Olhares da História 2 Brasil e mundo


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6 a) Nas teses 21 e 22 é possível encontrar uma pista do pensamento de Lutero a respeito desse tema. Ao dizer que "Erram os pregadores de indulgências que afirmam que a pessoa é absolvida de toda pena e salva pelas indulgências do papa" e "Com efeito, ele não dispensa as almas no purgatório de uma única pena [...]", Lutero expõe a opinião de que o clero não tem como provar que a pena de uma pessoa seria dispensada ou diminuída com a compra de indulgências. As teses nos mostram o tom de questionamento e de crítica à autoridade do clero, algo que perpassou todo o movimento da Reforma protestante.

b) A tese 24 diz que "Por isso, a maior parte do povo está sendo necessariamente ludibriada por essa magnífica e indistinta promessa de absolvição da pena." Lutero cria uma construção de frase que pode ser considerada irônica ao usar os termos "magnífica" e, logo depois, "indistinta" (no sentido de "confusa, que não é evidente"). Ele usa essas duas palavras para classificar a absolvição das penas, prometida com a venda de indulgências. Comente que em outras de suas teses é possível dizer que Lutero utiliza um humor refinado para expressar suas ideias, como na tese 11 ("Essa erva daninha de transformar a pena canônica em pena do purgatório parece ter sido semeada enquanto os bispos certamente dormiam."), na 27 ("Pregam doutrina humana os que dizem que, tão logo tilintar a moeda lançada na caixa, a alma sairá voando [do purgatório para o céu].") e na 82 ("Por exemplo: por que o papa não evacua o purgatório por causa do santíssimo amor e da extrema necessidade das almas - o que seria a mais justa de todas as causas -, se redime um número infinito de almas por causa do funestíssimo dinheiro para a construção da basílica - que é uma causa tão insignificante?").

c) Na tese 24, vemos que, para Lutero, o povo estava sendo "ludibriado", ou seja, enganado, com a venda de indulgências. Já na tese 47, Lutero diz que "Deve-se ensinar aos cristãos que a compra de indulgências é livre e não constitui obrigação", ou seja, para ele, a compra das indulgências não deveria ser algo imposto e controlado pela Igreja, mas, sim, algo que poderia partir da decisão de cada indivíduo.




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