Olhares da História 2 Brasil e mundo



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Pratique

4 a) Segundo a historiadora Maria Ligia Coelho Prado, muitas mulheres costumavam acompanhar os maridos nos campos de batalha. Várias mulheres trabalhavam ao lado das tropas, cozinhando, lavando ou costurando. A historiadora comenta que havia muitas mulheres soldados, que não iam aos conflitos necessariamente para acompanhar seus maridos, mas, sim, para integrar o combate armado. Havia, ainda, mulheres que trabalhavam como mensageiras para as inúmeras tropas.

b) Não. De modo geral, a chamada história oficial não tem reconhecido a participação de mulheres nas guerras de independência da América espanhola. De acordo com a historiadora, o reconhecimento de sua atuação é fraco e esporádico, diante de sua importante e decisiva participação nas batalhas, que permite considerá-las como fundadoras da pátria .

c) De acordo com a historiadora, os símbolos femininos nacionais são, em geral, aqueles ligados à religiosidade, como as imagens das Nossas Senhoras. Isso pode ser explicado, por um lado, pelo importante papel que o catolicismo tem na América Latina, e, por outro, pelo pouco interesse que a história oficial tem dado à trajetória das personalidades femininas na região.

d) É possível observar que Juana foi retratada na estátua numa pose altiva, corajosa. Montada em seu cavalo, à maneira das mulheres da época (com as duas pernas em um só lado), Juana aparece com a espada em punho, atuando em batalha. Interessante notar que o cavalo está, também, em uma posição bastante altiva, em intenso movimento. Suas patas traseiras estão no ar, indicando que o artista queria representar uma ação de combate.

e) De modo geral, não. Não é comum que as mulheres sejam representadas como aconteceu à Juana, nesta estátua. Espera-se que os alunos percebam, portanto, que o artista que elaborou esta estátua pretendia, realmente, valorizar o caráter da vida militar de Juana, destacando sua participação ativa nos conflitos. Isso não é comum, pelo menos no Brasil. Aqui, na maior parte das cidades, ou não temos estátuas homenageando mulheres ou, quando temos, elas são, em geral, representadas de maneira mais passiva.

Caso queira ampliar esse tema em sala de aula, você pode propor aos alunos que façam pesquisas sobre a trajetória de algumas mulheres que participaram de forma ativa das lutas pela independência na América espanhola. Com os resultados obtidos, eles podem produzir uma revista de História ou um dicionário de mulheres latino-americanas, com um verbete dedicado a cada mulher. Um trabalho desse tipo pode colaborar para a desconstrução de estereótipos a respeito do papel da mulher ao longo da História. A historiadora Maria Ligia Coelho Prado, no livro América Latina no século XIX: tramas, telas e textos (2. ed. São Paulo: Edusp, 2004), cita diversas dessas mulheres; reproduzimos, aqui, o nome de algumas delas para auxiliá-lo em seu trabalho em sala de aula: Manuela Eras y Gandarillas; Josefa Montesinos; Manuela Pedraza (obteve a patente de tenente); María Remedio Del Valle; Evangelista Tamayo (obteve a patente de capitã); Leona Vicario; Josefa Ortiz de Dominguez.

f) Ao longo da história da moeda do Brasil, três mulheres foram representadas em cédulas: a Princesa Isabel, em 1967, em uma cédula de 50 cruzeiros; a poetisa Cecília Meireles, entre 1989 e 1992, nas notas de 100 cruzados novos; e, em 1994, a figura conhecida como a baiana circulou nas cédulas de 50 mil cruzeiros reais (pouco antes da criação do real). Esses poucos exemplos demonstram que o reconhecimento das mulheres pela participação na História ainda é bastante fraco e intermitente no Brasil. Para auxiliar seu trabalho em sala de aula, consulte a reportagem 8 países que têm mulheres nas notas de dinheiro, disponível em: http://exame.abril.com.br/economia/noticias/8-paises-que-tem-mulheres-nas-notas-de-dinheiro. Acesso em: 15 mar. 2016.




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