Olhares da História 2 Brasil e mundo



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3 a) Jacques Bossuet considerava que o poder real estava próximo do poder de Deus. Para ele, era de Deus que emanavam o poder e a autoridade do rei.

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b) A teoria do direito divino, de modo geral, sustentava a ideia de que o direito de governar de um rei vinha da vontade divina, e não de seus súditos ou de uma autoridade temporal. O monarca seria, portanto, escolhido por Deus. Se desejar desenvolver mais esse tema com os alunos, você pode compartilhar com eles alguns escritos de Bossuet, pois essa é uma forma interessante de compreender as características do absolutismo francês. Além disso, os escritos de Bossuet servem para contextualizar a atuação posterior de Luís XIV. Se possível, compartilhe com os alunos o trecho a seguir: "Considerai o príncipe em seu gabinete. Dali partem as ordens, graças às quais procedem harmonicamente os magistrados e os capitães, os cidadãos e os soldados, as províncias e os exércitos por mar e por terra. Eis a imagem de Deus que, assentado em Seu trono no mais alto dos céus, governa a natureza inteira. Enfim, reuni tudo quanto dissemos de grande e augusto sobre a autoridade real. Vede um povo imenso reunido numa só pessoa, considerai esse poder sagrado, paternal e absoluto. Considerai a razão secreta, que governa todo o corpo do Estado, encerrada numa só cabeça: vereis a imagem de Deus nos reis e tereis a ideia da majestade real." BOSSUET, Jacques-Bénigne. A política saída das sagradas escrituras. Apud CHEVALLIER, Jean-Jacques. As grandes obras políticas de Maquiavel a nossos dias. Rio de Janeiro: Agir, 2001. p. 98-99.



4 A Magna Carta, promulgada ainda no início do século XIII, limitou o poder real na Inglaterra: as ações do rei ficaram submetidas ao chamado Grande Conselho, órgão que, com o tempo, daria origem ao Parlamento.

5 Mesmo com toda sua autoridade, um rei não poderia desrespeitar as tradições e os costumes da sociedade em que se encontrava inserido. Ele também não poderia explorar ou dispor das propriedades e dos súditos arbitrariamente. É importante retomar com os alunos que, durante os governos absolutistas, as "leis de Deus" ainda eram acatadas pelos governantes e pela população. Se desejar ampliar essa questão com os alunos, compartilhe com eles o trecho a seguir, do historiador Jorge Grespan: "Por 'absolutismo', entretanto, não se deve entender um regime no qual o monarca governa sozinho, como se detivesse nas mãos a força política total e plena. Além de ouvir seus conselheiros, geralmente de origem nobre, os reis eram obrigados eventualmente a convocar Parlamentos ou assembleias gerais de representantes de várias camadas da sociedade [...]. Em que sentido, então, essas monarquias podem ser chamadas de 'absolutas'? O termo refere-se basicamente à centralização do poder realizada nesta época em diversas dimensões da vida pública." GRESPAN, Jorge. Revolução Francesa e Iluminismo. 2. ed. São Paulo: Contexto, 2014. p. 22.



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