Olhares da História 2 Brasil e mundo


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7 a) Luiz Felipe de Alencastro refere-se à continuidade do tráfico de escravizados (mesmo após a lei de 1831) e à impunidade que teve início nesse período, uma vez que os traficantes não eram punidos nem presos por realizarem tal atividade.

b) Alencastro, ao mesmo tempo em que considera que os afrodescendentes "pagam o preço" da herança escravista (enfrentando problemas graves como racismo, discriminação, menores oportunidades no mercado de trabalho, etc.), cita outro elemento que, para ele, sofre até hoje com as heranças do tempo da escravidão: a ordem jurídica brasileira. Para esse historiador, a partir de 1831, o não cumprimento da chamada Lei Feijó ("para inglês ver") intensificou a impunidade e o desinteresse pelo bem coletivo na esfera jurídica. Essas características presentes na ordem jurídica brasileira continuam presentes até hoje na realidade do país.

c) É esperado que os alunos reflitam sobre a herança escravista no Brasil atual e sobre a impunidade no âmbito jurídico. Possivelmente, eles vão considerar que algumas coisas melhoraram e outras não. A punição a alguns crimes de racismo, por exemplo, têm sido bem sucedidas: há casos que se tornam públicos e que, com o tempo, são investigados e punidos. Como exemplo, há o caso de racismo contra a jornalista Maria Julia Coutinho (a Maju), que, em 2015, sofreu ataques racistas na internet. O caso foi amplamente discutido na internet (nas redes sociais) e a reação dos internautas foi de total repúdio ao ocorrido. Por outro lado, a impunidade em casos de corrupção na política e a falta de cumprimento de uma série de leis ainda são características fortes da ordem jurídica brasileira.




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