Olhares da História 2 Brasil e mundo


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A ascensão da cafeicultura

Na Europa, o café era considerado bebida de luxo desde o século XVII. Entretanto, a produção brasileira só passou a ser realizada em larga escala e voltada para exportação no fim do século XVIII, quando a produção cafeeira entrou em crise nas colônias francesas.

O café, cultivado inicialmente em pequenas lavouras próximas ao Rio de Janeiro, logo atingiu a Zona da Mata mineira e parte do litoral fluminense. A crescente demanda do produto no mercado internacional fez com que ele se espalhasse, fixando-se no Vale do Paraíba, região entre as províncias do Rio de Janeiro e de São Paulo, e, depois, alcançando o Oeste Paulista, a partir dos anos 1870. Nessa região, o café encontrou solo e clima favoráveis para o seu desenvolvimento, transformando a província de São Paulo no principal centro produtor do país.

Diferentemente das lavouras no Vale do Paraíba, as áreas de cultivo de café no Oeste Paulista firmaram-se após a proibição do tráfico de africanos escravizados para o Brasil, em 1850. Diante da necessidade de mão de obra, o tráfico interno ganhou impulso até 1885, quando também foi proibido, por meio da Lei Saraiva-Cotegipe, ou Lei dos Sexagenários.

No tráfico interno de escravizados, as províncias do Norte e do Nordeste supriam as áreas de café do Sudeste. Esse fluxo também ocorria de certas áreas urbanas para as lavouras. Estimativas indicam que nas regiões fluminense e paulista estava boa parte dos cativos do país, cerca de 30%, em 1872, a maioria na lavoura cafeeira.

Com a transformação da província de São Paulo em novo eixo econômico, os "barões do café" conquistaram maior importância na vida econômica e política do Brasil. Fixaram-se nos elegantes arredores das cidades e contavam com o desenvolvimento dos meios de transporte (estradas de ferro e portos) e de comunicação (telégrafo e telefone). Muitos deles dedicavam-se a outras atividades econômicas urbanas, como o comércio, bancos e indústrias, diversificando a economia nacional.

A partir da década de 1820, o café liderou as exportações brasileiras, ultrapassando produtos como açúcar, algodão, tabaco e couro. Nos anos 1880, a produção cafeeira brasileira já era responsável por 56% da produção mundial de café, ampliando-se ainda mais nas décadas seguintes, na época republicana.




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