Olhares da História 2 Brasil e mundo


2. A marca do colonialismo na África



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2. A marca do colonialismo na África

Por séculos, prevaleceu a mentalidade de enquadrar os africanos num grau inferior da escala evolutiva, a mesma que classificava os vários povos em civilizados e primitivos. Para os europeus, a suposta "selvageria" dos povos da África era quase sempre relacionada às condições naturais do continente.

Difundia-se também a crença de que a identidade daqueles povos seria determinada por traços físicos ou biológicos, e não por sua história. Segundo essa ideia, os africanos eram incapazes de produzir cultura e história. Esse argumento serviu aos escravagistas e aos imperialistas do século XIX, que recorreram ao discurso de "civilizar" a África para justificar suas ações.

Além dos indisfarçáveis interesses de conquista, exploração e dominação, esse discurso tradicional ignorou as diversidades e características próprias dos povos africanos, decorrentes de milênios de história.

Não é possível entender a África atual sem o tráfico de escravos, que teve como um dos principais destinos o Brasil. Ao mesmo tempo, é preciso destacar que os primeiros abolicionistas foram os próprios escravizados, com sua permanente resistência e constantes revoltas. A resistência dos cativos africanos à escravidão assumiu as mais variadas formas, apesar das limitadas possibilidades de sucesso e das violentas punições.

Além das ações de resistência individuais, houve diversas revoltas coletivas, como mostram vários documentos. Fugas ocorriam após o aprisionamento, durante as marchas dos libambos (colunas de escravos amarrados), nos mercados e portos de embarques, onde eram empurrados para os tumbeiros (navios negreiros), durante as viagens e nos desembarques. Nas unidades escravistas, a situação não era diferente, com a organização de quilombos e revoltas.

Durante a Idade Moderna, os portugueses e outros europeus ocuparam militarmente regiões costeiras da África, usando-as como base para o comércio de ouro, marfim e, sobretudo, escravos. Porém, até o século XIX, eles não avançaram para o interior do continente.

Com a expansão industrial, as potências europeias lançaram-se vorazmente sobre a África, dividindo-a em regiões e estabelecendo fronteiras artificiais, conforme o desfecho de suas disputas imperialistas. A divisão do continente africano foi estabelecida na Conferência de Berlim, realizada entre novembro de 1884 e fevereiro de 1885. Diante da grande resistência de populações locais, os colonizadores buscavam aliados, estimulando discórdias entre as etnias.

LEGENDA: Esta litografia colorida, de G. Dascher, foi feita para decorar a capa de cadernos escolares franceses, em cerca de 1900. Ela representa a dominação da França sobre suas colônias. No alto, em francês, lê-se: "As colônias francesas" e no escudo da figura feminina: "progresso, civilização, comércio".

FONTE: Bridgeman Images/Keystone Brasil/Coleção particular/Archives Charmet.





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