Olhares da História 2 Brasil e mundo


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6 a) Os "corrompidos mercadores de carne humana" eram os indivíduos envolvidos nos negócios do tráfico de africanos escravizados para o Brasil. Eles começavam a se "acautelar", ou seja, a tomar atitudes preventivas, em vista do crescimento do movimento abolicionista. É importante atentar para a data do texto: ele foi escrito e publicado em 1869, época em que o movimento abolicionista realmente se desenvolvia e crescia entre as populações urbanas do Brasil.

b) No texto, Luiz Gama refere-se à lei promulgada tempos após a independência: naquela ocasião, dom Pedro I assumiu o compromisso de extinguir o tráfico negreiro até 1830. Ele faria isso em troca do reconhecimento da emancipação do Brasil pelo governo da Inglaterra. Porém, o acordo, posteriormente aprovado pela Regência em 1831, não saiu do papel. Muitos pesquisadores consideram que essa foi a típica lei "para inglês ver", já que não foi totalmente cumprida, servindo apenas para agradar o governo britânico. As "vozes dos abolicionistas", de acordo com Luiz Gama, estavam denunciando esse fato. Você pode completar o assunto com esse texto de Luiz Gustavo Santos Cota: "O que se seguiu à promulgação da lei de 7 de novembro de 1831, também conhecida como lei Feijó, foi o completo desrespeito à legislação, não só por parte dos proprietários escravistas, mas por parte do próprio Estado. A ameaça de punição não intimidou os "importadores" que contavam com a completa conivência do governo imperial, que procurava fechar seus olhos aos atos de pirataria. O fato de o corpo de funcionários do Estado responsáveis pela apreensão e julgamento dos contrabandistas ser em grande medida formado por proprietários escravistas ou correligionários políticos a estes ligados dificultava ainda mais a aplicação da lei." COTA, Luiz Gustavo Santos. Não só "para inglês ver": justiça, escravidão e abolicionismo em Minas Gerais. História Social, n. 21, segundo semestre de 2011. p. 69. Disponível em: www.ifch.unicamp.br/ojs/index.php/rhs/article/viewFile/912/683. Acesso em: 10 abr. 2016.






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