Olhares da História 2 Brasil e mundo



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Pratique

5 a) O autor do texto diz que três tendências, ou grupos, se enfrentavam e, por vezes, se aliavam nos conflitos: proprietários de terras, engenhos e escravizados; representantes da centralização imperial e da monarquia; e escravizados que participavam dos combates com a esperança de conseguir, depois, a alforria. Desse modo, a guerra não se desenvolvia de maneira maniqueísta, ou seja, entre dois campos homogêneos e antagônicos. As nuances da guerra eram mais complexas.

b) Segundo o trecho 2, a participação dos escravizados e libertos nas guerras de independência na Bahia foi extremamente importante. Esses indivíduos, posicionados contra os portugueses, consideravam que a participação na guerra e uma consequente vitória garantiriam a eles a chance de serem libertados da escravidão.

c) Sim. No trecho 1, o autor diz que os escravizados "lutavam contra a escravidão" no interior dos combates; no trecho 2, o autor diz que os escravizados enxergavam sua participação e vitória nas lutas como uma "real possibilidade do fim do escravismo e do rompimento das barreiras raciais".

É possível ampliar o tema das guerras de independência na Bahia e destacar a participação das mulheres nesse conflito. Foi nessa ocasião que Maria Quitéria (1792-1853) lutou, sendo a primeira mulher a assentar praça em uma unidade militar no Brasil. Para auxiliar seu trabalho em sala de aula, utilize o seguinte texto: "A memória da guerra pela Independência [na Bahia] apagou o papel das mulheres. Embora Joana Angélica fosse lembrada como vítima da prepotência portuguesa, não há indício de que Maria Quitéria tenha sido celebrada em vida durante a festa anual do Dois de Julho, que comemora a vitória dos patriotas. Passou-se mais de um século antes que ela fosse consagrada heroína: em 1953 recebeu um monumento e em 1996 foi reconhecida como Patrono do Quadro Complementar de Oficiais do Exército Brasileiro. Mais recentemente, a história de Maria Felipe de Oliveira também foi resgatada da tradição oral e incorporada à comemoração do Dois de Julho. Nada mais justo: dentro ou fora do campo de batalha, as lutas pela Independência na Bahia também foram negras, femininas e populares". KRAAY, Hendrik. A independência delas. Revista de História da Biblioteca Nacional, 1º jun. 2015. Disponível em: www.revistadehistoria.com.br/secao/capa/a-independencia-delas. Acesso em: 27 mar. 2016.



6 a) Os escravos de ganho viviam no ambiente das cidades desempenhando ofícios diversos, pelos quais recebiam pagamento (daí o nome "escravos de ganho"). No final de seu dia de trabalho, ou ao final de uma semana de trabalho, eles deviam entregar determinada quantia de seus ganhos a seu senhor. Era bastante comum que esses escravizados conseguissem guardar dinheiro com o passar do tempo. Ao longo do século XIX, em especial depois de 1850, os escravos de ganho poderiam ter posses, e muitos deles inclusive conseguiram pagar a própria alforria.

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b) A clientela era variada: segundo o texto, incluía muitos brancos e também afrodescendentes livres. Os barbeiros não executavam somente os serviços de cortar o cabelo e fazer a barba; eles também faziam aplicações de sanguessugas e arrancavam dentes. É importante que os alunos percebam que a palavra "barbeiro", no século XIX, tinha um significado bem diferente do que tem hoje.

c) Na cena pintada por Debret, o cirurgião negro (que era, quase sempre, escravo de ganho) está aplicando ventosas em pacientes. Um dos pacientes está deitado, outros dois estão sentados (segundo estudos, é possível que o homem à esquerda, coberto de panos brancos, esteja em recuperação após o tratamento) e há um quarto homem em quem o cirurgião aplica uma ventosa na lateral da cabeça. Para realizar esses serviços, era necessário ter algum conhecimento na área de saúde: entender as necessidades do paciente, planejar os melhores locais para aplicar as ventosas, conhecer algo sobre a circulação do sangue e sobre anatomia, por exemplo.




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