Olhares da História 2 Brasil e mundo



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O processo da abolição

A impossibilidade de controlar as cada vez mais frequentes fugas de escravos também acelerou o processo da abolição. Até o Exército brasileiro, fortalecido politicamente após a Guerra do Paraguai, tinha tendências abolicionistas. Províncias como Ceará e Amazonas anteciparam-se ao governo imperial e aboliram a escravidão em seus territórios em 1884. Em 1888, a princesa Isabel, que governava interinamente o país, assinou a Lei Áurea, decretando a libertação de todos os escravos no Brasil.



Movimento emancipacionista e diminuição da população escravizada

A participação de escravos pela autonomia e emancipação, ainda que dentro da escravidão, caracteriza o emancipacionismo como precursor do abolicionismo. O aumento no número de fugas coletivas no fim do século demonstra a participação dos escravos no processo de abolição.

Os números da tabela mostram uma contínua queda da população escravizada no Brasil ao longo do século XIX. A resistência, as lutas e as revoltas dos escravos, o fim do tráfico, a criação de leis emancipatórias e a intensificação das lutas do movimento abolicionista contribuíram para esse processo.

LEGENDA: A luta abolicionista reuniu pessoas de diversos grupos sociais, como a compositora Chiquinha Gonzaga (1847-1935) e o engenheiro André Rebouças (1838-1898). Na imprensa, Luís Gama (1830-1882), José do Patrocínio (1854-1905) e Angelo Agostini (1843-1910) contribuíram para que o debate sobre a abolição ganhasse as ruas.

FONTE: Acervo Iconographia/Reminiscências

FONTE: Acervo Iconographia/Reminiscências

FONTE: Reprodução/Museu Histórico Nacional, Rio de Janeiro, RJ


Evolução da população escravizada no Brasil




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