Olhares da História 2 Brasil e mundo



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Retome - tópico 3

1 A sociedade francesa se organizava em três ordens: clero (primeiro estado), nobreza (segundo estado) e camadas populares e burguesia (terceiro estado). A charge representa a sociedade francesa nas décadas finais do século XVIII: o povo (terceiro estado) é representado pelo homem que carrega os outros dois indivíduos às costas. A burguesia, que fazia parte do terceiro estado, não tinha reconhecimento social e desejava ampliar sua participação política. Suas aspirações por ascensão social e política eram limitadas por regulamentos do Estado absolutista francês. Os membros do terceiro estado sustentavam os demais com seu trabalho e com o pagamento de tributos. Já o clero e a nobreza, por sua vez, eram isentos do pagamento de tributos.

2 a) Desde a década de 1780 a França passava por dificuldades financeiras. A redução das taxas alfandegárias para produtos ingleses prejudicou a produção francesa e até mesmo o comércio; a produção agrícola também se encontrava em dificuldades, em razão de secas e inundações. Projetos de reformas, como o de Calonne, que propunha a cobrança de impostos da nobreza e do clero, eram barrados pela aristocracia. A crise política e econômica tornou-se tão grande, que fez com que o monarca decidisse pela instalação da Assembleia.

b) Os membros do terceiro estado exigiram a votação por cabeça (cada representante, um voto). Desse modo, o terceiro estado não ficaria em desvantagem como sempre estivera. Luís XVI não aceitou a exigência e, para impedir a vontade do terceiro estado, decidiu dissolver a Assembleia.

c) Os deputados reunidos na sala do jogo da pela juraram que não sairiam dali enquanto não fosse redigida e aprovada uma Constituição. Logo depois, em 9 de julho, aqueles deputados se declararam em Assembleia Nacional Constituinte. Desse modo, para Michel Vovelle, os representantes do terceiro estado, diante da recusa de Luís XVI em seguir adiante com o voto por cabeça, se posicionaram e, organizados, exigiram mudanças na organização política francesa. Para aquele historiador, esse evento foi o marco inicial do processo revolucionário.

3 Entre as decisões tomadas na Assembleia Nacional Constituinte estavam a abolição dos privilégios feudais, a aprovação da Declaração dos Direitos do Homem e do Cidadão, o confisco dos bens da Igreja, a aprovação da Constituição Civil do Clero e a proclamação da primeira Constituição da França. A nova Carta Magna estabelecia a monarquia constitucional, em que o rei exerceria o poder Executivo, limitado pelo poder Legislativo.

4 Durante esse período, chamado de Convenção Montanhesa (até 1794), muitas pessoas que faziam oposição aos rumos do processo revolucionário foram guilhotinadas. A atuação popular foi bastante intensa e, em 1793, a Constituição do Ano I foi aprovada. Nesse período, o governo revolucionário adotou medidas que favoreciam a população, como a Lei do Preço Máximo, a venda pública a preços baixos de bens que pertenciam à Igreja e a nobres emigrados e a criação do ensino público e gratuito.

5 Naquele momento, a burguesia se reorganizou e derrubou os líderes da Montanha. Desse modo, o comando da revolução foi devolvido à burguesia e esta anulou várias decisões populares tomadas anteriormente, como a Lei do Preço Máximo.

6 Os girondinos desejavam consolidar uma República burguesa. Aliaram-se a Napoleão Bonaparte e, em novembro de 1799, organizaram o golpe, substituindo o Diretório por um Consulado, em que três representantes exerceriam o poder. Um deles era Napoleão. O poder, na realidade, concentrou-se nas mãos de Napoleão, que ajudou a consolidar as conquistas burguesas da revolução.




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