Olhares da História 2 Brasil e mundo



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Pratique

7 a) De acordo com o texto 1, Ana Pimentel foi a responsável por introduzir o cultivo de laranja, de arroz e de trigo na capitania, bem como por organizar a criação de gado na região. Ana também realizava a doação de sesmarias e permitiu que os moradores da vila de São Vicente tivessem livre acesso ao planalto. De acordo com estudiosos, essa medida acabou por incentivar o desenvolvimento do interior. Por fim, ela autorizou a construção de uma cadeia na vila de Santos.

b) Todas essas ações de Ana Pimentel estavam em concordância com as atribuições e os direitos dos donatários vistos neste capítulo, o que indica que essa administradora trabalhou de acordo com o projeto de colonização português na América.

c) Para a autora do texto 2, uma das principais funções da História seria servir de base de reflexão para aqueles que querem compreender o mundo contemporâneo ou nele interferir.

d) O anacronismo ocorre quando atribuímos a sujeitos históricos do passado alguns valores do presente. Numa situação anacrônica, a História é interpretada de modo inadequado (como se a utilização de valores do presente fosse válida para analisarmos qualquer período histórico). Certamente, para a autora do texto 2, o anacronismo ocorre quando o desejo de "encontrar" e "produzir" figuras heroicas dentro de um "passado idealizado" é tão grande que passamos a enxergar as mulheres do passado como heroínas ou mártires, e não simplesmente como indivíduos que viviam em seu próprio tempo, dentro de uma sociedade com seus próprios limites, problemas e características. O que a autora do texto 2 pretende, desse modo, é olhar para as mulheres do passado e entendê-las dentro do próprio contexto em que estavam inseridas.

e) Enfocando as mulheres com base nas tensões e nas contradições presentes no contexto em que elas viviam e desvendando as intrincadas relações entre a mulher, o grupo e os fatos. Ao trabalhar com a história das mulheres, assim como com a história de outros sujeitos, é importante relacionar, com muito cuidado, a mulher com o cenário do qual ela faz parte e no qual ela também age.

f) A intenção, aqui, é fazer com que os alunos reflitam sobre o fazer histórico, evitando a simples "admiração" pelas mulheres do passado ou o simples reconhecimento



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das trajetórias dessas mulheres com base em biografias. Para além das biografias, é necessário refletir e reconhecer que a história das mulheres, quando feita com cuidado, traz pistas sobre a época em que esses sujeitos históricos viveram e sobre os processos sociais, políticos, culturais e econômicos da sociedade em questão. No caso de Ana Pimentel, observamos que suas ações como administradora estavam plenamente de acordo com o projeto colonial português; ela foi, portanto, uma agente em seu próprio tempo, realizando ações de acordo com os interesses do grupo do qual fazia parte. Integrar as mulheres ao processo de análise e interpretação da História como um todo é tarefa que muitos estudiosos desenvolvem na atualidade. É importante entendermos as mulheres na História não como "casos de exceção", mas como integradas à sociedade na qual viviam. O tratamento dado pela História oficial a Ana Pimentel e a outras mulheres dos primeiros tempos da colonização portuguesa na América é o do esquecimento, portanto não está de acordo com o defendido pela autora do texto 2. Se possível, aborde o caso de Brites de Albuquerque (c. 1517-1584), esposa de Duarte Coelho Pereira, donatário da capitania de Pernambuco. Na ausência do marido, Brites também administrou a capitania.



8 a) As informações da tabela nos indicam que o Nordeste concentrava a maior parte dos engenhos instalados no Brasil, no período considerado.

b) A historiadora cita diversos fatores que fizeram com que o Nordeste concentrasse a produção de açúcar na colônia: o solo fértil (de massapé) encontrado naquelas áreas; a vasta rede hidrográfica litorânea; o clima quente e úmido; a menor distância entre a colônia e a metrópole; e o regime de ventos, que favorecia a navegação e facilitava o transporte do açúcar para os mercados estrangeiros.

c) Para a historiadora, até cerca de 1650 o açúcar brasileiro viveu "anos de glória"; a partir de então, as vendas do açúcar brasileiro declinaram, devido à concorrência do açúcar produzido nas Antilhas e na América Central.

d) Incentive os alunos a refletir sobre o título "A civilização do açúcar". Por que a historiadora teria usado os termos "civilização" e "açúcar" no título de sua obra? Uma possível interpretação é entender que, no contexto da colônia, a produção de açúcar era a base de tudo. A sociedade, os costumes, os transportes e outras atividades econômicas giravam em torno da produção açucareira. Desse modo, é possível entender que a "civilização" formada naqueles tempos se baseava, realmente, na produção do "açúcar". Diversas passagens deste capítulo também trazem essa ideia, como este trecho: "A sua produção voltava-se especialmente para a exportação. No entanto, a cultura do açúcar criou um mercado interno e gerou hábitos alimentares, técnicas de produção e consumo de seus derivados, como melaço, rapadura e cachaça. Ao lado da produção açucareira, outras lavouras e atividades econômicas movimentaram a economia colonial e o mercado interno. Muitas delas eram desenvolvidas como suporte à manutenção do engenho: plantio de milho, feijão, arroz, trigo; criação de gado e outros animais; produção de ferro e louças, etc.".






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