Olhares da História 2 Brasil e mundo



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1 Podemos considerar que Maquiavel inaugurou um novo tipo de pensamento político: ele defendia que a esfera da religião (e da moral) deveria distanciar-se das práticas do Estado secular moderno. Desse modo, para esse pensador, a política deveria ser exercida de modo separado da religião e da moral. Para Maquiavel, a organização e a sobrevivência do Estado ultrapassavam qualquer valor religioso ou moral; por isso é que, para ele, a vontade do príncipe deveria estar acima de tudo. Se tiver a oportunidade de ampliar o tema com os alunos, você pode utilizar a série de reportagens que a Revista de História da Biblioteca Nacional publicou, em julho de 2013, sobre as obras de Maquiavel e sobre como seu pensamento foi, por muito tempo, interpretado erroneamente. Se possível, consulte: www.revistadehistoria.com.br/secao/na-rhbn/entre-o-amor-e-o-odio. Acesso em: 24 jan. 2016. Nesse conjunto de textos, há uma entrevista com o historiador inglês Quentin Skinner, em que ele fala sobre como, durante anos, formou-se uma aparente rejeição universal ao pensamento de Maquiavel: "Um motivo, acredito, pelo qual Maquiavel tem sido tão frequentemente condenado é o fato de que ele tem uma visão fortemente instrumental sobre o papel das virtudes na vida política. Para Maquiavel, o objetivo prioritário na política [...] é sempre assegurar que se esteja fazendo tudo para manter a segurança do tecido e das instituições do Estado. Maquiavel pensa que eventualmente, em nome deste objetivo, é sensato se comportar virtuo samente e, em particular, agir com justiça. Mas ele acredita que frequentemente, para manter o Estado, é necessário agir contrariamente à justiça e à boa-fé. Seu conselho nestas circunstâncias é que você nunca deve agir de acordo com o que ditam as virtudes, mas sempre de acordo com as necessidades da situação." ELIAS, Rodrigo. Com a palavra, Quentin Skinner. Revista de História da Biblioteca Nacional, 1º jul. 2013. Disponível em: www.revistadehistoria.com.br/secao/entrevista/quentin-skinner. Acesso em: 24 jan. 2016.

2 a) Para Hobbes, o "estado de natureza" era o estado original dos seres humanos, em que todos os indivíduos viveriam em guerra, uns contra os outros. Hobbes considerava que, no "estado de natureza", os seres humanos estariam dispostos a qualquer coisa para garantir seus interesses, inclusive destruir uns aos outros. Os interesses divergentes, desse modo, levariam a uma "guerra de todos contra todos".

b) Hobbes considerava que, para cessar a "guerra de todos contra todos", era necessário o estabelecimento de um contrato, segundo o qual a sociedade civil cederia seus direitos a um governo forte e centralizado na figura do monarca. Desse modo, o contrato constituía a forma de superar o "estado de natureza". É importante incentivar os alunos a relacionar as ideias do pensador às características concretas da nova forma de governo que se desenvolvia, já que Hobbes defendia o estabelecimento de um governo forte, único e central, representado justamente pela figura do soberano absolutista.





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