Olhares da História 2 Brasil e mundo


1. Economia e sociedade



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1. Economia e sociedade

O Segundo Reinado teve início com a antecipação da maioridade de dom Pedro II, em 1840. Esse período pode ser considerado o apogeu da Monarquia brasileira, representante dos interesses das elites. A centralização política e administrativa iniciada em 1837 permaneceu, ao passo que as revoltas herdadas do período anterior, além de outros movimentos sociais que colocavam em risco a ordem monárquica, foram "pacificados". No vértice do poder, os partidos Conservador e Liberal, às vezes sozinhos, às vezes juntos, como no período da "conciliação" entre 1853 e 1858, integraram o governo de dom Pedro II.

As elites escravistas-exportadoras, em especial a açucareira e a cafeeira, assim como seus representantes na organização imperial, marcaram a feição do país durante o Segundo Reinado, mantendo a ordem socioeconômica construída ao longo da colonização.

Entretanto, apesar de certa continuidade entre o período colonial e o Império, novas forças sociais emergiram na segunda metade do século XIX, principalmente a partir do advento de indústrias e do processo de urbanização. O cacau e a borracha, de alto valor comercial no mercado externo, destacaram-se na produção agrícola brasileira. A mão de obra escravizada foi gradualmente substituída pela assalariada, constituída basicamente de imigrantes.

Ao mesmo tempo que o caráter elitista permanecia na esfera política, a economia tornava-se mais racional e produtiva. O Sudeste tornou-se o novo polo econômico do país, com grande crescimento populacional e mudanças na estrutura étnico-social.

Entre as décadas de 1850 e 1880, o número absoluto de escravizados declinou acentuadamente. Na contagem total da população, o aumento progressivo do número de brancos e de pessoas livres revelava a substituição da mão de obra escrava pelo trabalho assalariado e a entrada, no Brasil, de numerosos imigrantes europeus. Contudo, a maioria das pessoas que compunham o novo perfil da população continuava excluída da participação na maior parte da riqueza produzida no país e dos mecanismos de poder político do Estado imperial.

LEGENDA: Carregadores de café a caminho da cidade, aquarela de Jean-Baptiste Debret, cerca de 1826. Inicialmente, o transporte do café também era feito em tropas de mulas. Após os anos 1860, passou a ser feito por ferrovias até os portos do Rio de Janeiro e de Santos, que escoavam, respectivamente, a produção do Vale do Paraíba e do interior de São Paulo.

FONTE: Reprodução/Coleção particular

Boxe complementar:

Veja abaixo os períodos e os lugares em que se passaram os principais eventos do capítulo.

Fim do complemento.

Onde e quando

LEGENDA: Linha do tempo esquemática. O espaço entre as datas não é proporcional ao intervalo de tempo.

FONTE: Banco de imagens/Arquivo da editora



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