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Juventude e política na experiência de dez anos do Parlamento Jovem Brasileiro: Confiança, participação e engajamento político dos egressos
XXX Congreso de la Asociación Latinoamericana de Sociología – ALAS 2015

GT 21 - Sociologías de la niñez, juventud y envejecimiento
Antonio Teixeira de Barros

Doutor em Sociologia. Docente e pesquisador do Mestrado em Poder Legislativo do Centro de Formação da Câmara dos Deputados (Brasil), - antonibarros@gmail.com


Lúcio Meireles Martins

Especialista em Instituições e Processos Políticos do Legislativo, aluno do Mestrado Profissional em Poder Legislativo do Centro de Formação da Câmara dos Deputados (Brasil) -luciogoiano@hotmail.com


RESUMO: Analisa os impactos do Parlamento Jovem Brasileiro (PJB), programa de simulação parlamentar juvenil da Câmara dos Deputados brasileira, a partir do teste de duas hipóteses. A primeira avalia se a experiência interferiu na confiança política e a segunda examina se o PJB estimulou o engajamento e a participação política dos jovens. O estudo resulta de pesquisa concluída em 2014, baseada em levantamento do tipo survey, com questionário aplicado on-line com os egressos das edições de 2004 a 2013 (10 eventos). Do total de 762 de ex-participantes, 173 responderam o questionário (22,70% do universo estudado). As conclusões confirmam as duas hipóteses testadas empiricamente. Fica evidente nos resultados da pesquisa um aumento expressivo no nível de confiança e de engajamento político dos egressos do PJB, com destaque para a participação político-partidária. Conclui-se ainda que se trata de um público diferenciado do eleitorado jovem em geral.
Palavras-chave: Juventude e política. Confiança política. Engajamento juvenil. Sociologia da Juventude. Parlamento Jovem Brasileiro. Câmara dos Deputados. Brasil.
INTRODUÇÃO

O estudo tem como objetivo avaliar os impactos do Parlamento Jovem Brasileiro (PJB), programa de simulação parlamentar juvenil da Câmara dos Deputados brasileira, a partir do teste de duas hipóteses. A primeira avalia se a experiência interferiu na confiança política dos participantes. A segunda avalia se o PJB estimulou o engajamento e a participação política dos jovens, no plano institucional.

A análise é baseada em levantamento do tipo survey, com questionário aplicado on-line, nos meses de outubro e novembro de 2014. Os ex-participantes das edições de 2004 a 2013 (10 eventos) foram contatados por meio de e-mail e Facebook, quando foram convidados a preencher um questionário com questões abertas e fechadas. Do total de 762 jovens que participaram do projeto nas dez edições mencionadas, 173 responderam o questionário, representando 22,70% do universo estudado.

Intentou-se a realização de um censo junto as participantes, mas ao final da coleta de dados, optou-se pela exclusão das respostas relativas aos dois anos iniciais (2004 e 2005), em vista do baixo índice de respostas advindo da dificuldade de contato com esse grupo. Assim, a análise final contempla oito anos de execução do PJB, isto é, de 2006 a 2013, totalizando 166 respondentes, o que corresponde a 27,43% do total de egressos das oito edições mencionadas (universo de 605 participantes). Essa decisão foi tomada baseada nas diversas características desse público analisado no estudo, entre elas, gênero, idade, moradia em capital ou cidade do interior e escolaridade1, já que a análise de uma amostra com apenas duas (2004) ou cinco (2005) respostas não abarcaria esses variados fatores necessários à compreensão dos fenômenos estudados.

A pesquisa tem como fundamentação teórica a sociologia da juventude e a sociologia política. A primeira contribui com a ideia de que cada vez mais os jovens passam a ser caracterizados como um grupo social plural e emergente, com diferentes formas de engajamento e de participação, variados repertórios de ação coletiva e múltiplas agendas. A segunda contribui com estudos sobre confiança política e engajamento político juvenil. A confiança é considerada um dos elementos centrais da modernidade, na forma de credibilidade pública, o que se reflete diretamente na imagem e reputação de governos e instituições públicas. Estudos empíricos apontam para uma multiplicidade de formas de participação e de engajamento social dos jovens, os quais enveredam por caminhos diversos, sejam os da política institucional, sejam os da ação militante no trabalho social voluntário.




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