, implicando os leitores nas vivências da(s) personagem(ns).

Os contos revelam-se uma excelente matéria-prima na formação de leitores. Pela sua concisão e pelas reminiscências da infância, os contos conseguem aliciar jovens que encaram a leitura como uma empresa titânica. De igual modo, porque concentram o mundo, os contos permitem equacionar alguns dos temas de interesse e de inquietação dos alunos.

Pelo exposto, oferece-se o conto como uma ferramenta privilegiada não só para que os alunos melhor entendam as várias formas de estruturação da língua, como também para que desenvolvam a compreensão leitora através do recurso ao texto narrativo. Considerando que a capacidade de compreender o texto escrito é cada vez mais um requisito para o sucesso numa sociedade profundamente alfabetizada, creio que as aulas de língua deverão proporcionar ao aluno o contacto com o material escrito e o conhecimento de métodos de leitura e de interpretação desse mesmo material. Esta sucessão de juízos comprova a importância do tema escolhido para a elaboração deste relatório. Contudo, não poderei deixar de mencionar que, embora breve, o conto pode ser portador de uma complexidade lexical e interpretativa e até ao nível das referências socioculturais, históricas e geográficas que podem dificultar a entrada no texto. O que se apresenta como uma dificuldade, poderá ser para o professor mais um desafio para buscar formas de motivação, estratégias e atividades que contornem o que no texto possa estar a bloquear a sua compreensão.



Perceber como se realiza a compreensão leitora em língua materna e língua estrangeira será um excelente passo para estabelecer estratégias e atividades na exploração do conto tanto numa língua quanto noutra. Gostaria de salientar que optei pela compreensão leitora porque os limites impostos para a elaboração deste relatório não me permitiriam explorar todas as potencialidades do conto, muito embora as outras atividades da língua (compreensão auditiva, expressão oral, compreensão leitora, expressão escrita e interação oral e escrita)2 tenham surgido e estejam previstas nas aulas que lecionei.



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