Olhares da História 2 Brasil e mundo


A chegada dos imigrantes



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A chegada dos imigrantes

A difícil conjuntura europeia daquele período contribuiu para a vinda de imigrantes para o Brasil. A crise econômica e os efeitos de diversas guerras obrigaram camponeses de várias regiões da Europa a sair em busca de oportunidades em outros continentes.

A Itália e a Alemanha, que passavam por dificuldades como as guerras de unificação nacional, foram os grandes "exportadores" de mão de obra para o Brasil. De lá vieram numerosos grupos de imigrantes, que se dirigiram principalmente para as províncias de São Paulo, Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul.

LEGENDA: Imigrantes europeus na Hospedaria dos Imigrantes, na cidade de São Paulo. Foto de 1890. Nesse prédio, hoje se encontra o Museu da Imigração do estado de São Paulo.

FONTE: Reprodução/Memorial do Imigrante, São Paulo, Brasil.

A primeira iniciativa importante de incentivo à imigração foi o sistema de parceria. Consistia em custear o transporte de trabalhadores europeus e suas famílias até as fazendas e sustentá-los nos primeiros tempos de permanência na propriedade. Instalados, os imigrantes deviam trabalhar no cultivo de café e de gêneros de subsistência. Ficavam com um terço dos lucros, cabendo o restante ao fazendeiro.

Os juros cobrados sobre a dívida inicial eram elevados (de até 12% ao mês) e os trabalhadores eram maltratados pelos fazendeiros, habituados ao sistema escravista. A remuneração paga pelo café cultivado era muito baixa. Em algumas fazendas, ocorreram revoltas de colonos que exigiam a quitação de suas dívidas ou melhores condições de trabalho e maior remuneração.

Um desses conflitos foi a revolta de Ibicaba ou revolta dos parceiros (1856-1857), em Limeira, no interior da província de São Paulo. Nessa região, os colonos incumbiram o suíço Thomas Davatz, mestre-escola da fazenda, de apresentar uma lista de reivindicações ao dono da terra, o senador Nicolau Pereira de Campos Vergueiro. Davatz foi demitido durante as negociações e voltou para a Suíça, onde escreveu um livro detalhando as condições de trabalho e acusando os fazendeiros de tratarem os colonos como escravos. A repercussão da revolta contribuiu para que a Suíça e a Prússia proibissem a emigração de trabalhadores para o Brasil, que só foi retomada em 1870.

Ao mesmo tempo, no Brasil, a Campanha Abolicionista avançava e investia-se no trabalhador estrangeiro. O governo imperial adotou o sistema de imigração subvencionada, que substituiu a iniciativa privada pela estatal e regulamentou as relações entre fazendeiros e trabalhadores.




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