Olhares da História 2 Brasil e mundo



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Retome

1 a) Entre alguns grupos africanos, os prisioneiros de guerra eram escravizados. Em outros grupos, a escravidão era utilizada como pagamento de dívidas ou punição para crimes graves. Alberto da Costa e Silva, no texto do capítulo, afirma que os escravos trabalhavam lado a lado com outros membros da família do senhor e quase nunca eram vendidos. Os descendentes dos escravos, assimilados à linhagem do dono, poderiam até perder a condição servil com o passar do tempo.

b) O regime escravista implantado pelos europeus era completamente diferente do sistema vigente na África, a começar por uma característica fundamental do sistema, a retirada violenta dos africanos de seu local de origem, obrigando-os a se adaptar ao trabalho, aos costumes e ao clima de outro continente. Grupos de comerciantes europeus se especializaram em fazer guerras nos diversos reinos africanos com o intuito de capturar prisioneiros e vendê-los como escravos, transformando-os em mercadoria. A escravidão passou a ser a causa de inúmeros conflitos, agravando as relações sociais em todo o continente.



2 A diáspora africana é o termo comumente usado por historiadores para se referir ao processo de deslocamento forçado dos africanos escravizados em direção à América, entre os séculos XVI e XIX. Esse sistema de escravidão, implementado pelos europeus, foi realizado em uma escala tão grande que fez com que as práticas de escravidão já existentes na África se transformassem por completo. A chegada dos europeus à África e o início do período da escravidão transferiram para o continente africano a lógica da disputa de mercados e a desigualdade social. O surgimento de reinos africanos especializados em capturar indivíduos a fim de vendê-los aos europeus também foi elemento transformador da sociedade africana como um todo.

3 Tentativas de assassinato de feitores e senhores, abortos, fugas, suicídios, tentativas de acordos, organização de revoltas e formação de quilombos. As rebeliões e as tentativas de assassinato de senhores têm sido tema de estudo de diversos historiadores da atualidade. Caso tenha interesse, trabalhe com os alunos a entrevista da historiadora Maíra Chinelatto Alves, em que aborda aspectos de sua pesquisa sobre os crimes de assassinato cometidos por escravizados. Disponível em: www.ihu.unisinos.br/noticias/noticias-anteriores/38916-o-escravo-com-o-chicote-na-mao-entrevista-especial-com-maria-chinelatto-alves. Acesso em: 12 jan. 2016.



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