Os casos clínicos freudianos: o caso Dora Aulas , e 4



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Os casos clínicos freudianos: o caso Dora

Aulas 2, 3 e 4


Jouons donc cet amour aux dès.

Guillaume Appolinaire

O caso Dora é, sem dúvida, o texto freudiano paradigmático a respeito da concepção psicanalítica de histeria já que, nele, encontramos os dispositivos centrais da teoria da histeria em seu ponto de maturação. Não por outra razão, Freud tenderá, após a publicação do caso, a deslocar seu foco de interesse clínico para outras patologias, como a neurose obsessiva e a paranoia.

No entanto, o caso fundamental de histeria é também o relato de um fracasso clínico. Como se houvesse um descompasso entre reflexão sobre a natureza da histeria e eficácia dos processos de intervenção clínica. Neste sentido, reler o caso serve para pensarmos melhor as modalidades de tal descompasso e as possibilidades de sua superação. Em um momento histórico no qual a histeria parece ter desaparecido do quadro clínico exterior à psicanálise, isto através de divisão de seus sintomas em transtornos somatoformes e transtornos de personalidade, reler o caso fundamental da teoria psicanalítica serve também para colocarmos questões a respeito da necessidade ou não da conservação da histeria, em particular, e da neurose, em geral. A boa questão epistemológica é: o que perdemos de vista quando abandonamos a histeria? Há alguma dimensão do sofrimento psíquico que deixa de ser tematizada de maneira adequada quando a histeria desaparece do quadro clínico?





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