Olhares da História 2 Brasil e mundo



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Comentários e respostas

Atividades

Retome

1 a) Em parte, sim. Ambos tratam da problematização a respeito dos dois termos mais comumente utilizados para designar os movimentos anticolonialistas ocorridos no final do século XVIII, na América portuguesa: "inconfidência" e "conjuração". O texto de Ronaldo Vainfas, porém, vai além do tema ao tratar da valorização da memória da Inconfidência Mineira à luz da República.

b) Incentive os alunos a comparar as ideias dos dois historiadores. É bastante útil que eles tenham contato com um dos aspectos do trabalho do historiador: identificar ideias, compará-las, interpretá-las e, assim, construir o conhecimento histórico. Maria de Fátima Silva Gouvêa considera que cabe marcar a diferença entre os termos inconfidência e conjuração, uma vez que, segundo ela, esses termos carregam valores diferentes. Por sua vez, Ronaldo Vainfas, logo no início de seu texto, considera que usar qualquer um dos termos (inconfidência ou conjuração) é quase a mesma coisa, pois, para ele, seus significados são bastante próximos.



2 Os conjurados pertenciam, em sua maioria, à alta sociedade mineira. Eles organizaram o movimento inspirados nas ideias iluministas e nos conteúdos da Constituição dos Estados Unidos. Os rebeldes exigiam o estabelecimento de um governo republicano e de uma Constituição semelhante à dos Estados Unidos, além de defender o incentivo à industrialização. O sentimento anticolonial e nacionalista é analisado pelo historiador Kenneth Maxwell; para subsidiar seu trabalho em sala de aula, transcrevemos um trecho de um de seus textos: "[...] a cronologia e a ideologia da conjuntura mineira, além disto, tinha projetado o movimento em um contexto muito mais amplo. O êxito da revolução americana e o impacto das ideias de Raynal e de outros sobre o Brasil significavam que os magnatas mineiros haviam articulado sua oposição ao domínio português em termos desafiadores do sistema colonial, no sentido mais fundamental. Já tinham ocorrido, anteriormente, levantes muito mais custosos em vidas e em propriedades, mas nenhum revestido de motivação fundamentalmente anticolonial e tão conscientemente nacionalista." MAXWELL, Kenneth. Conjuração Mineira: novos aspectos. Estudos avançados, São Paulo. v. 3, n. 6, 1989. Disponível em: www.revistas.usp.br/eav/article/view/8518/10069. Acesso em: 6 mar. 2016.

3 Os participantes desejavam o estabelecimento de um governo republicano, de base mais democrática, e sem laços com a metrópole portuguesa. Também exigiam a liberdade de comércio e o aumento do soldo dos soldados. A Conjuração Baiana é considerada um movimento de origem popular porque contou com a participação de homens livres pobres.

4 a) É importante que o aluno considere a vinda da família real para a colônia em 1808, assunto estudado no capítulo anterior deste volume. Desse modo, a situação da colônia em 1817 já era bastante diferente da situação do final do século XVIII; basta lembrar que, em 1815, o Brasil havia sido elevado à categoria de Reino Unido de Portugal e Algarves, e esse fator também trouxe mudanças políticas para os colonos.

b) Com a presença da Corte no Rio de Janeiro desde 1808, os colonos passaram a pagar mais impostos. Os tributos eram utilizados para custear os gastos da Corte e isso desagradava os colonos da capitania de Pernambuco. Além disso, dificuldades econômicas originadas com a baixa nos preços de algodão e de açúcar completavam o clima de insatisfação geral.






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