Palavras chave: Câncer infantil; Família; Morte; Hospitalização. Resumo: Introdução



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CÂNCER INFANTIL: ENTENDENDO O LUTO FAMILIAR

D’Espíndula, Thereza Salomé

Stofella, Simone

Faculdades Pequeno Príncipe

Curso de Psicologia

therezapsi@gmail.com



PALAVRAS CHAVE: Câncer infantil; Família; Morte; Hospitalização.

RESUMO:

Introdução: Após o susto inicial do diagnóstico, todo o esforço e dedicação dos familiares passam a ser dispensados à criança em tratamento. Porém, para estes familiares, não é fácil observar a dor e o sofrimento que a criança vivencia, sendo então uma dura experiência. Objetivos e Método: Compreender como os familiares de uma criança acometida de câncer vivenciam o processo de luto, desde o seu diagnóstico até o óbito, através de revisão bibliográfica. Discussão: Conviver com o câncer causa desconforto, insegurança e incerteza; traduz uma situação delicada, indesejada e inesperada, mais ainda quando se trata de crianças, interrompendo o seu caminhar para um futuro. O processo de luto familiar inicia-se no momento do diagnóstico, quando então surgem sentimentos e emoções intensas, o que os faz merecedores de um cuidado especial, pois a desestrutura familiar é inevitável, mas a forma como cada membro da família irá lidar com isso é única. Diante o diagnóstico de câncer na criança, todas as atividades são rompidas, há um desligamento do cotidiano, a dinâmica familiar muda de maneira repentina. Pode ocorrer uma desestruturação do desenho familiar, e os papéis na família terão que ser reorganizados. Os familiares passam pelos mesmos estágios de luto que o paciente e a forma de enfrentamento varia de acordo com a estrutura emocional de cada um e das relações que estes mantêm entre si e com a criança enferma. A expressão de sentimentos, neste momento, é fundamental para o desenvolvimento do luto. Assim, após a morte de um filho, os pais começam uma nova etapa de suas vidas. As famílias que não elaboram adequadamente o luto, não conseguem seguir em frente com as tarefas do viver. Os membros da família podem culpar a si mesmos ou uns aos outros pela morte; eles podem tentar transformar outras pessoas em substitutas para a pessoa perdida ou se absterem de experimentar novamente a proximidade com os outros. O psicólogo atuando junto a essas famílias, deve esclarecer dúvidas sobre situação vivenciada; ajudar a família e o doente a compartilharem sentimentos, angústias e medos; propiciar despedidas; facilitar o processo de tomada de decisões e resoluções de problemas; apoiar todos os familiares para lidarem com as emoções presentes no contexto de morte e separação e, dessa forma, colaborar para que o tratamento oferecido seja digno, respeitoso e capaz de gerar qualidade de vida. Conclusão: Após a partida, o luto perdura ainda por um tempo mais ou menos longo, na dependência de diversos fatores. Dentro do possível, deve ser facultado às famílias até mesmo o retorno ao ambiente hospitalar a fim de propiciar-lhes a oportunidade de uma despedida, ou para que possam se sentir úteis. Afinal, muitas vezes este é um momento no qual os familiares procuram um motivo para continuar vivendo. Percebeu-se que muitos dos materiais produzidos vêm de outras categorias profissionais, embora muitos deles façam alusão à importância do trabalho do psicólogo. Faz-se necessário atentar para a produção científica da psicologia na área, a qual parece ser inferior à ideal.

REFERÊNCIAS

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