Olhares da História 2 Brasil e mundo



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Pratique

3 a) O autor do texto 1 diz que praticamente todos os tipos de sociedade africana resistiram à exploração colonial no período do imperialismo. Ao mesmo tempo, ele nos informa que as resistências foram diferentes de uma região para outra.

b) Os chefes e sultões somalis organizaram diversos levantes contra as forças europeias. Ao retrabalhar com as informações do capítulo, os alunos podem dizer que houve resistência, por exemplo, na Argélia, no Senegal, no Reino Axanti, no Saara, na África do Sul, entre outros lugares.

c) Era um tipo de resistência no campo diplomático: os chefes somalis tentaram colocar uma potência europeia contra a outra, assinando tratados com diversas delas. Nos tratados, tomavam o cuidado de ceder pouco. Porém, essa estratégia (assim como a luta armada) acabou não dando resultado ao longo do tempo.

d) Nesse trecho, o autor se refere ao estabelecimento, por parte das potências europeias, das fronteiras artificiais no continente africano (que deram origem aos atuais países). Naquele momento de partilha da África, organizado na Conferência de Berlim, as fronteiras estabelecidas não levavam em conta as especificidades dos povos, reinos, impérios e Estados africanos. Povos antes unidos ficaram separados pelas fronteiras, por exemplo, enquanto povos inimigos passaram a coexistir em um território. É nesse sentido que o autor considera que a partilha "desprezou os interesses legítimos das populações".

Um material fundamental para consulta e para auxiliar seu trabalho em sala de aula é a obra História geral da África, já destacada na seção Pontos de vista deste capítulo. Há dois volumes que interessam, particularmente, aos assuntos tratados neste capítulo. No volume VI (África do século XIX à década de 1880), há uma imensidão de textos de historiadores africanos e de outras nacionalidades sobre o panorama do continente africano durante o século XIX, até o período imediatamente anterior ao neocolonialismo. É um volume importante para ser consultado caso você queira realizar, com os alunos, um trabalho aprofundado sobre os diferentes reinos e impérios africanos existentes até o século XIX, ou seja, antes do domínio colonial. Já o volume VII (África sob dominação colonial, 1880-1935) trata das especificidades do processo de neocolonialismo. Esses dois volumes (assim como os demais volumes da coleção) estão disponíveis na internet, em PDF: http://unesdoc.unesco.org/images/0019/001902/190254POR.pdf e http://unesdoc.unesco.org/images/0019/001902/190255POR.pdf. Acessos em: 1º abr. 2016.

4 a) O então Congo, ocupado pela Bélgica, foi um dos mais terríveis exemplos de exploração colonial no continente africano. Em empresa organizada pelo rei Leopoldo II (que tinha direitos de propriedade particular nas terras) a violência foi sistematicamente utilizada na exploração intensa de borracha e marfim. O livro O fantasma do rei Leopoldo, de Adam Hochschild (São Paulo: Companhia das Letras, 1999), trata desse assunto com profundidade, numa narrativa quase ficcional, mas baseado inteiramente nos eventos históricos. Uma resenha sobre a obra, escrita por Jurandir Malerba, está disponível em: www1.folha.uol.com.br/fsp/ilustrad/fq1901200016.htm. Acesso em: 2 abr. 2016.

b) O produto citado no trecho de Joseph Conrad é o marfim. Segundo Marina de Mello e Souza, "Já os elefantes, que forneciam o cobiçado marfim com o qual as elites ocidentais do século XIX faziam bolas de bilhar, teclas de piano, cabos de faca e de espada e uma variedade de objetos esculpidos, foram quase totalmente dizimados, sobrevivendo apenas em algumas reservas [...]." SOUZA, Marina de Mello e. África e Brasil africano. São Paulo: Ática, 2006. p. 161.






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