Olhares da História 2 Brasil e mundo


A religiosidade na diáspora



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3 A religiosidade na diáspora

A disseminação dessas religiões [africanas] e suas semelhanças em toda a comunidade escrava latino-americana é um dos grandes mistérios da história das religiões, além de ser um dos aspectos mais fascinantes da história da escravidão no Novo Mundo. Como e por que os deuses iorubas se tornaram o fundamento dessa religião realmente pan-africana é outro grande mistério, uma vez que os iorubas não eram um grupo étnico dominante entre os escravos. Muitas hipóteses, entre as quais o fluxo relativamente tardio de escravos iorubas para certas partes da América Latina, ou seja, Bahia e Cuba, pretendem explicar isso. A despeito das consideráveis barreiras de caráter geográfico, nacional e linguístico enfrentado pelos africanos transportados para o Brasil, Cuba e Haiti, por exemplo, todas as religiões de base ioruba criadas por eles são, por assim dizer, primas entre si, e seus deuses ostentam os mesmos nomes (ressalvadas as diferenças linguísticas nos países de língua francesa, espanhola, inglesa e portuguesa), funções e características semelhantes como divindades. Os adeptos do candomblé, a versão brasileira dessa pan-religião maior, rezam aos orixás, entidades que representam diferentes expressões da complexa experiência humana e do mundo natural.

GATES JR. Henry Louis. Os negros na América latina. São Paulo: Companhia das Letras, 2014. p. 44.




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