Olhares da História 2 Brasil e mundo



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3. O imperador intelectual

Para entender a centralidade da monarquia, basta avaliar a importância das instituições e dos intelectuais que cercaram o soberano. É nesse momento que o imperador assumirá uma postura mais ativa junto ao Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro à Academia Imperial de Belas Artes, assim como procurará formar uma geração de escritores e de artistas - tão jovens como ele. Essa é a época do indigenismo de fundo romântico, dos quadros neoclássicos grandiosos da Academia Imperial de Belas Artes, dos exames no Colégio Pedro II. De um lado, a natureza se convertia em paisagem cultural, e os trópicos - devidamente invertidos - passavam a representar pujança e desenvolvimento. No esforço de viabilizar uma identidade nacional, o historiador do grupo, Varnhagen, criou uma narrativa que destaca o contraste entre a monarquia constitucional brasileira e as repúblicas latino-americanas, marcadas, segundo ele, por instabilidade crônica, ausência de liberdade e guerra civis. Para fora, o Brasil buscava firmar-se, pois, como a única nação civilizada das Américas. Para dentro, porém, era preciso resolver o problema de uma monarquia que manteve a dinastia de Bragança numa América inteiramente republicana.

SCHWARCZ, Lilia Moritz; STARLING, Heloisa Murgel. Brasil: uma biografia. São Paulo: Companhia das Letras, 2015. p. 284.




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