Olhares da História 2 Brasil e mundo


Articule passado e presente



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6 a) Sim, o desconhecimento sobre algo ou alguém pode originar, alimentar ou fortalecer estereótipos. No caso do assunto deste capítulo, é importante que os alunos percebam que o desconhecimento sobre a história e a trajetória dos povos latino-americanos, nossos vizinhos, pode dar origem a ideias preconcebidas sobre eles. Isso, por sua vez, pode resultar no surgimento, no fortalecimento e na circulação de estereótipos, como no caso do estereótipo relacionado aos torcedores de futebol da Argentina.

b) O autor do texto comenta que a rivalidade entre argentinos e brasileiros pode não ter fundamento histórico, e, sim, constituir um mito midiático restrito ao folclore do futebol. Desse modo, para a reportagem, a mídia brasileira (representada, no caso, por locutores e comentaristas esportivos) seria a responsável por alimentar o estereótipo do argentino e um clima de rivalidade. Um dos pontos utilizados para tentar negar o estereótipo (ou, pelo menos, enfraquecê-lo) é embasado pela pesquisa histórica: a historiadora citada na reportagem considera que, no futebol, o grande rival da Argentina seria a Inglaterra, e não o Brasil. Além disso, em outro momento da reportagem, é dito que não há nada nas relações político-econômicas entre Brasil e Argentina que justificaria a rivalidade entre os dois países. Aí está, portanto, um segundo ponto que pode enfraquecer ou negar o estereótipo.

c) Sim. Isso aconteceu no caso da participação das mulheres nas guerras de independência da América Latina. Os alunos tiveram contato com dois textos que negam a ideia de que as mulheres não teriam participado desses episódios. A análise da estátua de Juana Azurduy de Padilla, mostrada numa pose altiva, em geral reservada às estátuas masculinas, também contribuiu para isso.

d) Os alunos devem ser incentivados a pensar em situações estereotipadas presentes em seu cotidiano. Há muitas situações envolvendo aquilo que os pesquisadores chamam de estereótipo de gênero, como "meninas não jogam futebol", "meninos não choram", etc. Há outras situações que podem se relacionar ao etnocentrismo, quando expressões ou ideias pretendem mostrar que uma cultura é superior a outra. A ideia, nesta atividade, é que os alunos treinem a argumentação e o senso crítico. Se desejar, mostre a eles outro exemplo de reportagem que discute e desconstrói um estereótipo: "Estereótipo de que "Matemática é para garotos" afasta meninas da tecnologia, diz pesquisador", disponível em: www.bbc.com/portuguese/noticias/2015/09/150831_entrevista_andrew_meltzoff_cc. Acesso em: 16 mar. 2016.






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