Olhares da História 2 Brasil e mundo



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Pratique

5 a) De acordo com o historiador João Paulo G. Pimenta, os acontecimentos relativos a 1808, ou seja, à chegada da família real e da Corte portuguesa às terras do atual Brasil, devem ser levados em conta ao se estudar o processo de independência do Brasil.

b) O trecho escrito por João Paulo G. Pimenta complementa as ideias já expostas no capítulo. No item "O período joanino e a independência", os processos que articularam a independência do Brasil são relacionados com os eventos iniciados em 1808. De modo geral, é possível considerar que o processo histórico que levou à independência foi marcado pelas transformações da era das revoluções e, ao mesmo tempo, foi acelerado pela chegada da Corte e da família real à América portuguesa em 1808. Portanto, podem ser identificados, no texto, aspectos que sustentam essa ideia: o fato de dom João ter transformado o Rio de Janeiro na sede do Império Português trouxe inúmeras novidades, como a reestruturação administrativa e urbana, o aumento no número de empregos para as elites portuguesas, a circulação de novas ideias (com a imprensa, por exemplo), de novos padrões de comportamento e de novas convenções. A participação portuguesa no Congresso de Viena, logo após o Brasil ter sido elevado à categoria de Reino Unido, em 1815, atendeu às aspirações políticas de brasileiros, que se viam, agora, em pé de igualdade com os portugueses. Por fim, dom João VI retorna a Portugal em 1821, após as exigências das Cortes de Lisboa, em meio às transformações da chamada Revolução Liberal. A partir daí, uma série de articulações abriu caminho para a emancipação política do Brasil.



6 b) Os alunos devem identificar as opiniões de cada historiador. Texto 1: José Roberto do Amaral Lapa e Tamás Szmrecsányi, 2005. Para esses dois estudiosos, o processo de independência é longo, se inicia ainda no final do século XVIII e se estende até a década de 1830. Texto 2: Emília Viotti da Costa, década de 1970. Para ela, a independência é um processo amplo que se relaciona com a crise do sistema colonial, a crise do absolutismo e as lutas liberais e nacionalistas. Texto 3: Isabel Lustosa, 2008. Para Lustosa, o estudo da imprensa no Brasil no período da independência é fundamental para conhecermos os atores envolvidos no processo. Texto 4: Jurandir Malerba, 2005. Para ele, é importante analisar como negros e brancos pobres, escravizados e libertos participaram (ou não) dos acontecimentos da independência. Texto 5: Iara Lis Carvalho Souza, 2000. Para essa historiadora, a independência do Brasil é um processo amplo que não se esgota nem se restringe ao ano de 1822.

c) Neste item, os alunos são incentivados a lidar com momentos importantes no que diz respeito à historiografia brasileira. Na década de 1970, Emília Viotti da Costa expressava o quadro de ideias que pretendia ligar o processo de independência a uma estrutura social, política e econômica bastante ampla. Ao longo da década de 1960, a historiografia buscava renovação e foi influenciada pelas obras de Caio Prado Jr. Muitas de suas ideias foram aprofundadas em pesquisas posteriores; é nesse cenário que Emília Viotti está presente. Sua análise incorpora alguns conceitos de Caio Prado Jr., como a importância do pacto colonial. Quase ao mesmo tempo, Fernando Novais estudaria a fundo a crise do antigo sistema colonial. Desse modo, Emília Viotti, Novais e outros de sua geração analisaram a independência política do Brasil com base nessa chave interpretativa. Esses estudos foram fundamentais para desenvolver a historiografia a respeito do tema e foram sendo incorporados e transformados por novas pesquisas, ao longo do tempo. Jurandir Malerba, por exemplo, um dos representantes de uma nova geração de historiadores, nos informa que a geração de 1970 não tratou da participação popular no processo de independência, indicando que essa é uma lacuna importante que ainda deve ser preenchida por novos estudos.

d) Os historiadores que apresentam ideias semelhantes (dentro do grupo selecionado aqui, nesta atividade) são Iara Lis Carvalho Souza, José Roberto do Amaral Lapa e Tamás Szmrecsányi, já que todos consideram que a temporalidade é algo que deve ser levado em conta: para eles, o processo de independência não se restringe, nem se esgota, em 1822.

e) Resposta pessoal. Possivelmente os alunos vão citar o trecho 3, de Isabel Lustosa, já que a ideia de entender o papel da imprensa no processo é algo bastante diferente e talvez pouco disseminado. Eles também podem ficar surpresos com as ideias do trecho 4, de Jurandir Malerba, uma vez que o estudo sobre a participação popular na independência também é algo pouco explorado em livros e obras didáticas.






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