Olhares da História 2 Brasil e mundo



Baixar 3,11 Mb.
Página542/678
Encontro01.06.2019
Tamanho3,11 Mb.
1   ...   538   539   540   541   542   543   544   545   ...   678
Atividades

Retome

1 Em 1555, os franceses fundaram uma colônia no Rio de Janeiro, chamada de França Antártica. Foram expulsos, em 1567, por forças lideradas pelo governador-geral Mem de Sá. Algum tempo depois, procuraram se estabelecer no Maranhão, fundando uma nova colônia (chamada de França Equinocial), mas também foram expulsos.

2 a) É esperado que os alunos retomem conteúdos vistos em capítulos anteriores e citem a existência de engenhos de cana-de-açúcar no Nordeste brasileiro. Desse modo, é possível dizer que os holandeses pretendiam atacar e ocupar a área produtora de açúcar no Brasil. Comente com os alunos que o historiador Evaldo Cabral de Mello, por exemplo, em sua obra O Brasil holandês, enumera, de forma clara, as principais razões para a escolha do Brasil e do Nordeste pelos holandeses: "Na escolha do Brasil como alvo do ataque empresado pela [Companhia das Índias Ocidentais] pesou uma variedade de motivos. A América portuguesa constituiria o elo frágil do sistema imperial castelhano [...]. Contava-se também com a obtenção de lucros fabulosos a serem proporcionados pelo açúcar e pelo pau-brasil [...]. Outro argumento favorável ao ataque contra o Brasil dizia respeito ao fato de que [...] os núcleos de ocupação portuguesa situavam-se ao longo do litoral, ao alcance do poder naval batavo. Por fim, o Brasil poderia proporcionar excelente base de operação contra a navegação espanhola no Caribe, contra a navegação portuguesa no Oriente, sem falar na proximidade das minas de prata do Peru [...]." MELLO, Evaldo Cabral de (Org.). O Brasil holandês (1630-1654). São Paulo: Penguin Classics/Companhia das Letras, 2010. E-book.

b) O conde Mauricio de Nassau foi nomeado para administrar o domínio holandês nas terras do atual Brasil. Entre suas ações, Nassau promoveu reformas urbanas no Recife, trouxe artistas, botânicos, médicos e cientistas da Europa e concedeu liberdade de religião.

c) Após a saída de Nassau do cargo de administrador e de seu retorno à Europa, os confrontos entre os senhores de engenho do Nordeste e a Companhia das Índias Ocidentais aumentaram. A Insurreição Pernambucana corresponde, assim, ao movimento organizado entre 1645 e 1654 para promover a expulsão definitiva dos holandeses das terras que hoje compreendem o Brasil.

d) De modo geral, é possível considerar que, após a década de 1660, o Nordeste perdeu sua supremacia econômica na colônia. Isso aconteceu principalmente porque os holandeses,



338

após terem sido expulsos do Nordeste brasileiro, montaram uma grande produção açucareira em suas colônias nas Antilhas. O açúcar antilhano, desse modo, passou a concorrer com o açúcar produzido no Brasil.



3 Espera-se que os alunos destaquem a diversificação das atividades produtivas na colônia portuguesa na América. A existência dessa dinâmica contraria a concepção de que toda a riqueza colonial era extraída do território da América portuguesa e aplicada na metrópole. Havia, por exemplo, comerciantes na América portuguesa que negociavam diretamente com os traficantes de escravos. Havia, ainda, comércio interno de alimentos e grupos que realizavam empréstimos. O cultivo de mandioca, milho, arroz, feijão, tabaco e algodão atestam a existência de outras atividades na colônia, para além do açúcar. A produção de aguardente e rapadura também era importante, especialmente para o tráfico de escravos. O cultivo de algodão também se destacava, sendo utilizado na confecção de tecidos para as roupas de escravizados.

4 a) A criação de gado começou a se desenvolver perto dos engenhos, como atividade complementar da empresa açucareira. Depois, a criação extensiva deixaria a área do litoral e se transformaria em um importante fator de ocupação do interior das capitanias do Nordeste, uma vez que o gado solto nas terras requeria sempre novas pastagens. Desse modo, é possível perceber como a pecuária favoreceu o avanço e a ocupação do Sertão. Ao observar o mapa, os alunos podem notar diversos aspectos do movimento de ocupação: a área dos engenhos tomava o litoral nordeste da colônia; as áreas de criação de gado, por sua vez, se situavam bem mais para o interior do território (muitas delas, inclusive, seguiam os cursos dos rios); o sentido da ocupação, portanto, se dava do litoral em direção ao interior.

b) As fortalezas eram construídas com o objetivo principal de promover a defesa do território contra a invasão estrangeira. De acordo com as informações do mapa, vemos que as cidades de Belém, São Luís, Fortaleza, Natal e João Pessoa se originaram dessas fortalezas.



5 a) Procurar riquezas no interior da colônia (metais preciosos, por exemplo), capturar indígenas para serem vendidos como escravos e, por vezes, atuar como forças contratadas para atacar e destruir quilombos.

b) De acordo com o mapa, as bandeiras partiam da vila de São Paulo (e da capitania de São Vicente como um todo).

c) Diversas bandeiras atacavam missões jesuíticas porque nesses locais havia indígenas habituados ao trabalho agrícola segundo o modelo europeu, que por isso eram mais valorizados.

d) O aluno pode notar, ao observar o mapa, que as rotas de três bandeiras representadas (lideradas por Manoel Preto, Raposo Tavares, André Fernandes e Fernão Dias Paes) eram direcionadas ao interior do território e, mais ainda, ao interior do então domínio espanhol na América (considerando-se o meridiano do Tratado de Tordesilhas). Desse modo, a ação das bandeiras colaborou em grande medida para o conhecimento e a exploração do interior do território da América portuguesa.






Compartilhe com seus amigos:
1   ...   538   539   540   541   542   543   544   545   ...   678


©psicod.org 2019
enviar mensagem

    Página principal